22 dezembro, 2009 as 16:48
Categoria Brasileirão+ Campeonato Carioca+ Futebol Nacional
Ainda tem torcedor rubronegro se beliscando para acreditar que esse hexa do Flamengo não é um sonho. Pode não ter sido um sonho, mas que foi surpreendente, ah!, isso foi.
Nem o mais otimista dos flamenguistas poderia acreditar que o hexa viria da forma como veio.
Tão surpreendente como o título, foi a performance de Andrade à frente da equipe. Andrade é tão diferente dos demais técnicos brasileiros, que se ele tivesse perdido esse título na última rodada teria sido demitido sumariamente e talvez ficasse desempregado em 2010. Seria tachado de paradão, sem alma, sem brio, enfim, um babaca.
“Vandemburgo Luxerley” com sua comissão técnica milionária fez um papel ridículo no Santos e foi parar no Atlético Mineiro, supervalorizado. Com status de estrela. Murici Ramalho foi de uma mediocridade extrema no Palmeiras, mas ninguém tem coragem de questionar sua competência – afinal o cara é tri campeão brasileiro com o São Paulo. Celso Roth que deu uma derrapada histórica com o Atlético Mineiro na reta final do Brasileirão, ainda recebe elogios até hoje, porque pegou um time que ia brigar para não cair e acabou em quinto. Até o rebaixado Nei Franco, ainda tem mercado nesse estapafúrdio futebol brasileiro.
Cuca (pra mim, o pior treinador do mundo desde que inventaramo futebol) e que por pouco não enterra o Flamengo, virou herói no Fluminense e já estão até falando em colocar uma estátua dele chorando nas Laranjeiras.
Andrade quis deixar de ser funcionário de carteira no Flamengo para ser oficialmente treinador e a cobrança veio antes mesmo dele assinar o contrato. Pediu aumento, é lógico, e usou um argumento mais lógico ainda: se vão pagar a outro treinador mais do que eu estou pedindo, porque não pagar a mim que sou campeão? Estava escrito o primeiro capítulo da novela da renovação e o seu desenrolar e o capítulo final deixaram claro para Andrade uma dura realidade: a cobrança agora vem em dobro. Se ele assumiu o Flamengo num momento de crise e conseguiu formar um grupo que devolveu à “Nação Rubronegra” a euforia de conquistar um Campeonato Brasileiro, agora vai ter que manter essa equipe no topo. O tetra carioca é obrigação, o bi da Libertadores vai ter que vir agora ou nunca mais. Qualquer tropeço e os “Joeis Santanas” da vida vão estar sempre lá, lhe fazendo sombra.
O tranqüilo Andrade vai ter pela primeira vez a oportunidade de iniciar oficialmente uma temporada como treinador. Vai ter que remontar um elenco. Vai ter que saber administrar as vaidades desde o início. Vai ter que saber lidar com as restrições financeiras que fazem parte do cotidiano administrativo da Gávea desde que ela existe. O compromisso agora não é somente tapar um buraco e da noite pro dia virar herói ao presentear a maior torcida do mundo com um título inesperado.
Vem chumbo grosso por aí. E Andrade – agora com a conta bancária bem mais recheada – vai ter que provar mais uma vez, que tranqüilidade é a alma do negócio.
Por tulio
11 novembro, 2009 as 13:23
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Série B
Faltam apenas quatro rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro e a escadinha no G4 (59, 58, 57 e 56 pontos), transformou essa edição 2009, na mais empolgante desde o advento dos pontos corridos. E os quatro ainda contam com o mesmo número de vitórias, primeiro critério de desempate.
Estaria tudo uma maravilha, com o torcedor talvez só podendo comemorar o título ou lamentar sua perda na última rodada, não fosse a esculhambação em que se transformou a arbitragem.
Todos os 20 participantes da Série A têm do que reclamar (e na Série B não é diferente). Quem cair, vai ser porque foi prejudicado pela arbitragem. Quem ficar em segundo, vai se lembrar daqueles pontinhos perdidos por erros de algum juiz tapado e que lhe tiraram o título. Quem ficar em quinto vai reclamar que só não vai pra Libertadores porque também foi garfado em algum jogo, e por aí vai.
O pior é que todo mundo tem razão. Uns mais e outro menos.
O São Paulo foi visivelmente favorecido nos jogos contra Barueri e Grêmio com dois pênaltis não marcados. Hoje, poderia ser o quarto ou quinto colocado. É líder isolado.
O Palmeiras, até os fins dos tempos, não vai esquecer do gol anulado de Obina.
O Botafogo se sente tão prejudicado, que pelas suas contas estaria hoje no G4, não fossem os erros absurdos de que foi vítima.
