11 agosto, 2010 as 11:09
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Série B
Mal comparando, Lula Pereira no América de Natal da Série B e Felipão no Palmeiras da Série A têm muito em comum.
Os dois chegaram com vasta experiência (o do América já estava prestes a se aposentar) e como solução para todos os problemas. Na chegada, nem questionaram os elencos que tinham a disposição.
Os dois não conseguiram até agora uma mísera vitória e a culpa é dos jogadores.
Lula Pereira chegou antes da Copa e se recusou a ficar na beira do gramado nos jogos da Copa do Nordeste onde o América também faz campanha ridícula. Alegava estar preparando a equipe para o retorno dos jogos da Série B. Estreou tomando de 3 da Ponte Preta. Mas já viu “uma evolução no time”.
Depois, em casa, perdeu para o Coritiba (2 a 1) e empatou com o Bragantino (0 a 0). Mas o América “continuava evoluindo” apesar dos péssimos resultados. Empatou com o Santo André fora (1 a 1) e nesse jogo o time “quase chegou à perfeição”. O jogo seguinte contra a Portuguesa em casa seria a comprovação dessa fantástica subida de produção e a primeira vitória finalmente viria. Outra “pêia”: 3 a 1 Lusa.
Ontem escapou de perder para o seu colega de suplício, Ipatinga (os dois ostentam portentosos 9 pontos em 13 rodadas) . Empatou em 1 a 1.
Míseros 03 pontos em 18 disputados e uma “imexível” vice-lanterna. 16,66% de aproveitamento. Mas o time está evoluindo, “né” seu Lula Pereira?!
Felipão tem um aproveitamento melhor. Quatro pontos (quatro empates) em 15 disputados. 26,66%. Mas esse aí já soltou os “cachorros” pra cima da imprensa, disse que o time é uma droga e já desistiu do título.
Mas Felipão é Felipão!
Por tulio
2 dezembro, 2009 as 10:46
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Quando o Potiguar de Mossoró – o meu “Potiguarzão do Coração” – foi Campeão Estadual em 2004, vivi uma das maiores alegrias da minha vida. Até hoje eu comemoro esse título.
Mas vocês não imaginam o que eu sofri nos momentos que antecederam essa histórica conquista.
A final do campeonato foi entre América e Potiguar, com o time da capital jogando pelo empate. O primeiro jogo foi em Mossoró, e o “Time Macho”, como é conhecido o meu time do coração, “sapecou” um categórico 4 a 0 no América. Meus amigos – exceto os americanos, é lógico – que conheciam a minha paixão pelo time mossoroense começaram a me ligar dando os parabéns pelo título, perguntando sobre o churrasco da vitória, querendo ir lá pra casa pra tomar “umas” e eu pedindo calma. O jogo final seria num sábado à noite e a turma de Mossoró prometia invadir Natal. Só uma tragédia sem precedentes tiraria o nosso tão sonhado título. O Potiguar poderia perder por até três gols de diferença.
Na sexta-feira anterior ao jogo, eu estava jogando sinuca na casa do meu amigo Marcelo, americano encarnado, e me encontrei com o seu pai, Seu Eunélio, conselheiro e dirigente do América e brinquei: “Seu Eunélio, esse ano não tem quem tome!”. Aí ele falou na maior tranqüilidade: “Não comemore nada não. Estou vindo agora de uma reunião na sede do América e já está tudo certo. O América vence por 4 a 0 e é campeão”.
Eu comecei a suar frio e não consegui ganhar mais nenhuma partida de sinuca. E olhe que eu até que sou bom de tacada. Também não consegui dormir direito. Aquela conversa de Seu Eunélio não me saía da cabeça.
Conhecendo como eu conheço a pilantragem dos clubes de Natal contra os clubes do interior e ainda mais numa final de campeonato, já contava como certa uma armação pra cima do meu “Potiguarzão do Coração”.
Acordei no sábado um pouco febril e numa ressaca de sono e cerveja desgraçada. Resolvi não ir ao jogo temendo o pior. Minha esposa Maria José e os filhos Isadora, Túlio Filho e Débora, começaram a curtir com a minha cara: “Pense num “cabra frôxo”! Vamos pro jogo “painho”, vamos ver o povo de Mossoró. O Potiguar já é campeão!”.
