Em homenagem ao clássico POTIBA do próximo domingo, vou contar duas histórias que aconteceram comigo envolvendo esse famoso clássico. A segunda é praticamente a continuação da primeira.
A TORCIDA QUE SÓ DUROU UM JOGO
Acho que isso foi em 1983. Eu, meus dois irmãos, uns três primos e mais uns cinco amigos fomos convidados a fazer parte da TUP – Torcida Uniformizada do Potiguar.
Nessa época nós formávamos uma das batucadas mais afinadas de Mossoró.
A estréia foi num Potiba.
Na entrada do Potiguar em campo, começa o foguetório. Eis que um rojão com defeito, não explode no ar, desce e vai explodir no ombro de Ricardo, o tocador de surdo, que ficou literalmente surdo por bastante tempo. Depois da correria para levá-lo ao pronto socorro e ser medicado, ainda voltamos a tempo de ver o Potiguar perder de virada por 2 a 1.
O susto foi tão grande, que sua mãe o proibiu de participar de torcida organizada por um longo tempo. Em solidariedade, o restante da turma o acompanhou na penitência.
Quase dois anos depois, nós voltamos ao estádio com a batucada. Mas essa história depois eu conto.
ISSO É QUE É TORCIDA!!!
O bairro 12 anos é conhecido como o maior reduto de baraunenses de Mossoró. É tanto que o Baraúnas é também conhecido com o “Leão da Doze”.
E a “12 anos”, como é popularmente conhecido, é um dos principais acessos ao Estádio Nogueirão, principalmente para quem mora no Alto da Conceição, como era o meu caso e de outro grupo de amigos que fazíamos parte da Charanga do Potiguar.
Pois é. Quase dois anos depois do episódio com o tocador de surdo, nossa batucada resolveu voltar ao Nogueirão, dessa vez participando da Charanga do Potiguar. E mais uma vez a estréia foi em um Potiba. Na ida para o estádio – eram uns 10 dentro e fora de uma Panorama – nós atravessamos heroicamente a “12 anos” em meio a vaias e xingamentos. Já dentro do estádio, não faltava animação e nem birita, patrocinada pela diretoria do alvirrubro.
Final de jogo, e parece mentira, mais uma vez deu Baraúnas. 2 a 0.
A turma da charanga, já com o teor etílico bastante elevado, não perdeu o pique e saiu do estádio agitando as bandeiras e batucando animadamente. Podem acreditar, nossa batucada de derrotados estava mais animada do que a do Baraúnas, que havia ganhado o jogo.
Atravessamos a “12 anos” de volta, como se fossemos os vitoriosos e os torcedores do Baraúnas sem entender nada.
Terminamos a farra no Cantinho Bar, em pleno reduto baraunense e cantando o hino do Potiguar.
Independente do que venha a acontecer nessas quatro últimas rodadas do “Brasileirão”, o título de Craque do Campeonato já tem dono: Petkovic.
O Flamengo pode não ser campeão, ficar fora do G4, Petkovic pode não fazer mais nada de ontem até o final do Campeonato, mas esse título ninguém tira mais do camisa 10 da Gávea. Sim, ele é o camisa 10 do Flamengo. Aquele 43 nas costas, é mais uma “babaquice” da diretoria rubronegra que não teve coragem de atender aos anseios da torcida – que numa pesquisa pela internet o colocou com a camisa do maior ídolo da Gávea de todos os tempos – e preferiu se render aos mimos de Adriano, que ficaria emburrado se tivesse que jogar com a 9. “Pet” não deu a mínima para essas infantilidades e segue arrebentando com a estapafúrdia camisa 43, casa vez mais parecida com a 10 de Zico.
A seqüência de mais de dez partidas, jogando no limite de sua capacidade física, começa a pesar na musculatura do craque. Ontem ele foi substituído no meio do segundo tempo, sentindo a coxa. Ainda assim, no tempo que esteve em campo foi o mais brilhante entre todos os jogadores da partida. O lançamento para a finalização de
Zé Roberto – que originou o escanteio – e o gol olímpico, valeram o ingresso.
Essa semana é para repousar e se recuperar para enfrentar o Náutico aflito, nos Aflitos. Ele já garantiu que vai estar lá. Nem que seja com uma perna só. E podem ter certeza que mesmo à meia-boca, vai ser outra vez o melhor jogador em campo.
Teve um ano na década de 80, em que o Baraúnas contratou jogador por atacado. De uma tacada só chegaram para se apresentar uns 20 jogadores.
Os atletas chegaram a formar uma fila na porta do Nogueirão na hora da apresentação. Para fazer a festa junto a torcida, a diretoria do clube resolveu fazer essa apresentação coletiva no estádio da cidade de Mossoró.
