PRA LAVAR A ALMA…

29 abril, 2010 as 13:52 Categoria Brasileirão+ Futebol Internacional+ Futebol Nacional

E tudo o mais que precisa ser lavado. E o que não faltou foi água.

Não sei se a chuvarada que caiu ontem no Maracanã ajudou ou atrapalhou.

Só sei que fazia tempo que eu não via os jogadores do Flamengo com tanta vontade. Até em excesso, como ficou explícito na expulsão idiota de Michael aos trinta e seis minutos do primeiro tempo. Mas ele nem chegou a fazer muita falta. Com onze ou com dez, o Flamengo foi sempre superior ao Corinthians. Só quem ficou devendo foi Vágner Love. Aquelas trancinhas horrorosas dele deviam estar pesando uma tonelada com aquele aguaceiro todo.

O Flamengo ficou uma partida sem levar gol depois de quase um século.

Venceu por 1 a 0 e poderia ter sido de mais, se Adriano não tivesse cabeceado aquela bola em cima do goleirinho do Corinthians.

Mas ficou de bom tamanho. O Corinthians vai ter que se virar no Pacaembu na próxima quarta. A responsabilidade de não poder levar gol em casa vai pesar. Um gol do Flamengo, o obriga a fazer três. Esse é o jogo ideal para Petkovic, com seus lançamentos precisos para puxar os contra-ataques. Infelizmente isso não vai acontecer, pelo menos de início. Rogério deve começar a partida com Fierro no lugar de Michael.

Jogue quem jogar, só não pode é entrar cheio de “frescuragem” (e esse é o grande perigo) achando que já tá tudo ganho.

Eliminar o Corinthians – o melhor dos melhores – nessa fase da Libertadores tem até um gostinho de título.

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OS PECADOS DE ANDRADE

26 abril, 2010 as 16:52 Categoria Brasileirão+ Futebol Internacional+ Futebol Nacional+ Libertadores

Andrade era o único treinador do mundo, que tinha uma bandeira com o seu rosto estampado tremulando nos estádios em dias de jogos. A torcida do Flamengo sempre teve um certo pudor em vaiá-lo.

Não existe alegria maior para uma torcida, do que conquistar um título importante como um hexa Campeonato Brasileiro, tendo a frente da equipe um dos seus maiores ídolos.

E Andrade é o meu ídolo, ídolo de uma geração, ídolo de uma nação. O Flamengo jamais terá um volante com a qualidade de Andrade. Andrade era tão refinado, que no futebol que se pratica hoje em dia no Brasil e no mundo, ele deixaria de ser volante e passaria a atuar como meia de armação. Seria o camisa 10 – pelo menos na função – em qualquer equipe que jogasse. E com certeza daria conta do recado e muito bem.

Após deixar os gramados, nunca deixou de freqüentar a Gávea. Treinou todas as categorias das divisões de base e nos últimos dez anos foi auxiliar técnico de todos os treinadores que passaram pelo Flamengo sendo interino inúmeras vezes. Funcionário de carteira e de carreira exemplar, nunca teve o seu trabalho devidamente reconhecido.

Uma conjunção de fatores levou o Flamengo à inesperada e fantástica conquista do hexa brasileiro sob o seu comando.

Tudo deu certo naquela ocasião: as contratações de Álvaro e Maldonado e a fixação de Airton a frente da linha de zaga, atuando às vezes como terceiro zagueiro, arrumaram de vez a defesa do Flamengo, que a certa altura do Brasileirão chegou a ser a mais vazada do campeonato. No meio de campo, Petkovic, que veio a contragosto de tudo e de todos,  se transformou no maestro da equipe e com atuações espetaculares em jogos fundamentais acabou se tornando um dos principais responsáveis pela conquista do título. Zé Roberto voltou a jogar seu bom futebol da época de Botafogo e Adriano no auge de sua motivação, fez gols decisivos e acabou como artilheiro do campeonato, embora já nas últimas rodadas tenha começado a se envolver com problemas extra-campo (a tal da bolha assassina) ficando fora de algumas partidas importantes.

