5 fevereiro, 2010 as 14:43
Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional
Mas não tenho como deixar de me irritar com esses jogos do Flamengo contra times minúsculos – podemos até incluir aí o primeiro tempo contra o Fluminense – nessa Taça Guanabara.
São umas verdadeiras aberrações táticas e técnicas. Ninguém se entende do meio de campo pra trás. Esse 3 a 3 contra o Olaria na quarta-feira, foi uma coisa de maluco. E concordo com Adriano: o Flamengo se dê por satisfeito com o empate, porque mereceu perder.
Duas simples ausências – Airton (vendido) e Maldonado (contudido) – em relação ao time do hexa provocaram esse pandemônio no sistema de marcação do time do técnico Andrade, que parece não ter nenhuma solução à vista. Muito pelo contrário. Tem insistido com Toró como primeiro volante e o “coisa ruim” continua sem conseguir marcar ninguém e aprontando suas “presepadas” como na expulsão e no pênalti que originou o terceiro gol do Olaria.
Essa lambança de Toró é muito mais passível de punição do que os “chiliques” de Petkovic no intervalo do jogo contra o Fluminense.
Por mais que critiquemos os privilégios de Adriano e Vagner Love dentro do elenco rubronegro, a verdade nua e crua é que a dupla “Império do Amor” vem salvando o Flamengo de maiores vexames no Campeonato Carioca.
E um aviso para o “Seu” Angelim, por quem nutro enorme respeito. Essa história de: “enquanto a defesa sofrer 3 e o ataque fizer 5 tá bom demais” é engraçada e funciona enquanto o time estiver ganhando. Mas na quarta-feira, o sistema defensivo do Flamengo esteve tão mal, que se tivesse ocorrido o contrário (5 a 3 para o Olaria), não seria nenhum absurdo.
Abra o olho, seu Andrade!
Por tulio
9 dezembro, 2009 as 10:39
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Todo mundo já fez sua seleção, elegeu os seus melhores e piores, revelações, etc. Agora é a vez do blog mais “invocado” da rede contribuir com o seu “Balanço do Brasileirão”.
- SELEÇÃO DO CAMPEONATO – MELHORES
Goleiro: Bruno (Flamengo). Começou muito mal, mas se recuperou na reta final com defesas importantes, principalmente nos pênaltis contra Botafogo e Santos.
Lateral-Direito: Vítor (Goiás). Ótimo no apoio e ainda marcou um golaço naquele 4 a 2 em cima do São Paulo. Léo Moura subiu muito de produção na reta final do campeonato, mas não o suficiente pra entrar na minha seleção.
Zagueiro-central: Álvaro (Flamengo). Chegou e arrumou a casa. Não precisa dizer mais nada.
Quarto-zagueiro: Ronaldo Angelim (Flamengo). De uma regularidade incrível formou uma dupla perfeita com Álvaro. E fez o gol do hexa. Só isso!
Lateral-esquerdo: Cléber (Internacional). Ninguém brilhou nessa posição. Então fico com o mais regular.
Primeiro-volante: Guiñazu (Internacional). Esse argentino é o “cão virado em gente”. Esse eu queria no meu time.
Segundo-volante: Maldonado (Flamengo). Outro que chegou pra resolver. Pena que ficou fora da reta final do campeonato por causa de uma contusão boba num amistoso do Chile. Vai ser fundamental na disputa da Libertadores.
Meia-esquerda: D´Alessandro (Internacional). Outro argentino infernal. Joga demais o baixinho.
Ponta de lança: Petkovic (Flamengo). O craque do Brasileirão! Eu preciso escrever mais alguma coisa sobre o Pet?!
Atacante: Jobson (Botafogo). Salvou o Botafogo do rebaixamento. Formaria uma dupla perfeita com Adriano. Mas já foi para o Cruzeiro. Zé Roberto fez ótimas partidas, alguns gols importantes, mas em outras vezes só faltou matar o torcedor de raiva. Por isso não está aqui.
Centro-avante: Adriano (Flamengo). Artilheiro do Brasileirão ao lado de Diego Tardelli, poderia ter feito mais gols se não tivesse caído de produção nos últimos jogos e se não fosse a famosa bolha no pé. Mas está bem acima dos outros atacantes que disputaram o Brasileirão.
PS: Essa minha seleção não poderia disputar o Campeonato Brasileiro. Tem quatro “gringos” no meio de campo. E eu ainda levaria Conca de lambuja.
AMANHÃ TEM MAIS.
