“CAUSOS” E HISTÓRIAS DE FUTEBOL

25 novembro, 2011 as 15:04 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

Há tempos não contava um “causo” de futebol aqui no blog. Para lembrar um tempo em que o Flamengo era formado por jogadores que respeitavam e honravam a camisa que vestiam, aqui vai um:

No escurinho do cinema

Quando eu saí de Martins para Mossoró em 1976 para fazer o segundo grau, fui estudar no Colégio Estadual. Logo de cara me identifiquei e fiz amizade com Roberto, torcedor apaixonado do Flamengo e que imitava com perfeição o saudoso locutor Jorge Curi e o seu inigualável “GOOOLAAAAÇO, AÇO, AÇO”.

Zico no início de carreira já era o nosso ídolo, juntamente com o meio campista Geraldo. Lembro-me bem o quanto nós choramos com a morte prematura desse craque.

Roberto tinha uma profissão que era o sonho de qualquer adolescente da época: trabalhava com o seu pai como auxiliar de projeção no Cine Caiçara.

Uma certa quarta-feira à noite, quando estava na fila para adentrar (ai novo!) no Cine Caiçara, me encontrei com Roberto. Ele estava com um radinho na mão, que sempre o acompanhava nas sessões noturnas em que havia jogo do Flamengo.

Nessa noite o Flamengo jogaria contra o Goitacás ou Campo Grande, não tenho bem certeza. Só sei que foi nesse jogo que Zico fez “o gol que Pelé não fez” na Copa de 70. Aquele em que Pelé dá um drible de corpo no goleiro do Uruguai e chuta prá fora.

Eu não consegui me concentrar muito no filme que estava assistindo, preocupado com o resultado do jogo do Flamengo.

Quando acaba a sessão, antes de se acenderem as luzes do cinema, vem aquele grito lá de cima com um vozeirão idêntico ao de Jorge Curi: “AÍ TÚLIO. MENGÃO 6 A 0. QUATRO DE ZICÃO!!!”

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“CAUSOS” E HISTÓRIAS DE FUTEBOL

17 dezembro, 2010 as 16:03 Categoria CAUSOS DE FUTEBOL+ Humor

CADÊ A BOLA?

Quando eu morava em Martins, lá pelo ano de 1976, houve um campeonato de bairros que prendeu a atenção de toda a cidade. Os principais bairros da cidade estavam lá representados: Centro, Prédios, Jacu, Canto, Levada e a temível Rua das Pedras.

A Rua das Pedras era uma ruazinha um pouco afastada do centro e cujo solo era totalmente formado por seixos de vários formatos e tamanhos, ideais para lascar o quengo de algum sujeito metido a besta. Os seus jogadores eram famosos por sua truculência dentro e fora do campo.

O campeonato transcorria tranqüilamente com rodadas no final de semana, até o dia do jogo Centro X Rua das Pedras.

Os jovens do Centro, filhos das famílias mais abastadas da cidade, nunca se deram bem com a turma da Rua das Pedras, de classe mais humilde. Sempre que se encontravam, pintava confusão.

A semana do jogo foi muito tensa. O padre fez sermões durante as missas pedindo paz aos jogadores e torcedores e nos colégios os professores faziam o mesmo durante as aulas. O efetivo policial ficaria atento durante toda a partida para evitar qualquer problema.

Finalmente chega o dia do jogo. Um domingo à tarde.

Havia duas bolas para serem usadas durante a partida, que é iniciada com a bola mais nova e em melhor estado.

Logo nos primeiros minutos, um zagueiro da Rua das Pedras acerta uma bomba em direção a um matagal que havia ao lado do campo e a bola some. Todo mundo se embrenha no meio do mato em busca da bola, mas nada de conseguir encontrá-la. Depois de mais de 10 minutos de paralisação e procura inútil, o jogo recomeça com a outra bola, bem mais surrada e já com algumas costuras se desfazendo.

A partida segue com muita pancadaria dos dois lados e a pobre da bola cada vez mais maltratada, até que aos cinco minutos do segundo tempo, o Centro consegue fazer um gol. A esta altura, a bola já se encontrava em péssimo estado com a borracha interna começando a surgir por entre os gomos descosturados.

Aos 25 minutos o juiz apita uma falta para o Centro, no meio do campo. O jogador encarregado da cobrança coloca a bola no chão com a parte descosturada em sua direção, faz carreira e acerta um bico na borracha exposta. Só se houve o estouro e as gargalhadas do espertinho com o pé enfiado na bola furada.

