LADEIRA ABAIXO

9 setembro, 2011 as 11:21 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

Deixemos de lado as questões cropológicas que envolveram o Flamengo durante a semana, e vamos tratar de futebol.

Em 31/08/11 eu escrevi nos Palpites Espetaculares em relação ao jogo Avaí e Flamengo: “O imbecil, tapado, jumento, besta quadrada, energúmeno, egocêntrico, prepotente, nojento, gasturento, ex-treinador “Vandemburgo Luxerley” (voltou tudo e mais alguma coisa por ter defendido aquele “troço” do Welington depois da lambança no clássico), precisa fazer o Flamengo voltar a vencer se quer pensar pelo menos em vaga na Libertadores. Esse futebolzinho meia-boca que o Flamengo vem apresentando nas últimas rodadas deixa a impressão que vai despencar a qualquer momento na tabela de classificação. Ninguém agüenta mais essa insistência com Deivid e Ronaldinho Gaúcho não vai conseguir resolver sempre. Ah! Vamos ao palpite: apesar de tudo, Flamengo 2 a 1”.

Pois é. Naquele dia deu Avaí 3 a 2 numa atuação ridícula do Flamengo em que o “Sujeitinho Asqueroso” nos obrigou a suportar Deivid enterrando o time durante o jogo inteiro.

O texto em negrito acima, não é nenhuma cisma com o “Sujeitinho Asqueroso”, não é secação para vê-lo se escafeder do Flamengo. É a mais pura realidade. É entender um mínimo de futebol (no meu caso específico, um máximo) e assistir aos jogos sem a cegueira tradicional do torcedor. A boa campanha em grande parte do primeiro turno e aquela invencibilidade fajuta robustecida por empates contra times medíocres e outros em que foi completamente dominado pelo adversário, conseguiram encobrir o futebol de péssima qualidade que alguns jogadores importantes vinham e vêem praticando. Nunca me alimentou falsas esperanças. Muito pelo contrário. Sempre me deixou a impressão de que a qualquer momento a maionese iria desandar. E desandou. O título hoje é algo completamente fora de cogitação. O “proxeto” agora é a Libertadores. Me engana que eu gosto “Wandemburgo”!

As entrevistas do “Sujeitinho Asqueroso” após cada vexame dessa série de sete, estão ficando a cada dia mais ridículas e constrangedoras. Naquele papelão contra o Bahia ele chegou ao cúmulo de afirmar que apesar da derrota, o “Flamengo tinha vencido”(?!), porque em função dos tropeços dos outros adversários conseguiu manter a mesma diferença de pontos em relação ao líder. Ontem, depois de achar normalíssimo ser sufocado durante 90 minutos pelo Corinthians – um time sob enorme pressão e em visível decadência técnica – e perder de virada, ele jurou de pés juntos que a situação do Flamengo melhorou na tabela de classificação, porque a diferença para o líder que era de 10 pontos até a décima rodada, agora é de apenas 7. Vai te catar, imbecil. E ainda tem repórter babaca que fica engolindo essas asnices e babando o ex-treinador com perguntas idiotas que só servem para acentuar o seu egocentrismo. Nenhum tem coragem de questionar suas substituições sem sentido, que via de regra só conseguem piorar o time. Porque não perguntar, por exemplo: o que diabos você pretendia colocando aquela coisa horrorosa do Botinelli no lugar de Thiago Neves logo após sofrer o gol de empate?

Enquanto durante longuíssimas 12 rodadas o Flamengo do “Sujeitinho Asqueroso” conseguia a proeza espetacular de “diminuir” em três pontos a diferença para o líder (10 para 7), conseguia também ser ultrapassado por Botafogo e Vasco e pode ser por Fluminense e Palmeiras já na próxima rodada. E o Internacional, mesmo aos trancos e barrancos, vem encostando. Sorte que o Cruzeiro, o grande favorito ao título antes do início do campeonato não decola, se não seria mais um na fila de ultrapassagem.

Eu só espero que nessas próximas 16 rodadas, o Flamengo consiga pelo menos conquistar uns 11 pontos (pode até ser 11 empates, para bater o recorde), chegue aos 47 e se livre do rebaixamento.

