ESSE É O TREINADOR QUE O FLAMENGO PRECISA
6 maio, 2010 as 11:32 Categoria Futebol Nacional+ Opiniões
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4 março, 2010 as 09:42 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional
Andrade foi o melhor volante que eu vi jogar.
Sucessor de Paulo Cesar Carpegianni no meio de campo do Flamengo, em pouco tempo ele conseguiu superar em qualidade o seu antecessor.
Aquele Flamengo de sonhos se dava ao luxo de ter Andrade e Adílio como “marcadores”. Os dois sabiam fazer gols e colocar os atacantes na cara do gol. Andrade é autor do sexto e antológico gol no jogo pelo Carioca de 1981, quando o Flamengo sapecou um 6 a 0 no Botafogo devolvendo a humilhação sofrida nove anos antes. Um golaço de fora da área. Agora vocês imaginem Toró acertando um chute daqueles!
Como treinador, Andrade decepciona, e muito, quando se trata de armar um meio de campo com um mínimo de criatividade. Logo ele!
O jogo de ontem foi desolador.
Tivemos que suportar Toró, Fernando, Willians e Fierro em campo, enquanto o único craque que realmente merece esse adjetivo no futebol brasileiro estava sentado no banco de reservas. E encheram demais a bola desse Vinícius Pacheco, fizeram um novo contrato até 2015 e agora ele não solta mais a bola pra ninguém. Quer resolver tudo sozinho. Deve estar em alguma cláusula do novo contrato. Até o fim do ano ninguém fala mais nele. Vai ser mais um Paulo César, Erick Flores, Radar (ai novo!), da vida.
Definitivamente estão querendo “sacanear” com Petkovic. E a partir de ontem, eu não tenho mais nenhuma dúvida de que Andrade faz parte do complô armado e liderado pelo diretor de futebol Marcos Braz para se livrar do maior ídolo da “Nação Rubronegra” depois de Zico.
Essa história de colocá-lo faltando cinco, dez minutos para terminar o jogo é pura provocação. Estão doidos para que ele cometa alguma indisciplina, tipo se recusar a entrar em campo, para rescindirem seu contrato. Tá lembrando a época de Cuca. Eu já teria chutado o balde.
Mas espero que ele tenha paciência e consiga calar a boca dos seus desafetos mais uma vez, como aconteceu no Brasileirão do ano passado. Agora para suportar ser reserva de Toró, Fernando, Willians, Fierro ou Vinícius Pacheco… haja paciência!
Por tulio 3 comentários
22 dezembro, 2009 as 16:48 Categoria Brasileirão+ Campeonato Carioca+ Futebol Nacional
Ainda tem torcedor rubronegro se beliscando para acreditar que esse hexa do Flamengo não é um sonho. Pode não ter sido um sonho, mas que foi surpreendente, ah!, isso foi.
Nem o mais otimista dos flamenguistas poderia acreditar que o hexa viria da forma como veio.
Tão surpreendente como o título, foi a performance de Andrade à frente da equipe. Andrade é tão diferente dos demais técnicos brasileiros, que se ele tivesse perdido esse título na última rodada teria sido demitido sumariamente e talvez ficasse desempregado em 2010. Seria tachado de paradão, sem alma, sem brio, enfim, um babaca.
“Vandemburgo Luxerley” com sua comissão técnica milionária fez um papel ridículo no Santos e foi parar no Atlético Mineiro, supervalorizado. Com status de estrela. Murici Ramalho foi de uma mediocridade extrema no Palmeiras, mas ninguém tem coragem de questionar sua competência – afinal o cara é tri campeão brasileiro com o São Paulo. Celso Roth que deu uma derrapada histórica com o Atlético Mineiro na reta final do Brasileirão, ainda recebe elogios até hoje, porque pegou um time que ia brigar para não cair e acabou em quinto. Até o rebaixado Nei Franco, ainda tem mercado nesse estapafúrdio futebol brasileiro.
Cuca (pra mim, o pior treinador do mundo desde que inventaramo futebol) e que por pouco não enterra o Flamengo, virou herói no Fluminense e já estão até falando em colocar uma estátua dele chorando nas Laranjeiras.
Andrade quis deixar de ser funcionário de carteira no Flamengo para ser oficialmente treinador e a cobrança veio antes mesmo dele assinar o contrato. Pediu aumento, é lógico, e usou um argumento mais lógico ainda: se vão pagar a outro treinador mais do que eu estou pedindo, porque não pagar a mim que sou campeão? Estava escrito o primeiro capítulo da novela da renovação e o seu desenrolar e o capítulo final deixaram claro para Andrade uma dura realidade: a cobrança agora vem em dobro. Se ele assumiu o Flamengo num momento de crise e conseguiu formar um grupo que devolveu à “Nação Rubronegra” a euforia de conquistar um Campeonato Brasileiro, agora vai ter que manter essa equipe no topo. O tetra carioca é obrigação, o bi da Libertadores vai ter que vir agora ou nunca mais. Qualquer tropeço e os “Joeis Santanas” da vida vão estar sempre lá, lhe fazendo sombra.