Por tulio
25 novembro, 2009 as 11:22
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões
Quem me conhece aqui do blog ou do meu dia dia de discussões sobre futebol, principalmente quando envolvem o Flamengo, sabe que eu sou um torcedor chato e irritante. A linha que me separa do elogio exagerado, apaixonado, exaltado, exacerbado e o esculacho crítico é quase invisível. Praticamente não existe.
Eu poderia muito bem me enquadrar na parte da torcida que está “p… da vida” e que acha que faltou raça – no que eu não concordo – no jogo que poderia dar a “Nação Rubronegra” um título de Campeão Brasileiro depois de 17 anos. Poderia estar aqui espinafrando alguns jogadores que tiveram atuações pífias nesse jogo decisivo. Poderia estar colocando toda a culpa em Andrade que foi pouco exigente com sua equipe.
Mas eu não vejo a atual situação do Flamengo no Brasileirão por esse lado. Se não for campeão ou ficar até de fora da Libertadores, não terá sido por causa desse empate contra o Goiás. O Flamengo está onde está – na vice-liderança e pelo bem ou pelo mal, a apenas um ponto do líder – por puro acaso. E se for campeão, também o será por puro acaso.
O Flamengo terminou o Campeonato Carioca, sabendo que não contaria com Fábio Luciano para o Campeonato Brasileiro. Ao invés de procurar um zagueiro experiente para suprir a saída do capitão, a comissão técnica preferiu apostar nos pratas da casa Welliton e Fabrício (dois destrambelhados) e na contratação do desconhecido David, com passagem obscura pelo Palmeiras. Foi preciso a equipe tomar goleadas seguidas de times inexpressivos, para a diretoria se mexer e contratar os rodados Maldonado e Álvaro que chegaram e arrumaram a defesa. Desde o final do ano passado, que se sabia que Íbson não chegaria nem ao fim do primeiro turno do Brasileiro. Que no meio do ano iria embora. Nenhuma providência foi tomada. Por um acaso, o quase aposentado Petkovic chegou e deu o toque de qualidade que faltava ao meio de campo do Flamengo, se transformando aos 37 anos no “Craque do Brasileirão”. Vale salientar que ele quase foi enxotado da Gávea por Cuca e Kléber Leite.
Adriano, o artilheiro do campeonato, também é um acaso. Foi preciso um sumiço depois de uma convocação para a Seleção Brasileira, ameaça de suicídio, abandonar a Inter de Milão, para que ele viesse parar no Flamengo na tentativa de salvar a sua carreira. Nem o mais otimista dos torcedores – eu incluso – poderia imaginar que ele voltaria a jogar um futebol de alto nível como o vem fazendo.
Andrade é o eterno tapa buraco, o eterno interino. Também está lá por acaso. O “Mengão” conseguiu essa arrancada espetacular com Andrade, então “vivas” para Andrade. Mas será que ele continua como treinador do Flamengo em 2010? Ninguém sabe. Se o Flamengo de Cuca não tivesse empatado com o Barueri em pleno Maracanã, talvez o “tapado” ainda estivesse por aí “empentelhando” todo mundo e se contentando com Sulamericana, no máximo. E talvez a gente estivesse sofrendo menos.
Portanto, muita calma nessa hora. Se tiver que dá, dá. Se não… não dá. Mas o que não podemos, é tirar os méritos dessa equipe que nos proporcionou momentos de êxtase em partidas memoráveis, praticando o clássico “Futebol Bonito” como há muito não se via em campeonatos brasileiros. O quase hepta e pragmático São Paulo que o diga.
Por tulio
19 novembro, 2009 as 09:41
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Anda-se falando numa tal de “Maldição da Seleção” lá p´ras bandas da Gávea. Os jogadores e a comissão técnica, talvez temendo uma represália das forças ocultas nessa reta final de Brasileirão, minimizam as contusões sofridas pelos jogadores rubro-negros que foram convocados para as seleções dos seus países.
Mas não custa lembrar.
Kleberson, quando começou a jogar alguma coisa no Flamengo foi convocado por Dunga e num amistoso contra a Estônia em agosto, sofreu uma séria contusão no ombro. Tá voltando agora e só Deus sabe em que condições técnicas.
Adriano cortou o pé contra a Bolívia em jogo pelas eliminatórias e deixou toda a “Nação Rubro-Negra” em polvorosa. Felizmente não chegou a desfalcar a equipe em jogos do campeonato.