Mas eu não conseguia me animar. Uma sensação estranha tomava conta de mim e a “suadeira” ia aumentando na medida em que se aproximava a hora daquela partida histórica.
Seis e pouco da noite (o jogo começaria as oito) e de repente minha casa é invadida por um bando de gente de vermelho. Fui arrastado para o estádio.
Incrivelmente, quando a bola começou a rolar eu relaxei um pouco. O Potiguar dominava o jogo completamente, colocou bola na trave, o goleiro do América salvou outras e o primeiro tempo terminou zero a zero. A torcida do alvirrubro mossoroense que havia invadido o “Machadão” como prometera, já começava com os primeiro gritos de “é campeão”. Mas aquela coisa ainda ficava martelando o meu juízo: “A armação tá preparada para o segundo tempo”. E quando o jogo recomeçou, realmente o América partiu para a pressão. O Potiguar se defendia bem, mas o tempo não passava. Quando finalmente chegamos aos trinta e cinco minutos, eu pensei: “Não é possível. Qualquer coisa a partir de agora seria um escândalo sem proporções dentro do futebol mundial”. Quando me virei para abraçar um torcedor que estava ao meu lado e colocar a faixa de campeão que havia comprado na entrada e guardado no bolso da bermuda, o América fez um gol. Guardei a malfadada faixa de novo e me veio mais um pensamento ruim: “Tá vendo? Foi só pegar na faixa que o América fez um gol”.
Mas finalmente essa minha saga sofredora chegou a fim da melhor maneira possível e sem nenhuma “armação”: “POTIGUARZÃO DO CORAÇÃO” CAMPEÃO ESTADUAL DE 2004”. Seu Eunélio tava era de “sacanagem” comigo e a fim de detonar a minha performance na sinuca naquela sexta à noite.
Porque contei essa história agora? Porque também agora, estou me sentindo como há cinco anos, com essa perspectiva de ver o meu “Mengão” Campeão Brasileiro depois de dezessete anos. Simplesmente… estranho. Ou “Muito Estranho”, como naquela música de Dalto. As situações são diferentes em termos de “armações” – embora eu não acredite e nem delire com isso dessa vez -, mas as expectativas são as mesmas.
Lá atrás o sofrimento acabou em felicidade. Vamos ver domingo.
Por tulio
20 novembro, 2009 as 14:46
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Humor
Essa história é verídica até nas vírgulas e quem quiser confirmar pode procurar minha irmã:
FÃ PERSISTENTE
Minha irmã Veraclides, ou simplesmente Vera, a exemplo de toda a minha família, é fã incondicional de Zico e torcedora apaixonada do Flamengo. Na época em que Zico estava para se transferir para o Udinese da Itália, ela entrou em parafuso e cismou que iria falar com ele para dissuadi-lo dessa idéia.
Ligou para o serviço de informações do Rio de Janeiro e pediu o telefone de Artur Antunes de Coimbra. A atendente informou que não podia dar esse tipo de informação por tratar-se de uma pessoa famosa, que não permitia que o seu telefone fosse divulgado.
Ela não desistiu. Foi até a Telern (antiga estatal telefônica do RN) e pediu uma lista telefônica da cidade do Rio de Janeiro. Encontrou alguns sobrenomes Antunes no bairro de Quintino e começou a ligar.
Na segunda tentativa, deu-se o diálogo:
- Quem está falando, por favor?
- É o Seu Antunes.
- Seu Antunes, pai do Zico?
- Isso mesmo.
- Seu Antunes, aqui quem fala é Vera, uma fã do seu filho, de Natal/RN e eu preciso muito falar com o Zico. O senhor poderia me dar o telefone da casa dele?
- Infelizmente não, minha filha. Ele não quer que eu divulgue o seu telefone para a imprensa.
- Mas eu não sou da imprensa, sou apenas uma fã que precisa muito falar com ele com urgência, blá, blá, blá,…
Depois de muita conversa, ela conseguiu convencer o Seu Antunes que lhe forneceu o telefone da casa de Zico.
Outra ligação:
- Quem está falando, por favor?
