A MALDIÇÃO CONTINUA! VIVA A MALDIÇÃO!

10 fevereiro, 2011 as 13:33 Categoria COPA DO MUNDO 2014+ Futebol Internacional+ Futebol Nacional

E Benzema (parece nome de remédio) destruiu a Seleção Brasileira. Provocou a expulsão de Hernanes aos 39 minutos do primeiro tempo e no segundo infernizou a defesa brasileira. Júlio César evitou a goleada.

Pois é. Acabou que eu acabei assistindo ao chocolate francês em cima do Brasil. E o pior foi ter que ouvir Caio Ribeiro (oficializado no lugar de Falcão como comentarista global) tentando justificar a injustiça do placar. Ele jura de pés juntos que o Brasil dominou por completo o jogo no primeiro tempo, mesmo que o goleiro da França não tenha feito nenhuma defesa difícil. Ou fácil. Ele jura também que Mano Menezes está no caminho certo e que o Brasil só perdeu por causa da expulsão de Hernanes. Vai ver que esse seu novo status na Globo não lhe permite criticar a Seleção Brasileira abertamente. Até “Babão” Bueno esteve a ponto de perder as estribeiras com ele.

Mas assistindo aquele jogo de ontem, tem-se a impressão que o Brasil perdeu por completo a hegemonia do futebol mundial. Com jogadores como Thiago Silva, David Luiz, Lucas, Renato Augusto, Elias, André Santos, Hulk, Robinho, Alexandre Pato, até esse badalado Daniel Alves, o Brasil jamais voltará a conquistar uma Copa do Mundo. O que me deixa muito satisfeito.

Depois do fiasco de ontem, “Babão” Bueno tentava se consolar afirmando que ainda falta entrar nesse time Kaká, Ganso, Neymar, Kaká, Ganso, Neymar, Kaká, Ganso, Neymar…

A sorte do Brasil é que não vai precisar disputar eliminatória.

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…E NUNCA MAIS TORCI PELO BRASIL

24 junho, 2010 as 15:02 Categoria Copa do Mundo 2010+ Futebol Internacional

Todo ano de Copa do Mundo é a mesma coisa. Eu tenho que me explicar com os parentes, agregados, amigos e conhecidos eventuais porque não torço pela Seleção Brasileira. Lá se vão vinte anos e cinco copas. Em maio de 2006 eu escrevi esse artigo para a Revista Papangu. Pra mim, ele continua atualíssimo. É só acrescentar Dunga como treinador no contexto.

…E NUNCA MAIS TORCI PELO BRASIL

Em 1966 eu tinha cinco anos, e pouco me lembro do que aconteceu na Copa do Mundo daquele ano. Ainda não existia televisão em Mossoró e a imagem que me vem daqueles dias, é a de meus tios bebendo e roendo as unhas ao pé de um rádio “ABC – A Voz de Ouro”. Lembro-me também que teve um dia em que eu estava brincando na calçada de casa, quando papai surgiu coçando a cabeça e balbuciando: “Quebraram a perna de Pelé”. E parece que a Copa acabou por ali mesmo. Não havia mais barulho pelas ruas, acabou-se o foguetório e os meus tios abandonaram o rádio.

Nos anos seguintes eu descobri a paixão pelo futebol e pelo Flamengo. Na Copa de 70, eu já sabia a escalação da Seleção Brasileira de cor e salteado. Aquela foi a Copa da televisão e da redenção de Pelé. Assisti todos os jogos na casa de Seu João Diógenes, um dos poucos que tinha televisão na nossa rua, e comemorei como gente grande a conquista do Tri naquela final histórica contra a Itália. Não podia ouvir “Noventa milhões em ação…” que começava a chorar.

Em 1974 nossa família já havia se mudado para Martins e assistir a Copa foi um tormento. Não só pelo time que não conseguia engrenar como pela péssima qualidade do sinal de televisão. Quando tinha som, não tinha imagem nenhuma. Quando tinha imagem, ainda que só o “vulto”, não tinha som. A solução era baixar todo o volume e colocar um rádio em cima da TV. A nossa seleção, apesar de cheia de craques, chegou para aquela Copa sem uma escalação definida e sofreu para se classificar na primeira fase. Aos trancos e barrancos conseguiu chegar a semifinal, quando foi literalmente atropelada pelo “Carrossel Holandês” de Cruyff e companhia.