Andrade sentiu que aquele era o momento de se valorizar e começar a conquistar sua independência financeira. Nada mais justo. A renovação do seu contrato foi aquela novela que todos já conhecem. As conversas com o vice de futebol Marcos Braz não foram nada amistosas. Enfim houve a renovação, mas com ela veio todo o desgaste de uma negociação conturbada.

Ele conseguiu o reconhecimento financeiro tão sonhado, mas ao mesmo tempo fechou os olhos para os problemas disciplinares que vinham desde 2009 e que o título conseguiu mascarar.

A partir do início da temporada, ele deveria ter imposto seus métodos de trabalho (se é que havia algum) e usado da sua autoridade de “comandante em chefe” da comissão técnica para acabar com os privilégios e desmandos que haviam se instalado na Gávea. No entanto, ao contrário, ele continuou colocando panos quentes em tudo de errado que acontecia no Departamento de Futebol rubronegro e ainda teve que agüentar a oficialização das regalias da dupla Adriano e Vágner Love, estabelecidas pelo diretor de futebol Marcos Braz.

As confusões extra campo, por mais que ele insistisse “que estava tudo bem”, “que tudo no Flamengo é supervalorizado”, “que o grupo está unido (mesmo após os tapas de Bruno em Petkovic)”, refletiram dentro de campo.

O nível técnico ridículo do Campeonato Carioca encobriu nos jogos contra os times “nanicos” o péssimo futebol que o Flamengo vinha – ou vem – jogando em 2010. A prova é tanta, que em duas decisões (uma semifinal e uma final de turno) contra o limitadíssimo Botafogo de Joel Santana, o Flamengo saiu derrotado. A classificação na “bacia das almas” na Libertadores também deixou evidente o baixo nível técnico da equipe de Andrade.

E ele insistia em afirmar nas entrevistas pós jogo que a equipe vinha jogando bem, embora os resultados nunca traduzissem isso. O Flamengo de Andrade era – e continua sendo – uma bagunça dentro e fora de campo.

Enfim, a era Andrade chega ao fim no Flamengo bem antes do que se esperava. Do que eu esperava. A sua falta de pulso na condução desse elenco cheio de estrelas, de “barangas” metidas a besta, de jogadores sem compromisso com o “Manto Sagrado”, levaram o ídolo rubronegro à demissão.

De resto, é esperar que a presidenta consiga colocar o Flamengo novamente nos eixos e o transforme num clube que volte a merecer o respeito e o carinho do torcedor.

De cara, ela deveria começar com a demissão sumária da “turma da batucada” no vestiário.

E boa sorte para Andrade aonde ele for.

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PERDÃO IRMÃOS. EU SOU UM FRACO!

23 abril, 2010 as 15:18 Categoria Futebol Internacional+ Libertadores

Logo após a vitória sobre o Caracas por 3 a 2, resultado que parecia definitivo para o adeus do Flamengo à Libertadores, eu estava injuriado. Xingando e esbravejando com todo mundo e fiz coro com o”time sem vergonha” que vinha das arquibancadas. “Um time que toma dois gols de uma porcaria como esse Caracas, não merece se classificar pra p… nenhuma!”. “Não tô nem aí pro que vai acontecer na quinta”.

Mas não teve jeito. Quando se trata de Flamengo eu sou um fraco. Ontem à noite fiquei sofrendo até o final dos jogos que poderiam salvar o meu “Mengão” e fui dormir mais “alegre do que pinto em beira de cerca” com a definição de que tudo dera certo. Meu humor nessa sexta-feira é outro. Nem a garganta meio derrubada vai me impedir de tomar umas geladas logo após o trabalho.  Amanhã eu dou um jeito de curar o estrago.

Não quero nem saber das confusões administrativas (pelo menos Marcos Braz foi-se). Quem vai ser o treinador na primeira partida do mata-mata. Se a presidenta Patrícia Amorim vai finalmente transformar o Flamengo num time sério.

Eu só sei que quarta-feira vai ter um jogão como há muito não se via no futebol brasileiro. Flamengo e Corinthians não tem favorito. O Corithians, que já estava quase jogando essa Libertadores com as faixas de campeão, vai sentir na pele que não adiantou de nada terminar como o melhor de todos. Vai lamentar o Flamengo ter feito uma primeira fase tão ruim.