Maldonado, chegou em meio a muitas dúvidas quanto ao seu rendimento e de imediato deu um jeito no meio de campo defensivo do Flamengo. Suas atuações fizeram com que Marcelo Bielsa – que passou todas as eliminatórias sem lhe dar a mínima – o convocasse para os últimos amistosos da Seleção Chilena em 2009. Machucou-se contra a Eslováquia e está fora do Brasileirão.
Esses são casos envolvendo contusões. Mas não podemos esquecer que Léo Moura e Juan quando foram para a “Selecinha de Dunga” desaprenderam a jogar futebol. Léo Moura, aos poucos tá voltando à sua velha forma. Juan nunca mais se recuperou.
Por tulio
18 novembro, 2009 as 09:20
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Maldonado está fora do Brasileirão.
Para o jogo decisivo contra o Goiás, Andrade deve manter o mesmo time que venceu o Náutico, apenas com o retorno de Juan à lateral-esquerda e de Angelim à zaga. Segue Toró no meio de campo. Não gostei do “xodó de Papai Joel” nesse jogo dos Aflitos. Muito dispersivo. Não ajudou na marcação pelo lado esquerdo e continuou com aquela mania ruim de correr atrás de atacante até fazer a falta.
Se Kleberson já está recuperado porque não promover o seu retorno ao time titular? Recua Willians para o lugar de Maldonado e coloca Kleberson mais avançado ao lado de Petkovic.
Infelizmente, só acredito nessa solução por parte de Andrade, se o Flamengo estiver no sufoco, o que espero não venha acontecer no próximo domingo.
Não tenho mais unhas pra isso.
Por tulio
17 novembro, 2009 as 16:40
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Chile vence Eslováquia, mas vê Maldonado e Valdívia machucados – Uol Esportes
Lá vem m….! Maldonado saiu de campo aos 26 minutos do segundo tempo com torção no joelho, na vitória do Chile por 2 a 1 em cima da Eslováquia, e corre sérios riscos de ficar de fora do jogo do próximo domingo contra o Goiás.
Ah! Em mais um desses amistosos sem futuro, o Brasil venceu Omã por 2 a 0 com direito a tomar sufoco e gol contra.
Por tulio
29 outubro, 2009 as 09:53
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O de Andrade foi ontem.
Para suprir a ausência Petkovic, seu melhor jogador e responsável pelas principais armações de jogada de ataque, ele fez uma lambança desgraçada. Inventou um time que nunca tinha jogado (e nem treinado, acredito) junto e com a desculpa esfarrapada de que o jogo era fora de casa, entupiu o meio de campo de volantes e o Flamengo simplesmente não existiu na derrota por 2 a 0 para o Barueri, que acabou ficando barato.
Primeiro que o Flamengo não jogou fora de casa. O estádio inteiro era rubro-negro. Segundo que o maior interessado na vitória era o Flamengo, que poderia finalmente ingressar no G4. Portanto tinha a obrigação de jogar no ataque.
Mas o que vimos foi um time completamente envolvido pelo toque de bola do modesto Barueri e a única tentativa de jogada (se é que podemos chamar aquilo de jogada) de ataque, eram os chutões pra frente na torcida para que Adriano fizesse um gol como aquele contra o Botafogo.
Andrade colocou o time em campo mal escalado, mal esquematizado, mal treinado e as substituições conseguiram deixar o time pior.
Começar com Fierro – até hoje eu não sei qual a posição desse rapaz – como atacante, pra depois substituí-lo por… Dênis Marques?!!!! Só podia tá de marcação com Adriano e Zé Roberto que não viram a cor da bola. Depois quando colocou Erick Flores no lugar de Maldonado, o único lúcido no setor de marcação do time, arreganhou a porteira de vez. Bruno evitou um vexame maior. Aliás, Bruno só começa a fazer defesas difíceis depois que a vaca já foi pro brejo.
Willians como principal armador, é a maior piada do campeonato. E agora ele mudou de estilo. Não faz mais falta. As sofre. Com certeza o “trubufu” passou mais tempo deitado ou sentado no gramado do que em pé. Quando era considerado o jogador mais violento do Brasileirão, pelo menos nós tínhamos o consolo de a cada dois ou três jogos, vê-lo cumprir um de suspensão.
É melhor ficar por aqui. Nem nos seus piores dias, o Flamengo conseguiu fazer uma partida tão ridícula como a de ontem e a cabeça vai demorar a desinchar.