PS.:

1 – Só para não passar em branco: uma das raras boas atuações do Flamengo nesse Brasileirão, foi no primeiro tempo contra o Corinthians, despedida do Pet. E apenas e tão somente por causa dele. Petkovic com cinqüenta anos, uma perna só, acima do peso, sem treinar, ainda é melhor do que Fierro, Botinelli, Renato Abreu, Willians e outras barangas que empestam de ruindade o meio de campo rubronegro.

2 – Todos aqueles adjetivos para definir o ex-treinador do Flamengo, estavam me custando muito tempo e espaço de digitação. Então resumi tudo em: “SUJEITINHO ASQUEROSO”. Sucinto, perfeito e definitivo.

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WILLIANS, O CENTENÁRIO – 100 jogos testando minha paciência

8 novembro, 2010 as 16:12 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

Eu vou continuar com o blog, porque nunca vi um 1 a 0 com tanta cara de 1 a 1.

O “trem virado” foi homenageado antes do início da partida. Recebeu uma placa comemorativa pelos cem jogos com a camisa do Flamengo. Nessa placa faltou acrescentar: “…e 1.257.346 passes errados”. Ganhou até beijinhos de agradecimento da presidenta Patrícia Amorim. Em retribuição a tantas homenagens e agradecimentos, realizou mais uma partida bisonha.

Quanto ao jogo… Deixa prá lá.

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E AGORA ANDRADE?

19 abril, 2010 as 13:39 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional

Andrade já declarou que chegou ao seu meio de campo ideal quando escalou Toró, Maldonado e Willians juntos. Confesso que senti calafrios quando li essa notícia. A primeira vez que isso aconteceu foi no segundo tempo do empate contra o Universidade do Chile. Não sei o que foi que ele viu de tão extraordinário nessa formação. Por infeliz coincidência, foi logo após a entrada do chileno, que o Flamengo começou a ser pressionado depois de conseguir a virada e acabou cedendo o empate. Não que Maldonado possa ser responsabilizado por esse resultado desastroso. Muito pelo contrário. Repito: dos três ele é o único com capacidade de ser titular no Flamengo.

Essas declarações e essas escalações estapafúrdias, só servem para fortalecer a idéia de que Andrade tá “perdidinho da silva” com essa situação imposta pela diretoria rubronegra, de não contar com Petkovic como titular absoluto do seu time.

Ele repetiu essa formação (sempre variando o quarto homem entre Michael, Vinícius Pacheco e Petkovic) nos jogos contra o Vasco – uma vitória que não convenceu ninguém – e contra o Universidad Católica, naquela vergonha que já entrou para a história dos grandes vexames do Flamengo em Libertadores.

E ontem contra o Botafogo ele insistiu com esse seu “meio de campo ideal”. Foi necessário que o Flamengo começasse o jogo sendo dominado pelo limitadíssimo time de Joel Santana até sofrer o primeiro gol (pênalti inexplicavelmente cometido por Angelim), para ele tomar a atitude mais ousada de sua carreira de treinador: trocar o inútil Toró por Vinícius Pacheco ainda aos vinte e cinco minutos. Que ousadia!

O Flamengo melhorou, pressionou um pouco mais e acabou chegando ao empate no final do primeiro tempo. Empate merecido.

E poderia ter chegado à virada no segundo tempo. Mas o “Império dos Privilégios Amorosos” não funcionou e em mais um cruzamento na área, Maldonado – também inexplicavelmente – cometeu pênalti e ainda foi expulso. O Botafogo fez 2 a 1 e se fechou definitivamente explorando os contra-ataques. Em um desses, o xodó de Joel, Caio, poderia ter definido o jogo. Perdeu um gol feito. O castigo pelo gol perdido, quase viria logo depois, quando o juiz marcou outro pênalti em agarra-agarra dentro da área. Pra ficar ainda melhor, Herrera por pouco não agrediu o juiz após a marcação do pênalti e acabou sendo expulso. Era só empatar e partir para a virada, agora que as duas equipes estavam iguais em número de jogadores. Mas prá fechar com chave de ouro a sua atuação discretíssima, Adriano perdeu o primeiro pênalti de sua carreira. Realmente era o dia do Botafogo.