O Flamengo poderia estar completamente alijado da luta pelo título ou por uma vaga na Libertadores, se Bruno não tivesse defendido os quatro (ou três?) pênaltis inventados pelos juízes nessas últimas rodadas.
Enfim, cada qual com o seu cada qual.
E tem “neguim” cheio dos “diproma” prometendo “porrada”, caso se encontre com o desafeto na rua.
Esse negócio não vai acabar bem!
Por tulio
30 outubro, 2009 as 10:08
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Show de Obina ontem à noite, com direito a passe de calcanhar “a la Sócrates” para o único gol que não foi seu na goleada por 4 a 0 em cima do decadente Goiás.
O Palmeiras volta a liderança e agora mais relaxado. Muricy Ramalho, o único da turma da frente que não se contenta com pouco (pra ele esse negócio de vaga na Libertadores é “palhaçada”) vai ser campão brasileiro pela milésima vez.
Por tulio
30 outubro, 2009 as 10:00
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O 4-3-3 dos bons tempos era assim:
Goleiro
Lateral direito, zagueiro central, quarto zagueiro e lateral esquerdo;
Volante, médio-volante e ponta de lança;
Ponta direita, centro avante e ponta esquerda.
Esta era a escalação que a revista Placar usava para premiar os melhores do Campeonato Brasileiro com a Bola de Prata (os melhores em cada posição) e Bola de Ouro (o melhor no geral).
Me vem logo na memória esse “timaço”: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. O “Mengão” de 81.
Só pra matar a saudade.

Me lembro que pouco depois, Tita saiu do time porque não queria ser ponta direita. Ele não queria nada! Só queria ser Zico. Tivemos ainda Reinaldo na direita e Júlio César “Uri Geller” na esquerda.
Hoje em dia, os treinadores “moderninhos” pra ficar de bem com a torcida e com a imprensa metida a ententida, adoram afirmar com toda convicção que os seus times jogam no saudoso 4-3-3.
Andrade, que nem parece ter jogado naquele “time dos sonhos” de 81, cometeu o absurdo de afirmar que aquela formação do jogo contra o Barueri – de triste lembrança – era um 4-3-3 tradicional e a imprensa carioca engoliu.
Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan, até aí tudo bem. Mas, Airton, Maldonado e Willians; Fierro, Adriano e Zé Roberto, você só pode tá de brincadeira, né Andrade!
Por tulio
29 outubro, 2009 as 09:53
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O de Andrade foi ontem.
Para suprir a ausência Petkovic, seu melhor jogador e responsável pelas principais armações de jogada de ataque, ele fez uma lambança desgraçada. Inventou um time que nunca tinha jogado (e nem treinado, acredito) junto e com a desculpa esfarrapada de que o jogo era fora de casa, entupiu o meio de campo de volantes e o Flamengo simplesmente não existiu na derrota por 2 a 0 para o Barueri, que acabou ficando barato.
Primeiro que o Flamengo não jogou fora de casa. O estádio inteiro era rubro-negro. Segundo que o maior interessado na vitória era o Flamengo, que poderia finalmente ingressar no G4. Portanto tinha a obrigação de jogar no ataque.
Mas o que vimos foi um time completamente envolvido pelo toque de bola do modesto Barueri e a única tentativa de jogada (se é que podemos chamar aquilo de jogada) de ataque, eram os chutões pra frente na torcida para que Adriano fizesse um gol como aquele contra o Botafogo.
Andrade colocou o time em campo mal escalado, mal esquematizado, mal treinado e as substituições conseguiram deixar o time pior.
Começar com Fierro – até hoje eu não sei qual a posição desse rapaz – como atacante, pra depois substituí-lo por… Dênis Marques?!!!! Só podia tá de marcação com Adriano e Zé Roberto que não viram a cor da bola. Depois quando colocou Erick Flores no lugar de Maldonado, o único lúcido no setor de marcação do time, arreganhou a porteira de vez. Bruno evitou um vexame maior. Aliás, Bruno só começa a fazer defesas difíceis depois que a vaca já foi pro brejo.
Willians como principal armador, é a maior piada do campeonato. E agora ele mudou de estilo. Não faz mais falta. As sofre. Com certeza o “trubufu” passou mais tempo deitado ou sentado no gramado do que em pé. Quando era considerado o jogador mais violento do Brasileirão, pelo menos nós tínhamos o consolo de a cada dois ou três jogos, vê-lo cumprir um de suspensão.
É melhor ficar por aqui. Nem nos seus piores dias, o Flamengo conseguiu fazer uma partida tão ridícula como a de ontem e a cabeça vai demorar a desinchar.
O título já era e a Libertadores vai ficando distante com a ultrapassagem fulminante do Cruzeiro.
Não sei nem mais por quem torcer ou “secar” nessa reta final de campeonato.