Corre todo mundo de novo para o meio do mato, mas nada de achar a outra bola que havia se perdido por lá. O juiz encerra a partida por falta de bola e iluminação e dá a vitória ao Centro. Inconformados os jogadores da Rua das Pedras iniciam uma pancadaria generalizada que só termina com a intervenção da polícia.

O Campeonato de Bairros de Martins, primeiro e último, se encerrou por aí, sem nenhum campeão declarado.

Dias depois apareceu um moleque com uma bola bem novinha fazendo embaixadinhas lá pela Rua das Pedras.

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HISTÓRIAS E “CAUSOS” DE FUTEBOL – É tudo verdade

1 abril, 2010 as 14:20 Categoria Brasileirão+ Estadual do RN+ Futebol Nacional+ Humor+ Opiniões+ Piadas

Uma historinha de “saideira”. Boa Páscoa para todos.

Sabe tudo!

Minha irmã Stela, é totalmente leiga quando se trata de futebol. Fica completamente alheia quando presencia algum tipo de discussão sobre o assunto.

Mas dia desses, ela surpreendeu a todos, e a si mesma, quando conseguiu se sair como a “maior entendedora de futebol” entre um grupo de amigas que conversavam amenidades.

Não se sabe como, de repente as amigas começaram a falar de futebol. Foi quando uma delas se saiu com essa:

“Mulher – mulher adora chamar mulher de mulher -, eu torço pelo Corinthians. Eu não sei nem quem são os jogadores do Corinthians, mas acho o hino do Corinthians lindíssimo”. E cantou: “Uma vez Corinthians, sempre Corinthians…”. Aí minha irmã interferiu: “Mulher, esse aí não é o hino do Flamengo? O do Corinthians eu acho que é: Salve o Corinthians, o campeão dos campeões…”.

A coitada da amiga ficou morrendo de vergonha e a discussão sobre futebol acabou por aí mesmo.

Valeu Stelinha!!!

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“CAUSOS” E HISTÓRIAS DE FUTEBOL – É TUDO VERDADE!

5 março, 2010 as 18:00 Categoria Humor+ Informações+ Novidades

CADÊ A BOLA?!

Quando eu morava em Martins, lá pelos idos de 1976, houve um campeonato de bairros que prendeu a atenção de toda a cidade.

Os principais bairros da cidade estavam lá representados: Centro, Prédios, Jacu, Canto, Levada e a temível Rua das Pedras.

A Rua das Pedras era uma ruazinha um pouco afastada do centro e cujo solo era totalmente formado por pedras de vários formatos e tamanhos, ideais para lascar o quengo de algum sujeito metido a besta.

Os seus jogadores eram famosos por sua truculência dentro e fora do campo.

O campeonato transcorria tranqüilamente com rodadas no final de semana, até o dia do jogo Centro X Rua das Pedras.

Os jovens do Centro, filhos das famílias mais abastadas da cidade, nunca se deram bem com a turma da Rua das Pedras, de classe mais humilde. Sempre que se encontravam, pintava confusão.

A semana do jogo foi muito tensa. O padre fez sermões durante as missas pedindo paz aos jogadores e torcedores e nos colégios os professores faziam o mesmo durante as aulas. O efetivo policial ficaria atento durante toda a partida para evitar qualquer problema.

Finalmente chega o dia do jogo. Um domingo à tarde.

Havia duas bolas para serem usadas durante a partida, que é iniciada com a bola mais nova e em melhor estado.

Logo nos primeiros minutos, um zagueiro da Rua das Pedras acerta uma bomba em direção a um matagal que havia ao lado do campo e a bola some. Todo mundo se embrenha no meio do mato em busca da bola, mas nada de conseguir encontrá-la. Depois de mais de 10 minutos de paralisação e procura inútil, o jogo recomeça com a outra bola, bem mais surrada e já com algumas costuras se desfazendo.

A partida segue com muita pancadaria dos dois lados e a pobre da bola cada vez mais maltratada, até que aos cinco minutos do segundo tempo, o Centro consegue fazer um gol. A esta altura, a bola já se encontrava em péssimo estado com a borracha interna começando a surgir por entre os gomos descosturados.

Aos 25 minutos o juiz apita uma falta para o Centro, no meio do campo. O jogador encarregado da cobrança coloca a bola no chão com a parte descosturada em sua direção, faz carreira e acerta um bico na borracha exposta. Só se houve o estouro e as gargalhadas do espertinho com o pé enfiado na bola furada.