Sobrou agora para esse Flamengo completamente sem comando e seu desarvorado treinador, brigar já nessa quarta-feira por uma vaga na próxima fase da Libertadores contra o inexpressivo Caracas. Uma vitória por dois gols de diferença já é suficiente. Não pensem que vai ser moleza. Com esse “meio de campo ideal” de Andrade, não tem jogo fácil.

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FLAMENGO X PET

1 abril, 2010 as 13:55 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões

Não restam dúvidas de que o Flamengo está querendo se livrar de Petkovic. Ele não combina com essa fase de “Império dos Privilégios Amorosos”, de “barraco” de mulher de jogador durante os treinos, de páginas policiais, de convívio sem qualquer constrangimento de jogador com traficantes e seus parentes, que se instalou na gestão de Marcos Braz.

Quer dizer que o Flamengo agora se transformou num exemplo de organização orçamentária? E esses novos preceitos econômicos só se aplicam a Petkovic? O único contrato que pode provocar um “estouro” nesse orçamento maravilhoso e bem elaborado é o de Petkovic? Qual o problema em renovar o contrato de Petkovic até o final de 2011? Querem mantê-lo no clube através de um contrato do tipo “Contrato de Locação de Imóveis” renovável a cada seis meses?

Tem uma “barangada” fazendo volume aí na Gávea, alguns contratados recentemente a peso de ouro e outros que não tem problemas de renovação porque fazem parte da panelinha da diretoria e do treinador, que não jogam porcaria nenhuma. Juntando tudo não dá uma perna do sérvio.

A diretoria rubronegra gasta o que não tem – ou que nunca teve – para manter esse ridículo “Império do Amor” que já tem seus dias contados para desabar. O final da Copa do Mundo. Qual o time do Flamengo para o segundo semestre? Será que Andrade, que não faz esforço nenhum para manter Petkovic no seu grupo (aliás, o único esforço que Andrade faz é para se manter no cargo) acredita que esse “boçalzinho” do Vinícius Pacheco vai substituir Petkovic à altura num campeonato acirrado como é o Brasileirão? E ainda corremos o sério risco de ter que suportar um ataque formado por Dênis Marques e Bruno Mezenga.

Que os críticos de Petkovic façam bom proveito.

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JÁ ESTOU ME TORNANDO REPETITIVO

5 fevereiro, 2010 as 14:43 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional

Mas não tenho como deixar de me irritar com esses jogos do Flamengo contra times minúsculos – podemos até incluir aí o primeiro tempo contra o Fluminense – nessa Taça Guanabara.

São umas verdadeiras aberrações táticas e técnicas. Ninguém se entende do meio de campo pra trás. Esse 3 a 3 contra o Olaria na quarta-feira, foi uma coisa de maluco. E concordo com Adriano: o Flamengo se dê por satisfeito com o empate, porque mereceu perder.

Duas simples ausências – Airton (vendido) e Maldonado (contudido) – em relação ao time do hexa provocaram esse pandemônio no sistema de marcação do time do técnico Andrade, que parece não ter nenhuma solução à vista. Muito pelo contrário. Tem insistido com Toró como primeiro volante e o “coisa ruim” continua sem conseguir marcar ninguém e aprontando suas “presepadas” como na expulsão e no pênalti que originou o terceiro gol do Olaria.

Essa lambança de Toró é muito mais passível de punição do que os “chiliques” de Petkovic no intervalo do jogo contra o Fluminense.

Por mais que critiquemos os privilégios de Adriano e Vagner Love dentro do elenco rubronegro, a verdade nua e crua é que a dupla “Império do Amor” vem salvando o Flamengo de maiores vexames no Campeonato Carioca.

E um aviso para o “Seu” Angelim, por quem nutro enorme respeito. Essa história de: “enquanto a defesa sofrer 3 e o ataque fizer 5 tá bom demais” é engraçada e funciona enquanto o time estiver ganhando. Mas na quarta-feira, o sistema defensivo do Flamengo esteve tão mal, que se tivesse ocorrido o contrário (5 a 3 para o Olaria), não seria nenhum absurdo.