Agora Falcão Neto, pode ficar certo de uma coisa: se o Pet tivesse jogado, a conversinha teria sido outra.
Por tulio
2 outubro, 2009 as 09:54
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Libertadores
Dos “duzentos e tantos” times brasileiros que começaram na Sulamericana, só sobraram Botafogo e Fluminense. Os dois que penam na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. E pelo nível dos outros times sulamericanos que vão disputar as oitavas de final da competição, não será nenhum absurdo se um dos dois for campeão.
Aí ficaria tudo nos “conformes”. O campeão da Segunda Divisão da Libertadores seria um clube da Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.
E haja festa!
Por tulio
17 julho, 2009 as 16:22
Categoria Brasileirão+ Futebol Internacional+ Futebol Nacional+ Libertadores
Que semana para o Atlético Mineiro! No domingo goleou o arqui-rival que jogou com o time reserva (mas o Galo não tem nada a ver com isso) e reassumiu a ponta da tabela. Na quarta-feira comemorou junto com a torcida do Estudiantes a conquista da Libertadores e na quinta-feira passou fácil pelo ex-todo poderoso São Paulo (Ricardo Gomes não passa de domingo). Tá no saldo até o fim do ano.
O Cruzeiro repetiu o Fluminense do ano passado. Ia “passear” no Brasileiro enquanto o título da Libertadores não vinha. O Mineirão lotado, assistiu a um vexame histórico. Aliás, mais um vexame brasileiro em Libertadores. Nas últimas oito decisões envolvendo clubes brasileiros, só duas conquistas. Isso porque nas duas a decisão foi caseira.
Por tulio
8 julho, 2009 as 11:12
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O cantado e decantado Corinthians, campeão da Copa do Brasil, do Paulistão 2009 e da Série B 2008, tido por todos como o melhor time do Brasil na atualidade, “retorna” ao Brasileirão hoje em complemento da nona rodada (coisas da dona Globo), enfrentando o Fluminense “meia-boca” do “boca-mole” Parreira, no Pacaembu. O jogo é festivo e tem caráter de “Jogo das Faixas”. Antes do início, os jogadores do Fluminense entregarão a faixa de Campeão da Copa do Brasil aos corintianos. Essas babaquices antes de jogo valendo três pontos, sempre me remontam àquela fatídica festa de despedida – que até hoje me provoca pesadelos – que a torcida e a diretoria do Flamengo prepararam para Joel Santana – e esqueceram-se de avisar ao “gorducho” Cabanas -, antes do jogo contra o América do México pela Libertadores 2008. Mas esse oba-oba é lá com eles.
Esse jogo vai servir para o Brasil saber se o Corinthians é mesmo esse “bicho papão” que estão pintando ou está no mesmo saco (vide post “Tudo farinha do mesmo saco”) dos demais pleiteantes ao título.
Por tulio
29 maio, 2009 as 10:48
Categoria Futebol Internacional+ Libertadores
Se tem um time dos “meus abusos” é o tal do Palmeiras. Ainda mais treinado pelo imbecil do “Vandemburgo Luxerley”.
Mas não é que ontem eu me vi torcendo por um gol de Obina?
Os leitores flamenguistas desse blog podem pensar e escrever o “diabo”, mas eu não mudo de opinião em relação ao “negão boa praça”. Obina foi injustiçado no Flamengo e vai dar a volta por cima no Palmeiras.
Aos 26 minutos do primeiro tempo, a torcida palmeirense começou a pedir a sua entrada. “Luxerley” atendeu e daí em diante foi um completo frisson nas arquibancadas. A cada jogada do novo ídolo do Parque Antarctica, as arquibancadas só faltavam vir abaixo.
O Palmeiras não jogou nada, o empate em 1 a 1 contra o Nacional em casa complicou sua situação na Libertadores, mas Obina já começa a garantir o seu lugar no coração do torcedor alviverde.
Então vamos ficar assim. No jogo da volta no Uruguai, o Palmeiras perde por 3 a 2 com dois gols de Obina e é eliminado da Libertadores.
Por tulio
14 maio, 2009 as 12:17
Categoria Futebol Internacional+ Libertadores+ Opiniões
Ontem não consegui comentar sobre Sport e Palmeiras pela Libertadores.
O tempo escasso realmente tem sido o grande inimigo desse blog.
O Sport fez o que se esperava. Pressionou, marcou bem, fez o gol que precisava para levar a decisão para os pênaltis e aos 48 minutos do segundo tempo, Marcos salvou o que seria o gol da classificação do time pernambucano.
Pelo menos os pênaltis estavam garantidos. Mas aí foi uma desgraça. Os cobradores do Sport só podem ter treinado com os do Botafogo.
Vão bater pênalti mal assim lá na casa do chapéu!
Por tulio
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