Nisso vai passando um sujeito por perto, vê aquela fila e fica para ver o que é.
Os atletas vão entrando no estádio, sendo recepcionados pela comissão técnica e recebendo o material de treino. E o gaiato seguindo junto.
Vestiu o uniforme, calçou as chuteiras e foi para o gramado junto com os outros jogadores. O coitado não conseguia nem se equilibrar em cima das chuteiras.
Fez o aquecimento e começou aquele toque de bola entre os jogadores. Cada tentativa era uma queda. O treinador ao ver aquela presepada, se aproximou:
_ Meu amigo como é o seu nome e de onde você veio?
E ele respondeu:
_ Meu nome é Chico de Gambela, eu venho lá da Baixinha e vim pegar minha carroça que tá no conserto aqui pertinho.
Quando Petkovic voltou ao Flamengo através de uma negociação meio estranha, envolvendo salários atrasados, foi tratado com desdém pelo treinador Cuca, Kleber Leite e parte da diretoria, foi ironizado pela crônica esportiva e muitos torcedores (alguns comentaristas desse blog), enfim, não faltaram manifestações explícitas de desrespeito profissional com o jogador, ídolo da “Nação Rubronegra”
Com Cuca, ele entrava no final das partidas, com pouca chance de mostrar o seu futebol, como se o “imbecil e tapado” quisesse queimá-lo perante a torcida.
Aos poucos ele foi assumindo seu posto de único jogador que transmite alguma lucidez nesse desarvorado meio de campo do Flamengo e de repente se transformou na principal alternativa de qualidade (quiçá, a única). Agora quando o “gringo” não joga é um Deus nos acuda.
No início dos anos 90 o Potiguar conseguiu formar um grande time e que inclusive chegou a disputar um turno do Estadual com o ABC em Natal. Infelizmente perdeu.
Quando do início da formação da equipe, foi anunciada a contratação do zagueiro Júnior Cordel.
O repórter de uma emissora local, que fazia a cobertura do Potiguar dá a notícia em primeira mão durante a resenha esportiva:
- Atenção torcida alvirrubra. O time macho acaba de contratar o zagueiro Júnior Cordel!!!
E o apresentador da resenha:
- Fale mais sobre esse jogador meu amigo!!!
E o repórter:
- Bem, torcedor do Potiguar. Esse zagueiro é pernambucano e é irmão do cantor e compositor Nando Cordel!!!
Mas o que é que tem uma coisa a ver com a outra?
Ainda bem que o irmão menos famoso de Nando Cordel se mostrou um bom jogador e foi um dos destaques da campanha alvirrubra no estadual desse ano.
Em dois jogos Josiel se transformou no novo xodó da torcida rubro-negra e no novo artilheiro do Campeonato Carioca com onze gols. Foram três na vitória em cima do Madureira por 4 a 2 e mais dois nos 4 a 0 em cima do algoz da Taça Guanabara, Resende. O sempre bem humorado e criativo torcedor do Flamengo, já está chamando o cabeludo de “Jesus”. Até quando vai durar essa lua de mel, só o tempo dirá.
Mas futebol é bom por causa disso. Os vilões de ontem são os heróis de hoje. E vice e versa.
Por enquanto, que a torcida curta a vontade a multiplicação instantânea dos gols do seu “Jesus” ressuscitado.
Na política, ninguém desbanca o prefeito do Rio de Janeiro César Maia, como o “Rei dos Factóides”.
No futebol, o título é de uma dupla do Flamengo: Márcio “Clodôbraga” e Kléber “Megalomaníaco” Leite.
Podem se preparar, que nesse período de férias do futebol brasileiro, o que vai pipocar de falsas notícias sobre contratações mirabolantes protagonizadas pela dupla, não vai ser brincadeira.
Foi só tomar uma volta de Ronaldo “Cabeção”, que contra-atacaram com Adriano. Contratação completamente fora de cogitação e logo descartada pela Inter de Milão e pelos empresários do jogador. Daqui a pouco vão começar a falar em Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato, etc.
E parece que até o negócio de Parreira deu pra trás (pelo menos uma notícia boa). Tudo indica que o seu destino deve ser o Fluminense.
Mas não adianta a torcida do Mengão comemorar muito não. Com Parreira descartado, voltam à tona os nomes de Cuca e Renato Gaúcho.
Túlio Filho pediu para postar esse vídeo para nosso editor Marco Túlio virar fã de vez de Caio Júnior.
O vídeo mostra o técnico do Flamengo, Caio Júnior, falando quais cuidados tomar contra o Palmeiras, bem como enlouquecer a torcida Rubro Negra. No final mostra um pouco de como motivar os jogadores. O restante vocês conferem no vídeo abaixo.