Foi por essa época, que surgiu Zico, o meu ídolo maior no futebol. O melhor jogador do mundo pós Pelé. O craque que encantava e que levou o Brasil sem nenhuma dificuldade ao Mundial de 78, na conturbada Argentina daquele período. Aquela Copa já começou com um mau presságio, quando o juiz anulou o gol de Zico nos acréscimos do jogo de estréia contra a Suécia, que nos levaria a vitória e poderia ter evitado o confronto contra os donos da casa na segunda fase. E foi então que tivemos a, até hoje, muito mal explicada goleada dos “hermanos” sobre o Peru, que nos tirou da final. Dessa Copa nos restou uma séria contusão em Zico, que o afastou dos gramados por nove meses e o malfadado título de “Campeão Moral”, infeliz idéia do finado Capitão Coutinho.

Em 82… Ah! 82. A minha maior frustração no futebol, desde que eu me entendo por gente. Leandro, Luisinho, Oscar, Júnior, Cerezzo, Falcão, Sócrates, Zico e Éder. Um grupo que se não era melhor, era igual ao de 70 em qualidade. Tinha minhas restrições quanto a Valdir Perez e Serginho, duas obras da teimosia do mestre Telê Santana. Nesse ano, eu estava convalescendo de uma tuberculose e não podia beber – ingerir bebidas alcoólicas, para ser mais específico. Mas participei de todas as festas após as vitórias, até que aconteceu a “Tragédia de Sarriá”. Demorei a me recuperar daquele baque. Não da tuberculose, cujo tratamento durava apenas seis meses, mas da derrota para a Itália que até hoje me provoca pesadelos.

Nas eliminatórias para a Copa de 1986, o treinador da Seleção era Evaristo Macedo que não conseguia acertar a equipe e pela primeira vez na história dos Mundiais, corríamos sérios riscos de ficar de fora. A solução foi mandar buscar Telê lá nas Arábias, pra ver se ele dava um jeito na nossa Seleção. O “mestre” chegou e resolveu bancar a convocação dos veteranos de 82. Zico, com problemas sérios em um dos joelhos, foi para a Copa no sacrifício, com apenas 50% de suas condições físicas.

Aí veio o jogo contra a França, quando ele entrou com o placar de 1 a 1 e no seu primeiro lance fez um passe de gênio para Branco que sofreu o pênalti que se convertido nos colocaria a um passo da fase seguinte da competição. Zico, mesmo tendo acabado de entrar no jogo, foi o único que se apresentou para a cobrança. E perdeu. Muitos imbecis até hoje creditam a perda daquela Copa ao nosso “Galinho de Quintino”. Esquecem eles que na decisão por pênaltis ele converteu o seu, enquanto que Sócrates e Júlio César desperdiçaram.

A partir daí, foi decretado, através de rito sumário, o fim do “futebol arte” em privilégio de um esdrúxulo “futebol de resultados” e nunca mais consegui torcer pelo Brasil. Lazaroni, a geração Dunga de 90 e o que veio a seguir, foram demais para mim. A safadeza da alta cúpula da CBF, a arrogância dos treinadores que assumem a Seleção, as convocações de alguns jogadores para favorecer empresários ligados ao treinador e a dirigentes da CBF, a “babação” e o nacionalismo exacerbado de grande parte de nossa imprensa esportiva – em especial dos palhaços da Rede Globo – e ainda o fato de não conseguir engolir Zagallo, também contribuíram para esse meu desencanto.

E não me venham com argumentos infantilóides do tipo: quem não torce pelo Brasil não é brasileiro, não é patriota e outras baboseiras do gênero. No século XVIII o escritor inglês Samuel Johnson já escrevera: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. E eu acrescentaria: E TAMBÉM DOS IDIOTAS.