O tranqüilo Andrade vai ter pela primeira vez a oportunidade de iniciar oficialmente uma temporada como treinador. Vai ter que remontar um elenco. Vai ter que saber administrar as vaidades desde o início. Vai ter que saber lidar com as restrições financeiras que fazem parte do cotidiano administrativo da Gávea desde que ela existe. O compromisso agora não é somente tapar um buraco e da noite pro dia virar herói ao presentear a maior torcida do mundo com um título inesperado.
Vem chumbo grosso por aí. E Andrade – agora com a conta bancária bem mais recheada – vai ter que provar mais uma vez, que tranqüilidade é a alma do negócio.
Por tulio Seja o primeiro a comentar
16 novembro, 2009 as 16:46 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O ambiente futebolístico nesses dias conturbados que atravessa a humanidade, não anda muito afeito a gestos de generosidade, delicadeza, sinceridade, honestidade, humildade, simplicidade.
O que temos visto são atitudes arrogantes, violentas, ignorantes, imbecis, dentro e fora dos gramados. Alguns jogos se transformam em verdadeiras batalhas campais.
A maioria dos treinadores, no afã de se garantir no emprego pelo maior tempo possível, perdeu por completo o respeito pelos companheiros de profissão e pelos jogadores adversários. Os árbitros são de uma incompetência a toda prova e só contribuem para o alto nível de stress que tomou conta do futebol brasileiro.
Acompanhar o estilo como Andrade vem conduzindo o Flamengo nessa arrancada rumo a um título que não conquista há 17 anos, nos faz crer que ainda existe lugar para sentimentos bons num meio tão corrompido.
Parece irônico e contraditório com a idéia desse comentário, mas as vezes Andrade é tão humilde que me irrita. É tão tranqüilo na beira do gramado, que me dá vontade de entrar lá e lhe aplicar uns “safanões”. Mas ele é assim, fazer o quê?! Não lembra Carlinhos, treinador na conquista do último título de Campeão Brasileiro em 1992?
Não vou entrar em discussão sobre as suas qualidade como treinador. No jogo de ontem, por exemplo, eu não gostei nem um pouco daquela idéia de escalar Ronaldo Angelim na lateral esquerda. Foi uma temeridade. O zagueiro não tem mais gás para marcar e atacar constantemente naquele setor do campo. Felizmente o Flamengo ganhou, segue na briga pelo título e o time vem jogando bem e bonito. Todos os méritos para ele. Se vai ser campeão ou não é outra questão, já que não depende apenas dos seus resultados. Que os jogadores em campo estão dando o máximo e correndo como há muito não se via no Flamengo, isso é inquestionável.
As palavras de Adriano – jogador de fama mundial, ídolo na Itália e no Brasil, que já trabalhou com treinadores renomados – que encerraram a entrevista logo após o jogo de ontem contra o Náutico, são exemplares sobre o caráter e a forma de trabalhar de Andrade:
“… DÁ VONTADE DE CORRER POR ELE”.
Não precisa dizer mais nada.
Por tulio 3 comentários
26 agosto, 2009 as 09:36 Categoria Futebol Nacional+ Série B
O América fez uma metade de primeiro turno muito boa. Depois de estrear perdendo em casa para o Atlético Goianiense por 2 a 1, o time se equilibrou, conseguiu alguns ótimos resultados e chegou a fazer parte do G4 do bem. O divisor de águas parece ter sido aquela vitória fulminante de 4 a 1 sobre o Bahia no Machadão. Àquela altura eu já alertava: esse placar pode ser enganoso. O América teve a sorte de fazer três gols relâmpagos no primeiro tempo e liquidar a partida, mas o melhor jogador em campo foi o goleiro americano Rodolfo.
De lá pra cá, a maionese desandou de vez. Houve a mudança de treinador, saiu o gerente de futebol e até Souza pegou o beco. Até que aconteceu uma boa seqüência de resultados positivos, com uma vitória fora de casa contra o Figueirense e empates contra o Vasco (em casa) e Ipatinga (fora). Aí quando parecia que a coisa ia engrenar, veio aquele desastre contra o Ceará no Machadão – um inexplicável 5 a 1 – e ontem na abertura do returno, um passeio do Atlético Goianiense no Serra Dourada: 4 a 1 sem nenhum esforço.
Esse time que começou o campeonato com uma defesa até confiável, de repente toma goleadas em cima de goleadas e o treinador (que eu nem consegui gravar o nome ainda) não encontra uma solução.
O fantasma do rebaixamento, que parecia afastado esse ano por causa do bom início de campeonato, volta a rondar o CT Americano. A diretoria continua com o mesmo discurso do período de tranqüilidade na tabela de classificação: “o grupo é bom e está fechado”, “a qualquer momento as vitórias vão voltar a acontecer”, “temos que ter tranqüilidade”. Mas todos sabem que não é bem assim. A diferença para o ABC é de apenas cinco pontos e para o lanterna Campinense (que de repente começou a vencer) de seis. Atualmente na décima quinta posição, o América tem a mesma pontuação do Duque de Caixas, que abre a zona de rebaixamento.