Para o Flamengo é muito melhor enfrentar o Corinthians do que esses outros times sulamericanos, tudo “carne de pescoço”, principalmente nos jogos fora de casa.

Se os jogadores desse elenco hexa-campeão brasileiro ainda mantêm algum resquício de brio, a hora de demonstrar e de dar a volta por cima é agora.

Menino! Até eu tô surpreso com minha animação.

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FICOU CALMIIIIIIIINHO!

20 abril, 2010 as 10:31 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional

Aguardei o noticiário esportivo da segunda, para saber quais teriam sido as vítimas da “besta quadrada” do Bruno, após a derrota para o Botafogo.

Vítimas em potencial: Angelim e Maldonado, que cometeram os pênaltis responsáveis pela derrota e Adriano, que jogou o empate fora. Aliás, nas mãos do goleiro Jefferson.

Cheguei a sentir pena de Angelim e Maldonado. Parecem dois anões na frente do troglodita e ainda tem o agravante da idade. Mas Angelim foi recompensado e absolvido do seu erro ao sofrer o pênalti que poderia ter mudado a história da partida e Maldonado foi o melhor jogador do Flamengo enquanto esteve em campo. Só seria necessário o imbecil do Bruno usar o único neurônio do seu cérebro, para não partir para a violência contra os dois.

A sua ira maior recairia então sobre Adriano que não jogou rigorosamente nada (será que ele fez “corpão molão”?) e ainda desperdiçou o pênalti que muito provavelmente levaria outra vez uma decisão entre Flamengo e Botafogo para os pênaltis, de onde ele – Bruno – poderia se sair novamente como herói.

Pense numa briga bonita! Bruno e Adriano! Briga de cachorro grande.

Nessa Bruno pipocou. Deu azar que Petkovic entrou com o jogo já acabando e não deu pra ele reclamar de corpo mole.

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E AGORA ANDRADE?

19 abril, 2010 as 13:39 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional

Andrade já declarou que chegou ao seu meio de campo ideal quando escalou Toró, Maldonado e Willians juntos. Confesso que senti calafrios quando li essa notícia. A primeira vez que isso aconteceu foi no segundo tempo do empate contra o Universidade do Chile. Não sei o que foi que ele viu de tão extraordinário nessa formação. Por infeliz coincidência, foi logo após a entrada do chileno, que o Flamengo começou a ser pressionado depois de conseguir a virada e acabou cedendo o empate. Não que Maldonado possa ser responsabilizado por esse resultado desastroso. Muito pelo contrário. Repito: dos três ele é o único com capacidade de ser titular no Flamengo.

Essas declarações e essas escalações estapafúrdias, só servem para fortalecer a idéia de que Andrade tá “perdidinho da silva” com essa situação imposta pela diretoria rubronegra, de não contar com Petkovic como titular absoluto do seu time.

Ele repetiu essa formação (sempre variando o quarto homem entre Michael, Vinícius Pacheco e Petkovic) nos jogos contra o Vasco – uma vitória que não convenceu ninguém – e contra o Universidad Católica, naquela vergonha que já entrou para a história dos grandes vexames do Flamengo em Libertadores.

E ontem contra o Botafogo ele insistiu com esse seu “meio de campo ideal”. Foi necessário que o Flamengo começasse o jogo sendo dominado pelo limitadíssimo time de Joel Santana até sofrer o primeiro gol (pênalti inexplicavelmente cometido por Angelim), para ele tomar a atitude mais ousada de sua carreira de treinador: trocar o inútil Toró por Vinícius Pacheco ainda aos vinte e cinco minutos. Que ousadia!

O Flamengo melhorou, pressionou um pouco mais e acabou chegando ao empate no final do primeiro tempo. Empate merecido.

