MUITA CALMA NESSA HORA. NÃO É BEM ASSIM!

25 novembro, 2009 as 11:22 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões

Quem me conhece aqui do blog ou do meu dia dia de discussões sobre futebol, principalmente quando envolvem o Flamengo, sabe que eu sou um torcedor chato e irritante. A linha que me separa do elogio exagerado, apaixonado, exaltado, exacerbado e o esculacho crítico é quase invisível. Praticamente não existe.

Eu poderia muito bem me enquadrar na parte da torcida que está “p… da vida” e que acha que faltou raça – no que eu não concordo – no jogo que poderia dar a “Nação Rubronegra” um título de Campeão Brasileiro depois de 17 anos. Poderia estar aqui espinafrando alguns jogadores que tiveram atuações pífias nesse jogo decisivo. Poderia estar colocando toda a culpa em Andrade que foi pouco exigente com sua equipe.

Mas eu não vejo a atual situação do Flamengo no Brasileirão por esse lado. Se não for campeão ou ficar até de fora da Libertadores, não terá sido por causa desse empate contra o Goiás. O Flamengo está onde está – na vice-liderança e pelo bem ou pelo mal, a apenas um ponto do líder – por puro acaso. E se for campeão, também o será por puro acaso.

O Flamengo terminou o Campeonato Carioca, sabendo que não contaria com Fábio Luciano para o Campeonato Brasileiro. Ao invés de procurar um zagueiro experiente para suprir a saída do capitão, a comissão técnica preferiu apostar nos pratas da casa Welliton e Fabrício (dois destrambelhados) e na contratação do desconhecido David, com passagem obscura pelo Palmeiras. Foi preciso a equipe tomar goleadas seguidas de times inexpressivos, para a diretoria se mexer e contratar os rodados Maldonado e Álvaro que chegaram e arrumaram a defesa. Desde o final do ano passado, que se sabia que Íbson não chegaria nem ao fim do primeiro turno do Brasileiro. Que no meio do ano iria embora. Nenhuma providência foi tomada. Por um acaso, o quase aposentado Petkovic chegou e deu o toque de qualidade que faltava ao meio de campo do Flamengo, se transformando aos 37 anos no “Craque do Brasileirão”. Vale salientar que ele quase foi enxotado da Gávea por Cuca e Kléber Leite.

Adriano, o artilheiro do campeonato, também é um acaso. Foi preciso um sumiço depois de uma convocação para a Seleção Brasileira, ameaça de suicídio, abandonar a Inter de Milão, para que ele viesse parar no Flamengo na tentativa de salvar a sua carreira. Nem o mais otimista dos torcedores – eu incluso – poderia imaginar que ele voltaria a jogar um futebol de alto nível como o vem fazendo.

Andrade é o eterno tapa buraco, o eterno interino. Também está lá por acaso. O “Mengão” conseguiu essa arrancada espetacular com Andrade, então “vivas” para Andrade. Mas será que ele continua como treinador do Flamengo em 2010? Ninguém sabe. Se o Flamengo de Cuca não tivesse empatado com o Barueri em pleno Maracanã, talvez o “tapado” ainda estivesse por aí “empentelhando” todo mundo e se contentando com Sulamericana, no máximo. E talvez a gente estivesse sofrendo menos.

Portanto, muita calma nessa hora. Se tiver que dá, dá. Se não… não dá. Mas o que não podemos, é tirar os méritos dessa equipe que nos proporcionou momentos de êxtase em partidas memoráveis, praticando o clássico “Futebol Bonito” como há muito não se via em campeonatos brasileiros. O quase hepta e pragmático São Paulo que o diga.

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“O SOFRIMENTO NÃO PODE PARAR”

1 julho, 2009 as 08:48 Categoria Futebol Nacional+ Série B

Eu nunca entendi muito bem essa frase que serve de lema para a torcida vascaína na Série B: “O sentimento não pode parar”. Soa muito esquisita aos meus ouvidos. O sentimento pára? Eu acho que, diminui, acaba, some, desaparece, se esvai.

Agora, depois do empate de ontem em 0 a 0 contra o Bragantino em casa e mais uma rodada (a nona, quase um quarto do campeonato) fora do G-4, uma frase com muito mais sentido pode ser adotada pela torcida do Vasco nesse momento de desespero: “O SOFRIMENTO NÃO PODE PARAR”.

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IMPOSSÍVEL DE TORCER

18 outubro, 2008 as 11:16 Categoria Futebol Nacional+ Série B

Mais uma vez o América deixa escapar por entre as mãos – ou os pés – uma vitória fora de casa que poderia lhe dar uma enorme tranqüilidade na reta final do campeonato, nessa luta incessante para fugir do rebaixamento.

Confesso a vocês que nem comemoro mais o primeiro gol do América nessas partidas. Fica sempre aquela sensação – que infelizmente sempre se concretiza – de que a virada do adversário é só questão de tempo.

Ontem na derrota de 2 a 1 para o vice lanterna Marília, não foi diferente. Começou jogando melhor do que o time da casa, teve chances de liquidar a partida, mas fez só um gol e terminou o primeiro tempo com a vantagem mínima.

Mas como uma partida de futebol não tem só 45 minutos, o segundo tempo americano se repete como naquele filme “Feitiço do Tempo” – não sei se vocês assistiram, mas é muito legal – que já passou umas quinhentas vezes na Sessão da Tarde, em que um jornalista vivencia os acontecimentos de um mesmo dia, inúmeras vezes . Um jogador expulso logo no início, substituições equivocadas de “Seu” Ruy Scarpino, o empate, a virada e o chororô.

Fica difícil escapar desse jeito. E quando a gente pensa que o América vai ultrapassar o ABC na tabela de classificação, acontece uma dessas.

Haja sofrimento, porque a paciência já se esgotou.

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