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DUNGA X GLOBO – Heróismo ou jogo de cena?

23 junho, 2010 as 10:50 Categoria Copa do Mundo 2010+ Futebol Internacional

A rejeição à Rede Globo – embora os seus imbatíveis índices de audiência jamais apontem para essa tendência do telespectador – é tão grande, que conseguiu unir toda a torcida brasileira em defesa do destemperado treinador da sua seleção.

Muito dessa ojeriza – e mais uma vez os índices de audiência globais não justificam – se deve ao ícone da narração global, o chatérrimo Galvão Bueno e o seu patriotismo e ufanismo exacerbados em todas as transmissões esportivas envolvendo o Brasil (futebol, automobilismo, vôlei, basquete, atletismo, jogo de bila, dominó, jogo de castanha). O movimento “Cala a boca, Galvão”, difundido na internet, ganhou destaque internacional e virou capa da Veja, a revista semanal de maior circulação do Brasil.

Quer dizer então que agora tá todo mundo “CUMDUNGA”?! Não entendo. Existem duas “coisas” mais ideologicamente parecidas no universo esportivo mundial do que Dunga e Galvão Bueno? Os dois não são brasileiros acima de tudo? Existe cobertura mais irritantemente nacionalista e patriótica do que a da TV Globo? Os “bandidos” e os inimigos não são os imbecis da ESPN (Juca Kfouri e os seus asseclas)?

Acho até louvável que Dunga se rebele contra o seu patrão Ricardo Teixeira e a Rede Globo, duas entidades intocáveis e corruptas que se locupletam. Dunga pôs um fim as injustificáveis regalias da TV dos Marinho durante a cobertura da Seleção Brasileira na África do Sul? Nada mais justo.

Mas nada justifica as ofensas contra um jornalista – seja em qual organização ele trabalhe – durante uma entrevista coletiva transmitida para o mundo todo. Ao atingir Alex Escobar (que eu também acho um chato), Dunga não atingiu a poderosa Rede Globo. Ele atingiu toda a classe jornalística brasileira – e porque não mundial -, que deve sim, sair em defesa de um dos seus membros, seja ele da Globo ou da Rádio Rural de Mossoró.

Acho lamentável que o torcedor brasileiro tenha virado mais brasileiro e mais patriota, tenha começado a acreditar mais na Seleção Brasileira e tenha transformado um imbecil, despreparado, mal educado e sem cultura em ídolo e herói de uma nação, simplesmente porque ele vomitou um monte de palavrões em uma entrevista coletiva e hipoteticamente “brigou com a Globo”. Que heróico!

Quais são as verdadeiras intenções do treinador brasileiro com esse seu ato de rebeldia contra o “status quo” do futebol brasileiro? Será que ele pretende se candidatar a presidente da CBF e acabar com o monopólio global nas transmissões esportivas no Brasil? Não se iludam, meus caros. Sua capacidade mental e intelectual não chega a tanto. O que ele procura – e dessa vez obteve um êxito astronômico – com esses seus arroubos de má educação explícita, é tirar o foco do péssimo futebol que sua seleção apresentou até agora nessa Copa do Mundo.

E alguém precisa avisar a Dunga (poderia ser Jorginho, mas esse parece mais alucinado do que o chefe), que a copa não acabou e que o Brasil ainda não foi campeão. Ele que trate de conquistar o título – e não é mandando jornalista “tomar naquele lugar” que ele vai conseguir isso – ou essa lua de mel com o torcedor brasileiro acaba rapidinho, rapidinho…

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A BAHIA NÃO MERECE

23 abril, 2010 as 16:16 Categoria Indefinida+ Informações+ Notícia Bombástica+ Opiniões

Homenagem

Galvão Bueno recebe título de cidadão soteropolitano – O Fuxico

Ô TRIO!!!

O narrador e comentarista de futebol Galvão Bueno já pode se considerar praticamente um baiano. Nesta quinta-feira (22), ele recebeu o título de cidadão soteropolitano, na Câmara Municipal de Salvador.