E poderia ter chegado à virada no segundo tempo. Mas o “Império dos Privilégios Amorosos” não funcionou e em mais um cruzamento na área, Maldonado – também inexplicavelmente – cometeu pênalti e ainda foi expulso. O Botafogo fez 2 a 1 e se fechou definitivamente explorando os contra-ataques. Em um desses, o xodó de Joel, Caio, poderia ter definido o jogo. Perdeu um gol feito. O castigo pelo gol perdido, quase viria logo depois, quando o juiz marcou outro pênalti em agarra-agarra dentro da área. Pra ficar ainda melhor, Herrera por pouco não agrediu o juiz após a marcação do pênalti e acabou sendo expulso. Era só empatar e partir para a virada, agora que as duas equipes estavam iguais em número de jogadores. Mas prá fechar com chave de ouro a sua atuação discretíssima, Adriano perdeu o primeiro pênalti de sua carreira. Realmente era o dia do Botafogo.

Sobrou agora para esse Flamengo completamente sem comando e seu desarvorado treinador, brigar já nessa quarta-feira por uma vaga na próxima fase da Libertadores contra o inexpressivo Caracas. Uma vitória por dois gols de diferença já é suficiente. Não pensem que vai ser moleza. Com esse “meio de campo ideal” de Andrade, não tem jogo fácil.

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SOBRE ATRASO E FLAMENGO

13 abril, 2010 as 16:05 Categoria Futebol Internacional+ Futebol Nacional+ Libertadores

Ontem e hoje tô no maior sufoco e atrasadíssimo com os artigos aqui no blog.

Mil perdões.

Em relação ao Flamengo, tudo o que eu escrevi sobre o jogo contra o Universidad do Chile, vocês podem levar em consideração quanto ao contra o Vasco. Esse só não terminou também 2 a 2 e foi pros pênaltis por puro acaso. Os vascaínos até agora reclamam de um toque de mão cometido pelo destrambelhado Willians já depois dos quarenta minutos. O lance foi meio esquisito. Mas não acho que tenha sido pênalti. Já vi o lance diversas vezes, e não consigo enxergar o toque do jogador do Flamengo. Só vejo a cabeçada do vascaíno. Mas de qualquer maneira, fica uma pergunta que não quer calar: como é que o “diabo” de um jogador sobe daquela maneira – com o braço aberto – numa cobrança de escanteio dentro de sua área? Coisas do “imexível” Willians.

O Flamengo de Andrade continua sem jogar absolutamente nada. E tenho que admitir: quem tá salvando é Vagner Love, que tem que se virar com a falta de criatividade do meio de campo desse time ridículo e os cruzamentos esdrúxulos de Léo Moura (menos ruim um pouco) e Juan.

O mais preocupante é que eu li uma reportagem sobre Maldonado em que ele afirma que ouviu de Andrade, que ele – Andrade – finalmente havia encontrado o seu time ideal, com ele – Maldonado – Toró e Willians no meio de campo. Valei-me meu “São Jesus Cristim”!

Amanhã é noite de irritação gratuita, porque por mais que eu saiba que vou me irritar, sei também que estarei sofrendo de frente para a televisão madrugada adentro.

E esse reumatismo de Adriano parece que não tem mais cura.

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A CULPA É DE ANDRADE

9 abril, 2010 as 11:20 Categoria Brasileirão+ Futebol Internacional+ Futebol Nacional+ Libertadores

O Flamengo não vai se classificar para a segunda fase da Libertadores e a culpa é totalmente de Andrade.

Ele vai entrar com trezentos volantes no jogo da quarta-feira no Chile contra o Universad mais fraco e ainda assim vai perder por 2 a 1. No último jogo em casa contra o ridículo Caracas, só vai empatar em 2 a 2.

O jogo de ontem foi pra matar qualquer um de raiva. Eu tinha cantado o meio de campo com Toró, Willians, Kleberson e Vinícius Pacheco, mas Andrade quis inovar e avançou o meia para o ataque colocando Michael no meio. Mais uma vez o primeiro tempo foi desperdiçado com o “destrambelhamento” natural de Toró e Willians, a lerdeza absurdamente irritante de Kleberson e o cai-cai nojento de Juan e Vinícius Pacheco.

Vou repetir aqui as palavras de um desafeto de Petkovic, o meu irmão Deppe: “Depois de hoje (ontem) não dá pra entender Petkovic ser reserva nesse time”. Sem querer retomar a polêmica, esse Vinícius Pacheco realmente não dá. Erick Flores que tem muito mais potencial que ele para jogar no meio de campo, teve pouquíssimas oportunidades e foi parar no Ceará (clube e estado). Nada contra o Ceará (clube e estado) que fique bem claro. Tomara que Erick Flores faça muito sucesso por lá.