Abra o olho, seu Andrade!

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OBRIGADO “TIANTÔIN”!

11 dezembro, 2009 as 09:26 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

O Flamengo perdeu um dos seus mais ilustres torcedores: Antonio Fernandes de Queiróz. Tio Antonio. Ou simplesmente, “Tiantôin”. Meu padrinho de crisma. Foi sepultado ontem e levou junto com ele uma camisa do seu time do coração. Ainda teve tempo de ver o seu “Mengão” ser hexa, ainda que de um leito de hospital, onde se encontrava bastante debilitado devido a complicações respiratórias. Se realmente existe algum sentido nessa frase, podemos dizer que: “morreu feliz”.

Graças a “Tiantôin”, toda uma geração de primos escapou da desgraça de se tornar vascaíno.

Casado com Tia Vilani – com quem já deve ter cruzado lá no céu -, de uma família de quatro irmãos vascaínos chatos de doer e que tentaram nos subornar de todas as formas, ele criou os seus três filhos, Gildo, Toinho e Caio César sob o “Manto Sagrado Vermelho e Preto” e nos levou juntos: eu, Caio Valério e Deppe (irmãos) e Falcão Neto (primo). Nossos filhos vão seguindo na mesma paixão rubronegra e com certeza levarão juntos nossos netos, bisnetos, tataranetos…

E tudo começou com “Tiantôin”!

Domingo em meio às comemorações brindamos ao flamenguista mais espetacular e fiel que conhecemos.

Muito obrigado “TIANTÔIN”. E dê um abraço em Dequinha (craque mossoroense que brilhou no mais querido).

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A ALEGRIA DE SER RUBRONEGRO!

7 dezembro, 2009 as 16:04 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

Cá estou de volta. Sobrevivi. Ainda à meia boca. Doido pra voltar pra minha rede. A pressão arterial normalizando aos poucos. Mas numa felicidade que não tem tamanho. Impossível de dimensionar.

Tinha que ser daquele jeito?

O tricolor gaúcho surpreendeu a tudo e a todos e isso acabou sendo bom para a conquista do Flamengo. O torcedor sempre quer moleza. Sofrimento zero. Todo mundo falava em conquista do título ainda no primeiro tempo, mas o que vimos foi um Grêmio realizando talvez a sua melhor partida fora de casa no campeonato. Pense num sufoco!

Felizmente tudo acabou bem. Numa tarde em que Petkovic e Adriano não conseguiram jogar tudo o que sabem (a molecada do Grêmio marcou os dois muito bem), quem resolveu a parada foi o “destrambelhado” David e o novo “Deus da Raça” rubronegro (será que eu tô exagerando?), o cearense “cabra da peste” Ronaldo Angelim.

Valeu demais, “Mengão”!

No decorrer da semana, repercutirei mais essa maravilhosa conquista, com algumas imagens da festa que fizemos lá em casa ontem e comentarei também sobre a classificação final desse empolgante Brasileirão 09.

Agora eu vou voltar pra minha rede.

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A GUISA DE ESCLARECIMENTO

20 novembro, 2008 as 13:45 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

Não quero aqui questionar se o Flamengo teve ou não um Campeonato Brasileiro tranqüilo. Se não correu nenhum risco de rebaixamento como em edições anteriores e se até o momento, sua pior colocação na competição foi um sétimo lugar. Para quem acha que “sossego” na tabela de classificação é suficiente para um time penta-campeão brasileiro e que há 16 anos não conquista um título brasileiro, que solte rojões, desça o Alto de São Manoel em cima do “Lazarão” ou corra nu na Praia do Meio.

Questiono sim, não me conformo e não vou me conformar nunca, com o fato de o Flamengo – levando em consideração a qualidade do seu elenco em relação ao dos dois principais candidatos ao título, São Paulo e Grêmio – chegar às três últimas rodadas desse campeonato de nível técnico medíocre, com apenas 3% de chances de conquistar o tão sonhado “Hexa”. Faltou coragem, faltou arrojo, faltou ousadia, faltou vergonha na cara em alguns momentos e principalmente faltou inteligência ao treinador encarregado de conduzir esse time às conquistas tão desejadas pela imensa e fantástica “Nação Rubro-Negra”.