A homenagem foi proposta pelo Vereador Paulo Magalhães por perceber em Galvão um amante da Bahia. O cantor Durval Lelys, vocalista da banda Asa de Águia, participou do evento e parabenizou o narrador.

Do Blog: Essa homenagem só poderia ter partido de um político da “estirpe” e “envergadura” de um Magalhães!

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…E NUNCA MAIS TORCI PELO BRASIL

3 dezembro, 2009 as 10:29 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Informações+ Novidades+ Opiniões

Para criar um pouco de polêmica nessa reta final de Campeonato Brasileiro e até porque eu não estou com a cabeça muito boa – e vocês sabem por que – para escrever sobre futebol, vou republicar um texto de 16/05/2006 que escrevi para a revista “Papangu”, lá de Mossoró. Não reclamem do tamanho do texto. Juca Kfouri já publicou coisa maior no seu famoso blog e recebeu mais de 200 comentários:

Em 1966 eu tinha cinco anos, e pouco me lembro do que aconteceu na Copa do Mundo daquele ano. Ainda não existia televisão em Mossoró e a imagem que me vem daqueles dias, é a de meus tios bebendo e roendo as unhas ao pé de um rádio “ABC – A Voz de Ouro”. Lembro-me também que teve um dia em que eu estava brincando na calçada de casa, quando papai surgiu coçando a cabeça e balbuciando: “Quebraram a perna de Pelé”. E parece que a Copa acabou por ali mesmo. Não havia mais barulho pelas ruas, acabou-se o foguetório e os meus tios abandonaram o rádio.

Nos anos seguintes eu descobri a paixão pelo futebol e pelo Flamengo. Na Copa de 70, eu já sabia a escalação da Seleção Brasileira de cor e salteado. Aquela foi a Copa da televisão e da redenção de Pelé. Assisti todos os jogos na casa de Seu João Diógenes, um dos poucos que tinha televisão na nossa rua, e comemorei como gente grande a conquista do Tri naquela final histórica contra a Itália. Não podia ouvir “Noventa milhões em ação…” que começava a chorar.

Em 1974 nossa família já havia se mudado para Martins e assistir a Copa foi um tormento. Não só pelo time que não conseguia engrenar como pela péssima qualidade do sinal de televisão. Quando tinha som, não tinha imagem nenhuma. Quando tinha imagem, ainda que só o “vulto”, não tinha som. A solução era baixar todo o volume e colocar um rádio em cima da TV. A nossa seleção, apesar de cheia de craques, chegou para aquela Copa sem uma escalação definida e sofreu para se classificar na primeira fase. Aos trancos e barrancos conseguiu chegar a semifinal, quando foi literalmente atropelada pelo “Carrossel Holandês” de Cruyff e companhia.

Foi por essa época, que surgiu Zico, o meu ídolo maior no futebol. O melhor jogador do mundo pós Pelé. O craque que encantava e que levou o Brasil sem nenhuma dificuldade ao Mundial de 78, na conturbada Argentina daquele período. Aquela Copa já começou com um mau presságio, quando o juiz anulou o gol de Zico nos acréscimos do jogo de estréia contra a Suécia, que nos levaria a vitória e poderia ter evitado o confronto contra os donos da casa na segunda fase. E foi então que tivemos a, até hoje, muito mal explicada goleada dos “hermanos” sobre o Peru, que nos tirou da final. Dessa Copa nos restou uma séria contusão em Zico, que o afastou dos gramados por nove meses e o malfadado título de “Campeão Moral”, infeliz idéia do finado Capitão Coutinho.

Em 82… Ah! 82. A minha maior frustração no futebol, desde que eu me entendo por gente. Leandro, Luisinho, Oscar, Júnior, Cerezzo, Falcão, Sócrates, Zico e Éder. Um grupo que se não era melhor, era igual ao de 70 em qualidade. Tinha minhas restrições quanto a Valdir Perez e Serginho, duas obras da teimosia do mestre Telê Santana. Nesse ano, eu estava convalescendo de uma tuberculose e não podia beber – ingerir bebidas alcoólicas, para ser mais específico. Mas participei de todas as festas após as vitórias, até que aconteceu a “Tragédia de Sarriá”. Demorei a me recuperar daquele baque. Não da tuberculose, cujo tratamento durava apenas seis meses, mas da derrota para a Itália que até hoje me provoca pesadelos.