Depois de terminar o primeiro tempo perdendo por 1 a 0, Andrade voltou com Bruno Mezenga no lugar de Kleberson e atribuiu a subida de produção da equipe apenas a essa substituição. Para ele a entrada de Petkovic no lugar do inoperante Vinícius Pacheco não teve serventia nenhuma.

O Flamengo realmente partiu pra cima, criou várias oportunidades de gol e conseguiu chegar à virada que parecia definitiva e garantiria a liderança do grupo. Mas o vírus do retranquismo que se alojou no cérebro de Andrade desde que ele entrou para o “Clube dos Técnicos Milionários” do futebol brasileiro, mais uma vez mostrou o seu poder letal e imediatamente após a virada, ele resolve tirar o melhor jogador em campo, Michael (autor do primeiro gol e coadjuvante no da virada) para colocar Maldonado, chamando o Universidad para o campo do Flamengo. E o castigo veio pouco depois com o gol de empate.

Interessante que nas entrevistas pós-jogo, nenhum repórter questionou a substituição imbecil do treinador. O empate trágico foi atribuído apenas à falta de atenção no minuto final da partida.

Mas é bom Andrade ficar alerta. Domingo já tem a semifinal do segundo turno do Carioca contra o Vasco. Um novo tropeço e sua batata vai começar a assar. “Chefinho” Marcos Braz pode começar a ficar zangado!

Por tulio 2 comentários

JÁ ME ENCHEU A PACIÊNCIA! AGORA É DEFINITIVO.

5 abril, 2010 as 17:31 Categoria Brasileirão+ Campeonato Carioca+ Futebol Nacional+ Libertadores

Não toco mais no assunto Flamengo x Petkovic.

Se o Flamengo não quer manter no seu elenco o jogador que foi fundamental na conquista do título mais importante do clube nos últimos 18 anos, problema do Flamengo.

Eu continuo achando que não existe no elenco rubronegro ou até mesmo no futebol brasileiro, um jogador capaz de substituí-lo à altura. Mas já estou me tornando repetitivo e chato quando tento argumentar a favor de Petkovic aqui nesse espaço. Cada um tem sua opinião e eu não abro mão da minha.

Eu só espero que esse “Império dos Privilégios Amorosos” ou “Império dos Amores Privilegiados” que muitos acreditam ter resolvido todos os problemas rubronegros até o fim dos tempos, consiga pelo menos garantir o Flamengo na segunda fase da Libertadores e conquistar o tetra do Carioca antes de desmoronar no meio do ano. No primeiro turno, já deu “chabu”.

E houve uma época que pra ganhar o Carioca, até Rodrigo Mendes resolvia.

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FLAMENGO X PET

1 abril, 2010 as 13:55 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões

Não restam dúvidas de que o Flamengo está querendo se livrar de Petkovic. Ele não combina com essa fase de “Império dos Privilégios Amorosos”, de “barraco” de mulher de jogador durante os treinos, de páginas policiais, de convívio sem qualquer constrangimento de jogador com traficantes e seus parentes, que se instalou na gestão de Marcos Braz.

Quer dizer que o Flamengo agora se transformou num exemplo de organização orçamentária? E esses novos preceitos econômicos só se aplicam a Petkovic? O único contrato que pode provocar um “estouro” nesse orçamento maravilhoso e bem elaborado é o de Petkovic? Qual o problema em renovar o contrato de Petkovic até o final de 2011? Querem mantê-lo no clube através de um contrato do tipo “Contrato de Locação de Imóveis” renovável a cada seis meses?

Tem uma “barangada” fazendo volume aí na Gávea, alguns contratados recentemente a peso de ouro e outros que não tem problemas de renovação porque fazem parte da panelinha da diretoria e do treinador, que não jogam porcaria nenhuma. Juntando tudo não dá uma perna do sérvio.