Corre todo mundo de novo para o meio do mato, mas nada de achar a outra bola que havia se perdido por lá. O juiz encerra a partida por falta de bola e iluminação e dá a vitória ao Centro. Inconformados os jogadores da Rua das Pedras iniciam uma pancadaria generalizada que só termina com a intervenção da polícia.

O Campeonato de Bairros de Martins, primeiro e último, se encerrou por aí, sem nenhum campeão declarado.

Dias depois apareceu um moleque com uma bola bem novinha fazendo embaixadinhas lá pela Rua das Pedras.

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“CAUSOS” DE FUTEBOL

29 janeiro, 2010 as 10:43 Categoria Futebol Nacional

Mais um “causo” verídico acontecido em Estaduais do RN.

APELIDO GENEROSO

Um dos jogadores mais respeitados e queridos por torcedores, imprensa e dirigentes de Mossoró, foi Vildomar, mais conhecido por Paitabom.

Lateral esquerdo de futebol simples, mais eficiente, foi ídolo no Potiguar e no Baraúnas numa época em que até os jogadores dos dois times se tornavam inimigos.

Na sua estréia no Potiguar, após se destacar em campeonatos do interior jogando pela seleção de Areia Branca, a imprensa esportiva mossoroense quis logo saber a origem do apelido Paitabom, ao que o nosso simpático Vildomar respondeu:

- Quando eu era pequeno, minha irmã mais nova que era muito danada, tava sempre levando umas palmadas do meu pai e quando eu tava por perto ficava gritando prá ele parar: pai tá bom, pai tá bom. Aí ficou esse apelido.



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“CAUSOS” DE FUTEBOL

22 janeiro, 2010 as 15:08 Categoria Estadual do RN+ Futebol Nacional

Vai começar o Estadual do RN e vou republicar algumas histórias relacionadas (todas verídicas, é bom que fique bem claro) que escrevi para o site www.futeboldorn.com.br do meu amigo Paulo Trigueiro.

COITADO DO GOLEIRO

No ano de 1979, o treinador do Potiguar era o gaúcho “gente boa”, Ivo Hoffmam (não confundir com o outro, Ivo Hortmam)

Com seu jeito bonachão e de “paizão” de todos, conseguiu conquistar dirigentes, torcedores e principalmente seus jogadores.

Certa vez chegou para fazer testes no Potiguar, oriundo dos campeonatos de bairros da cidade, um goleiro chamado Elástico. O apelido vinha de sua elasticidade debaixo das traves.     

Começa o treino com Elástico no time reserva e começa também o bombardeio do ataque titular. Teste de fogo para o jovem goleiro.

Em menos de 15 minutos Elástico já havia tomado seis gols.     

|vo Hoffmam pára o treino e calmamente se aproxima do pobre goleiro:

_ Meu filho, o que é que tá havendo? Toda bola que vai pra dentro é gol?!!!

E o coitado do Elástico:

_ Sabe o que é professor? É que tá vindo bola DIARIAMENTE!!!

Obs.: Grande Paulo! Me aguarde que daqui “papouco” eu volto escrevendo sobre o Estadual.

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“CAUSOS” E HISTÓRIAS DE FUTEBOL

20 novembro, 2009 as 14:56 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Humor+ Piadas

QUE ZUMBI É ESSE?

Essa é de uma antiga coluna de Renato Maurício Prado, n´O Globo. E como hoje é 20 de novembro, resolvi republicá-la:

“Feriado do Dia da Consciência Negra no Rio de Janeiro, 20 de Novembro* e o velho treinador entra no barzinho onde já se encontram vários “boleiros” tomando sua cervejinha gelada e começa a reclamar: “Feriado por quê? Em que time ele jogou? Em que posição? Me digam aí alguma passagem dele importante no futebol brasileiro? Quantos gols ele fez?”

Como ninguém lhe deu atenção, ele sentou numa mesa, mas continuou resmungando.

De repente se exaltou de novo e recomeçou a cantilena: “Perái gente. Vocês não dizem nada? Se fosse Domingos da Guia, Ademir da Guia, Dudu, Luiz Pereira, Leão, Leivinha, até César Doido, tudo bem. Mas em que época esse tal de “Zumbi do Palmeiras” jogou para merecer um feriado?”