O próximo jogo é em casa, contra o Guarani, que depois de uma breve turbulência voltou a vencer e já é o terceiro colocado.
Outro tropeço em casa, e o América pode terminar a rodada pela primeira vez no campeonato no G4 do mal.
E pra sair, aí é que são elas.
Por tulio Seja o primeiro a comentar
20 novembro, 2008 as 09:10 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Acordei de madrugada suando frio. Estava acordando de um pesadelo terrível.
“Pesadelei” com a seguinte possibilidade:
O Vasco ganharia os seus três últimos jogos no Brasileirão e escaparia do rebaixamento. Renato “Gaúcho” seria alçado à condição de herói em São Januário e como prêmio seria confirmado como treinador vitalício do time de Roberto “Dinamite”. Portanto, chance zero de ir para o Flamengo.
Mesmo com a goleada de ontem sobre Portugal, que deve estar morrendo de saudades de Felipão, Dunga já é dado como carta fora do baralho pela CBF para a temporada 2009. Fala-se em Muricy Ramalho no comando da Seleção. Dunga então começaria o ano desempregado em sua nova função de treinador.
No Flamengo, já está definido que a única possibilidade de “Tapado” Júnior permanecer é a conquista do título ou no mínimo o passaporte para a Libertadores. Significa que se o “mais querido” terminar o ano fora do G4, inicia 2009 sem treinador.
Aí vem o desenlace do pesadelo: em mais uma jogada espetacular de marketing, o megalomaníaco Kléber Leite, contrata quem, quem, quem, pra treinar o “Mengão”? Ele, o genial Dunga!
O “diabo” é que essa possibilidade entrou na minha cabeça e não quer sair de jeito nenhum.
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22 outubro, 2008 as 12:39 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Nei Franco chegou no “Chorafogo” com pinta de gênio inovador. Conseguiu emplacar uma série vitoriosa de jogos que tirou o time das últimas colocações e o levou a candidato ao título, e mais uma vez (quem não se lembra do Botafogo de Cuca do ano passado?), como trombetearam os entendidos da nossa crônica esportiva, jogando o futebol mais bonito do Brasil.
Escaldado pelo trabalho desse arremedo de treinador no Flamengo, eu nunca botei muita fé nessa ascensão meteórica do time dos “chorões”, Diguinho, Túlio e Lúcio Flávio.
E não deu outra.
Depois de voltar ao seu normal e “desistir” do título e da vaga na Libertadores no Brasileirão, o treinador afirmou que iria focar o seu trabalho na conquista da Sulamericana, título que estava bem ao alcance da qualidade de sua equipe. Ontem, com a derrota para o Estudiantes por 2 a 0 (o time argentino jogou desde os 18 minutos do primeiro tempo com um jogador a menos) ele começou também a se despedir desse torneio meia-boca.
Nei Franco, Caio Júnior, Cuca, PC Gusmão, Gallo, Renato Gaúcho, Adilson Batista (esse tá levando uma sorte desgraçada no Cruzeiro, mas daqui a pouco passa) e outros menos badalados, fazem parte de uma nova geração de treinadores, discípulos de VandeNburgo Luxerley, que vivem de “brilharecos” esporádicos em seus clubes, têm um discurso pra botar bode na chuva, mas que não têm consistência ou conhecimento tático e técnico nenhum para assumir projetos mais duradouros em equipes de ponta do futebol brasileiro.
Eles servem de paliativo para dirigentes de equipes que não têm “mufunfa” para contratar técnicos gabaritados e que na tentativa de dar uma satisfação às suas torcidas, vêm com aquele discurso fajuto de “vamos acreditar e apostar no novo”. Normalmente se estrepam.
Por tulio Seja o primeiro a comentar
5 maio, 2008 as 15:33 Categoria Futebol Nacional
O sujeito estava com a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil nas mãos. O seu time podia a perder até por um gol de diferença para o limitadíssimo Corinthians, que ainda assim a vaga seria sua. Conseguiu perder de quatro.
No campeonato goiano, onde o Goiás impera há anos, ele alcançou o incrível feito de perder as duas partidas da final (1 a 0 e 0 a 3) para o Itumbiara, sendo que a última e acachapante derrota aconteceu em pleno Serra Dourada completamente lotado.
Prêmio pela seqüência de insucessos?! Treinar o time que tem a maior torcida do planeta e que depois de muitos anos brigando para não cair, montou um elenco capaz de brigar pelo título do Campeonato Brasileiro.
Pois é. Vamos ter que agüentar as desculpas esfarrapadas após cada derrota, do falante “mauricinho” – que se orgulha de sua coleção de mais de duzentos óculos – Caio Júnior.
Não sei o que deu na diretoria rubro-negra. Se não tinha condições de trazer um treinador de ponta, era melhor ficar com Andrade ou Adílio, ou os dois.
Em um ano que tínhamos tudo para consolidar a boa fase desse time com mais uma boa campanha no Brasileirão e dessa vez sem sobressaltos, já começamos mal.
Por tulio 4 comentários