A diretoria rubronegra gasta o que não tem – ou que nunca teve – para manter esse ridículo “Império do Amor” que já tem seus dias contados para desabar. O final da Copa do Mundo. Qual o time do Flamengo para o segundo semestre? Será que Andrade, que não faz esforço nenhum para manter Petkovic no seu grupo (aliás, o único esforço que Andrade faz é para se manter no cargo) acredita que esse “boçalzinho” do Vinícius Pacheco vai substituir Petkovic à altura num campeonato acirrado como é o Brasileirão? E ainda corremos o sério risco de ter que suportar um ataque formado por Dênis Marques e Bruno Mezenga.

Que os críticos de Petkovic façam bom proveito.

Por tulio 8 comentários

CONTINUA TUDO NA MESMA

22 março, 2010 as 14:40 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional

O Flamengo mais uma vez não jogou absolutamente nada. Sair comemorado empate com o Botafogo com um gol no último segundo do jogo é o cúmulo do ridículo.

Não vou mais questionar a escalação e as substituições de Andrade, evocando possíveis “Teorias da Conspiração” contra um ou outro jogador. Vou analisar pelo lado da notória “burrice” que se alojou no cérebro do treinador Campeão Brasileiro de 2009.

É escandalosamente visível a falta de criatividade no meio de campo desse Flamengo da temporada 2010. Sem querer entrar mais em polêmicas envolvendo a titularidade ou não de Petkovic – se a diretoria rubronegra quer se desfazer idiotamente de um dos responsáveis pelo hexa isso é problema dela – vou me concentrar somente no que aconteceu ontem no Engenhão.

Desfalcado de Léo Moura e Juan, o Flamengo perde uma de suas principais jogadas que é o avanço de seus laterais. Com os dois em campo, até que se justifica a presença de dois volantes tipicamente marcadores (Toró e Willians) para fazer a cobertura e um outro funcionando como armador (Kleberson), liberando um meia-atacante (Vinícius Pacheco ou Petkovic) para fazer companhia aos dois atacantes de ofício.

Os reservas que o treinador Andrade dispõe para as laterais são tétricos. Éverton Silva, todo mundo já conhece. É um “trem virado”. Completamente sem noção. Não consegue marcar na defesa e quando tenta o ataque é um “Deus nos acuda”. O outro que jogou ontem, Rodrigo Alvim, que foi contratado para fazer sombra a Juan, consegue ser pior do que o titular nos seus piores dias. Se depender da sua sombra, Juan pode dormir tranqüilo. Somália, um jogador apenas razoável (oriundo do América de Natal), jogou improvisado na lateral direita e passeou garbosamente entre um lado e outro da intermediária do Flamengo sem ser incomodado. Sorte rubronegra que ele se machucou e o Botafogo ficou sem a sua principal jogada de ataque.

No jogo de ontem, Andrade demonstrou todas as suas limitações em relação às suas alternativas táticas. Acho que nem as treina. Ele poderia tranquilamente fixar mais os laterais na marcação e liberar os meias para cair pelos lados do campo. E porque não escalar Vinícius Pacheco e Petkovic? Que “frescura” é essa de que os dois não podem jogar juntos? Mesmo quando já perdia o jogo por dois a um, ele insistiu na burocrática substituição: tirou Petkovic, único resquício de criatividade no meio de campo e colocou Vinícius Pacheco, que não fez nada nos trinta e cinco minutos que ficou em campo. Já escrevi aqui: tem que dá uma bola só pra esse rapaz. Substituição sem nenhum efeito, a exemplo da de Kleberson – que até tinha melhorado o passe em relação aos jogos anteriores – por Ramon (esse é outro “enrolador” que foi contratado a peso de ouro pra não fazer nada).

Vágner Love passou novamente em branco. Andou chutando algumas “catôtinhas” para o goleiro Jefersson e outras para fora e ia fazendo um golaço. Ficou no quase. Já Obina fez o seu golaço. O segundo na vitória do Atlético Mineiro em cima do Vila Nova por 3 a 1. Eu não tenho nenhum constrangimento em assumir: sou muito mais Obina do que Vágner Love.

E apesar das polêmicas envolvendo o seu nome (e as tais “pessoas ruins” ainda não foram identificadas), Adriano acabou salvando Andrade de sua segunda derrota para o Botafogo e pelo mesmo placar. Virar “freguês” do “Chorafogo” de Joel Santana é dose, né Andrade?!

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