* O Feriado do Dia da Consciência Negra, 20 de Novembro, é em homenagem a “Zumbi dos Palmares” que foi assassinado em 20 de Novembro de 1695

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“CAUSOS” E HISTÓRIAS DE FUTEBOL

20 novembro, 2009 as 14:46 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Humor

Essa história é verídica até nas vírgulas e quem quiser confirmar pode procurar minha irmã:

FÃ PERSISTENTE

Minha irmã Veraclides, ou simplesmente Vera, a exemplo de toda a minha família, é fã incondicional de Zico e torcedora apaixonada do Flamengo. Na época em que Zico estava para se transferir para o Udinese da Itália, ela entrou em parafuso e cismou que iria falar com ele para dissuadi-lo dessa idéia.

Ligou para o serviço de informações do Rio de Janeiro e pediu o telefone de Artur Antunes de Coimbra. A atendente informou que não podia dar esse tipo de informação por tratar-se de uma pessoa famosa, que não permitia que o seu telefone fosse divulgado.

Ela não desistiu. Foi até a Telern (antiga estatal telefônica do RN) e pediu uma lista telefônica da cidade do Rio de Janeiro. Encontrou alguns sobrenomes Antunes no bairro de Quintino e começou a ligar.

Na segunda tentativa, deu-se o diálogo:

- Quem está falando, por favor?

- É o Seu Antunes.

- Seu Antunes, pai do Zico?

- Isso mesmo.

- Seu Antunes, aqui quem fala é Vera, uma fã do seu filho, de Natal/RN e eu preciso muito falar com o Zico. O senhor poderia me dar o telefone da casa dele?

- Infelizmente não, minha filha. Ele não quer que eu divulgue o seu telefone para a imprensa.

- Mas eu não sou da imprensa, sou apenas uma fã que precisa muito falar com ele com urgência, blá, blá, blá,…

Depois de muita conversa, ela conseguiu convencer o Seu Antunes que lhe forneceu o telefone da casa de Zico.

Outra ligação:

- Quem está falando, por favor?

- É o Dolabella (Carlos Eduardo Dolabella (já falecido), ator da Globo já, flamenguista roxo e compadre de Zico).

- Dolabella da Globo?

- Esse mesmo.

- Oh! Dolabella, me deixe falar com Zico por favor!!!

- Zico não está falando com a imprensa, minha senhora.

- E começou a insistência de novo, até que Dolabella não resistiu e passou o telefone para outra pessoa:

- Alô, quem fala?

- É Sandra, esposa do Zico.

E começou tudo de novo, até que Sandra falou:

- Tudo bem minha filha, você vai falar com Zico.

- Alguns segundo depois:

- Zico?

- Sim?

- Zico, pelo amor de Deus não vá embora do Flamengo, não faça isso com os torcedores do Flamengo, nós não vamos agüentar se você for embora… e tome conversa.

- Olhe Vera, já está tudo acertado e infelizmente eu vou ter que deixar o nosso Flamengo. Eu não posso dar mais informações por telefone, mas amanhã estarei dando uma coletiva para explicar os motivos da minha saída. Muito obrigado por sua preocupação.

- Obrigado a você Zico, por ter falado comigo. Boa sorte e volte logo.

Valeu a insistência.

Para nossa alegria, alguns anos depois Zico voltou e ainda nos presenteou com vários títulos e atuações maravilhosas.

Não sei se esse telefonema teve alguma coisa a ver com isso.

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“CAUSOS” E HISTÓRIAS DE FUTEBOL

18 setembro, 2009 as 11:08 Categoria Humor+ Humor do fim de semana

“Quartota”, o ponta direita

Lá pelos idos dos 80, eu trabalhava no Banorte e o meu primo “presepeiro” Gildo, trabalhava no Bradesco.

Todo ano o nosso sindicato promovia o Campeonato dos Bancários.

A competição durava cerca de dois meses com jogos sempre aos sábados pela manhã.

Eu não fazia muita falta ao time do Banorte, já que era reserva daqueles que só entravam em última instância, ou seja, quando alguém se machucava e eu era o único no banco de reservas. Mas modéstia a parte, nunca fiz feio nas vezes em que fui chamado.

Já o status de Gildo era outro. Ele era o principal atacante do time do Bradesco. O problema eram os jogos no sábado pela manhã.