Nas eliminatórias para a Copa de 1986, o treinador da Seleção era Evaristo Macedo que não conseguia acertar a equipe e pela primeira vez na história dos Mundiais, corríamos sérios riscos de ficar de fora. A solução foi mandar buscar Telê lá nas Arábias, pra ver se ele dava um jeito na nossa Seleção. O “mestre” chegou e resolveu bancar a convocação dos veteranos de 82. Zico, com problemas sérios em um dos joelhos, foi para a Copa no sacrifício, com apenas 50% de suas condições físicas.

Aí veio o jogo contra a França, quando ele entrou com o placar de 1 a 1 e no seu primeiro lance fez um passe de gênio para Branco que sofreu o pênalti que se convertido nos colocaria a um passo da fase seguinte da competição. Zico, mesmo tendo acabado de entrar no jogo, foi o único que se apresentou para a cobrança. E perdeu. Muitos imbecis até hoje creditam a perda daquela Copa ao nosso “Galinho de Quintino”. Esquecem eles que na decisão por pênaltis ele converteu o seu, enquanto que Sócrates e Júlio César desperdiçaram.

A partir daí, foi decretado, através de rito sumário, o fim do “futebol arte” em privilégio de um esdrúxulo “futebol de resultados” e nunca mais consegui torcer pelo Brasil. Lazaroni, a geração Dunga de 90 e o que veio a seguir, foram demais para mim. A safadeza da alta cúpula da CBF, a arrogância dos treinadores que assumem a Seleção, as convocações de alguns jogadores para favorecer empresários ligados ao treinador e a dirigentes da CBF, a “babação” e o nacionalismo exacerbado de grande parte de nossa imprensa esportiva – em especial dos palhaços da Rede Globo – e ainda o fato de não conseguir engolir Zagallo, também contribuíram para esse meu desencanto.

E não me venham com argumentos infantilóides do tipo: quem não torce pelo Brasil não é brasileiro, não é patriota e outras baboseiras do gênero. No século XVIII o escritor inglês Samuel Johnson já escrevera: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. E eu acrescentaria: E TAMBÉM DOS IDIOTAS.

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QUEM SÃO SEUS HERÓIS?

19 janeiro, 2009 as 16:15 Categoria Humor do fim de semana+ Informações+ Opiniões

O piloto da companhia US Airways, Chelsey Sullenberger, que na quinta-feira salvou a vida de 155 pessoas em um pouso forçado sobre o rio Hudson, em Nova York, virou notícia no mundo inteiro e legitimamente foi aclamado como herói por todos os meios de comunicação que fizeram a cobertura desse episódio, que graças a sua perícia, não se transformou em mais uma tragédia aérea de grandes proporções.

Heróis verdadeiros nós temos muitos espalhados por esse mundo – em frangalhos – afora. Bombeiros, soldados, médicos, voluntários em qualquer atividade, pais, mães, filhos, pessoas que se doam na tentativa de ajudar ao próximo em detrimento do seu bem-estar pessoal, pessoas que salvam pessoas.

Infelizmente a concepção de “herói” tem sido bastante vulgarizada nas últimas décadas, principalmente pela mídia televisiva. O esporte brasileiro – pelo menos na concepção de “Babão” Bueno – está repleto de heróis.

Essa absurda facilidade e falta de critérios com que alguns formadores de opinião abusam do uso da palavra herói, me deixa indignado.

Mas o auge da minha indignação aconteceu um dia antes da ação heróica do piloto americano, quando por alguns instantes, enquanto aguardava o início da mini-série Maysa da Rede Globo, me deparei com o apresentador Pedro Bial se dirigindo aos participantes dessa aberração cultural chamada BBB, com a seguinte expressão: “Vamos agora falar com os nossos heróis”.

“Santa indecência, Robin!”, como diria um certo herói das histórias em quadrinhos.

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