- É o Dolabella (Carlos Eduardo Dolabella (já falecido), ator da Globo já, flamenguista roxo e compadre de Zico).
- Dolabella da Globo?
- Esse mesmo.
- Oh! Dolabella, me deixe falar com Zico por favor!!!
- Zico não está falando com a imprensa, minha senhora.
- E começou a insistência de novo, até que Dolabella não resistiu e passou o telefone para outra pessoa:
- Alô, quem fala?
- É Sandra, esposa do Zico.
E começou tudo de novo, até que Sandra falou:
- Tudo bem minha filha, você vai falar com Zico.
- Alguns segundo depois:
- Zico?
- Sim?
- Zico, pelo amor de Deus não vá embora do Flamengo, não faça isso com os torcedores do Flamengo, nós não vamos agüentar se você for embora… e tome conversa.
- Olhe Vera, já está tudo acertado e infelizmente eu vou ter que deixar o nosso Flamengo. Eu não posso dar mais informações por telefone, mas amanhã estarei dando uma coletiva para explicar os motivos da minha saída. Muito obrigado por sua preocupação.
- Obrigado a você Zico, por ter falado comigo. Boa sorte e volte logo.
Valeu a insistência.
Para nossa alegria, alguns anos depois Zico voltou e ainda nos presenteou com vários títulos e atuações maravilhosas.
Não sei se esse telefonema teve alguma coisa a ver com isso.
Por tulio
30 outubro, 2009 as 10:00
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O 4-3-3 dos bons tempos era assim:
Goleiro
Lateral direito, zagueiro central, quarto zagueiro e lateral esquerdo;
Volante, médio-volante e ponta de lança;
Ponta direita, centro avante e ponta esquerda.
Esta era a escalação que a revista Placar usava para premiar os melhores do Campeonato Brasileiro com a Bola de Prata (os melhores em cada posição) e Bola de Ouro (o melhor no geral).
Me vem logo na memória esse “timaço”: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. O “Mengão” de 81.
Só pra matar a saudade.

Me lembro que pouco depois, Tita saiu do time porque não queria ser ponta direita. Ele não queria nada! Só queria ser Zico. Tivemos ainda Reinaldo na direita e Júlio César “Uri Geller” na esquerda.
Hoje em dia, os treinadores “moderninhos” pra ficar de bem com a torcida e com a imprensa metida a ententida, adoram afirmar com toda convicção que os seus times jogam no saudoso 4-3-3.
Andrade, que nem parece ter jogado naquele “time dos sonhos” de 81, cometeu o absurdo de afirmar que aquela formação do jogo contra o Barueri – de triste lembrança – era um 4-3-3 tradicional e a imprensa carioca engoliu.
Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan, até aí tudo bem. Mas, Airton, Maldonado e Willians; Fierro, Adriano e Zé Roberto, você só pode tá de brincadeira, né Andrade!
Por tulio
25 setembro, 2009 as 13:42
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões
Sempre que Adriano falta a um treino no Flamengo, é um Deus nos acuda.
A imprensa cai de pau, dirigentes entram em polvorosa tentando encobrir o fato. Enfim, a tranqüilidade some da Gávea mesmo que o time tenha vencido bem o seu último jogo.
O pior disso tudo são as desculpas esfarrapadas de Adriano e que a comissão técnica tem de engolir.
Então para resolver de vez essa frescura e oficializar as ausências do “Imperador” (que vão continuar acontecendo até o fim dos tempos), vai aqui minha sugestão que poria um fim definitivo nessa idiotice: Cada gol de Adriano na rodada, significa um dia de folga. Não pode acumular na mesma semana caso ele faça mais de um gol no jogo. Dois por exemplo. Essa outra folga iria para um “Banco de Ausências” e seria usada numa semana em que ele passasse em branco. Se o campeonato acabar e ainda existir saldo no “Banco de Ausências”, esse saldo seria acrescentado nas férias. Caso ele não continue no Flamengo para gozar férias e usufruir do seu saldo, o mesmo seria convertido em valores monetários proporcionais ao seu salário e distribuído com instituições de caridade.
Por favor, divulguem essa sugestão para que ela possa chegar aos ouvidos dos dirigentes rubronegros.
Por tulio