O título já era e a Libertadores vai ficando distante com a ultrapassagem fulminante do Cruzeiro.
Não sei nem mais por quem torcer ou “secar” nessa reta final de campeonato.
Agora Falcão Neto, pode ficar certo de uma coisa: se o Pet tivesse jogado, a conversinha teria sido outra.
Por tulio
23 outubro, 2009 as 11:01
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões
Muito desse “renascimento” do Flamengo, se deve a excelente fase de Petkovic e Adriano e as chegadas de Álvaro e Maldonado.
Realmente Petkovic tem tido uma seqüência espetacular de boas atuações e com Adriano – depois de “séculos” – o Flamengo pode fazer o artilheiro do Campeonato Brasileiro.
Álvaro e Maldonado, caíram como uma luva e deram um jeito naquele sistema defensivo cheio de destrambelhados como: Wellinton, Fabrício, Willians, Toró, Lennon, Aírton e afins. A certa altura, o Flamengo chegou a ter a defesa mais vazada do campeonato. O coitado do Ronaldo Angelim, acostumado a ter como parceiro Fábio Luciano, chegou às raias do desespero.
Mas será que essa reviravolta de expectativas – de brigar pra não cair a brigar pelo título – teria acontecido se não fosse Andrade o comandante da nau rubro negra? Acho muito difícil. Com o tapado do Cuca (a torcida tricolor anda eufórica com seu treinador), o Flamengo continuaria por ali, patinando entre décimo e décimo sexto colocado, até o fim do campeonato.
O grande mérito de Andrade – que apesar de efetivado como treinador nunca abandona aquele seu ar de interino – foi recuperar alguns jogadores que já estavam desmotivados e sem maiores perspectivas dentro do elenco. Exemplos de Léo Moura, que só era titular absoluto por não ter um reserva à altura e Everton, que substituiu Juan com eficiência (embora não seja o jogador “dos meus sonhos”), durante o seu período de inatividade por contusão. Aliás, Juan é outro que precisa do comandante para voltar a jogar bem. Ainda está devendo nesse seu retorno.
Com a chegada de Álvaro, Aírton voltou para a sua verdadeira posição de primeiro volante, parou de fazer faltas desclassificáveis e hoje sem dúvida nenhuma, está entre os cinco melhores de sua posição no Brasil. Até Willians, o recordista de cartões no Brasileirão, deu uma melhorada. O problema é que sua fama já está consolidada e os árbitros não perdem uma oportunidade de “amarelá-lo” ou “avermelhá-lo”. Contra o Palmeiras, ele só fez uma falta (e sem nenhuma violência), mas tomou o amarelo que o deixa fora do clássico contra o Botafogo.
Zé Roberto é outro que recuperou a alegria de jogar nas mãos de Andrade. De mera moeda de troca (e o pior é que nem um clube o aceitou), se transformou em titular absoluto, vem jogando bem e tem feito gols decisivos para essa arrancada do Flamengo.
No campo tático, é nítida a transformação na maneira de jogar do time de uns três ou quatro anos atrás para o atual. O Flamengo era aquele time em que os treinadores adversários quando iam enfrentá-lo já tinham o discurso na ponta da língua: “É só marcar os laterais Léo Moura e Juan que eles não jogam”. Joel Santana foi o criador do esquema e Caio Júnior e Cuca, os seus sucessores, não tiveram a mínima competência ou preocupação em modificá-lo ou pelo menos aperfeiçoá-lo. Hoje é visível a variação de jogadas, para que a bola chegue aos atacantes rubronegros em condições de marcar.
O Flamengo de Andrade fez renascer nos gramados brasileiros a antiga, a esquecida, mas bela, linda e maravilhosa “tabelinha”. Como é bonito um gol fruto de uma “tabelinha”!
Vamos parando por aqui e prá cima dos “home” Mengão, que eu já tô quase chorando com saudades daquele meio de campo com Andrade, Adílio e Zico!
Por tulio
28 agosto, 2009 as 09:41
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O Flamengo contratou para solução dos seus problemas até o fim do campeonato (bem no estilo “Organizações Tabajara”), “Maldanado” e Álvaro, ex Internacional.
Agora ao lado de Willians e Airton, eles vão formar o “Quarteto Parada Dura” rubronegro.
Atenção adversários! Reforcem as caneleiras, tornozeleiras, coloquem os capacetes e os coletes a prova de bala, que o “pau vai cantar na casa de Noca”!.
Agora vai, Neto Falcão!
Por tulio
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