Teve um ano em que o campeonato foi disputado no campo do SESC e próximo tinha um boteco – o Bar de Seu Raimundo, que servia uma panelada de primeira – e que a turma de bancários gostava de freqüentar, sendo Gildo um dos mais assíduos.

Sábado, dia de jogo e o Bradesco abriria a rodada logo às 9:00 horas. O time já se preparando para entrar em campo e nada de Gildo aparecer.

Seus colegas resolveram ir procurá-lo lá em Seu Raimundo. Não deu outra. Lá estava o “pinguço” com a tradicional “quartota” (um quarto de uma garrafa de cana) na mesa e devorando um prato de panelada.

Com muita dificuldade conseguiram leva-lo para o campo e o convenceram a vestir o uniforme. Ele iria iniciar a partida no banco de reservas, enquanto se recuperava da bebedeira.

Começa o jogo e em menos de 15 minutos o Bradesco já perdia por 2 a 0. O treinador do time, que normalmente era um dos gerentes da agência, se virou prá Gildo e perguntou: “E aí, dá prá entrar?”. E Gildo: “Na hora!!!”.

Na primeira jogada, ele recebeu um lançamento em profundidade e saiu correndo em direção a bola. Quando “tava” bem pertinho de alcançá-la, já perto da linha de fundo, ele parou, se ajoelhou e começou a vomitar no campo.

A panelada de Seu Raimundo ficou toda espalhada no gramado.

Um dos amigos que tinham ido pegá-lo no boteco, gritou: “Aí, Gildo. Quer outra “quartota”? Tem que aproveitar a panelada”.

Desde esse dia, ele ficou conhecido nos meios esportivos bancários como “Quartota”.

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“CAUSOS” DE FUTEBOL

7 fevereiro, 2009 as 11:56 Categoria Estadual do RN+ Futebol Nacional+ Humor+ Humor do fim de semana

Durante um bom tempo, eu escrevi no site www.futeboldorn.com.br, uns “Causos” de Futebol. Cheguei a publicar cerca de 80 “Causos” e que um dia (só Deus sabe quando) pretendo transformar em livro. Aproveitando que amanhã é dia de POTIBA, o clássico mais importante do futebol mundial, vou republicar um causo envolvendo esse derby. De repente, vez por outra, eu posso brindar os meus milhões de leitores com alguns dos meus causos.

O Potiba do “troca-troca”

Final dos anos 70, e na preparação da dupla Potiba para o Campeonato Estadual foi marcado um amistoso para a apresentação das equipes.

O assunto mais comentado no meio esportivo à época foi a iniciativa do presidente do Fluminense, Francisco Horta, de promover um “troca-troca” entre jogadores do Fluminense e do Flamengo.

Essa história deu no que falar pelo Brasil afora e vários clubes resolveram adotar essa medida como contenção de custos.

E como não podia deixar de ser a moda também chegou a Mossoró.

As diretorias de Potiguar e Baraúnas resolveram fazer uma permuta entre alguns jogadores que por um motivo ou outro não haviam se adaptado ao seu clube de origem.

Então tivemos pela primeira vez na história do futebol mossoroense, um “troca-troca” entre jogadores de Potiguar e Baraúnas.

Lá em Mossoró, essa expressão “troca-troca” tem um sentido bem diferente de uma simples troca de jogadores entre dois times, e muitos desses jogadores não gostaram de ter os seus nomes associados a esse tal de “troca-troca”.

Bem, mas voltemos ao amistoso.

O juiz da partida era Nehemias Cunha, famoso por suas tiradas engraçadas e por seu bom humor.

Começa o jogo, que de amistoso não tinha nada e logo aos vinte e poucos minutos um jogador do Baraúnas acerta uma cacetada num jogador do Potiguar que cai se contorcendo em dores. Nehemias se dirige calmamente para o agressor e fala:

- “Que é isso meu filho. Vocês acabaram de “trocar” e você faz uma coisa dessas com o rapaz?!!!”

O jogador do Baraúnas que já estava p… da vida com a história do “troca-troca” e com a gozação dos torcedores nas arquibancadas, senta a mãozada no pé do ouvido do juiz que não deixa barato e parte para o revide.

Os jogadores do Potiguar vão prá cima dos jogadores do Baraúnas e o jogo se transforma numa pancadaria generalizada, que só termina uns vinte minutos depois com a intervenção da polícia, que teve que pedir reforço para conter os brigões.

Depois dessa, nunca mais se falou em “troca-troca” na “Terra que combateu Lampião”.

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