Não faço marketing de ninguém, a não ser de mim mesmo – uma vez que me considero um dos maiores (com certeza estou entre os cinco primeiros) entendedores de futebol do Brasil, quiçá do mundo – e desse blog, que muito em breve, espero, estará sendo comprado por alguns milhões de dólares, pelo UOL, Google, Globo.com ou qualquer outro grande conglomerado “internético” do mundo.

“Mengão”, com ou sem “Cego” Júnior até morrer!

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Análise, Flamengo Rumo ao Hexa!

12 julho, 2008 as 09:05 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

A décima rodada é a típica rodada mal compreendida se não se vê o panorama do campeonato. O jogo contra os históricos rivais do Atlético MG, ainda mais no Mineirão, nunca é fácil, tanto que o Flamengo tem desvantagem no confronto direto em Brasileiros. Se é verdade que o Flamengo precisa arriscar para vencer uma das três partidas fora de casa (Atlético, Coritiba e Portuguesa), também é verdade que é preciso ver se os adversários diretos vão vencer no Mineirão. O Palmeiras já empatou lá, difícil imaginar que todos vençam.

A pontuação para título é, a grosso modo, 2 pontos por jogo. Não existe isso em um jogo, então é melhor pensar 4 pontos a cada duas rodadas. Essa é a necessária para ser campeão. Um fora, um em casa, 4 pontos. Ninguém suporta esse ritmo, vários perdem, vários empatam em casa. Um ou outro segue nesse ritmo forte.

Talvez o amigo ache que essa rodada foi um empate para o Fla. Não foi. O Flamengo livrou um ponto a mais do São Paulo, e viu Palmeiras e Cruzeiro perderem pontos irrecuperáveis, pois o Flamengo venceu os jogos dos dois tropeços. Melhor, quando se analisam resultados, ver os dois últimos jogos, e o Fla cumpriu sua missão:venceu em casa,empatou fora e sai dessa rodada melhor do que quando saiu, pois mantém os 5 pontos sobre os adversários de peso e escapou de uma rodada onde tinha compromisso mais difícil que seus adversários.

O empate, isoladamente considerado, seria um bom resultado. Os tropeços de SP, Palmeiras e Cruzeiro transformaram a décima em mais uma boa rodada para o Fla. É praticamente certo que os 32 pontos na 15ª rodada vão deixar o Flamengo em uma liderança folgada (a pelo menos 3 pontos do vice líder) para enfrentar as dez rodadas de fogo entre a 16ª e a 25ª. Para isso, o Flamengo precisaria de 09 pontos nos 5 próximos jogos (Vasco, Coritiba fora, Vitória em casa, Portuguesa fora e Botafogo em casa). O que ultrapassar os 32 irá ser gordura além dos 3 pontos de distância. Provavelmente, com 32 pontos o Fla manterá 5 pontos sobre o vice líder (que não deverá ser o Vitória). Se fizer mais, aumentará a vantagem.

Em relação à média inglesa, mais que suficiente para o título (vitória em casa, empate fora e 2 pontos por jogo neutro), o Fla está com +2. Em relação à campanha do ano passado, estamos a +4.

TÍTULO – A conta continua nos 75/76 pontos. Chegar após o jogo contra o Botafogo na liderança é fundamental, para que o Fla possa suportar o ataque que sofrerá nas dez rodadas seguintes (5 confrontos diretos, fla-flu, Vila Belmiro) ou, se não suportá-lo, que se mantenha próximo para a arrancada final. Uma vitória domingo seria fundamental, porque é uma rodada em que os adversários perderão pontos.

O VITÓRIA Já tem 40% da sulamericana e surpreende, mas muito de sua campanha se dá pelo calendário que teve até o momento. Tem uma sequencia dura agora (Flu no Maraca, São Paulo em casa e Flamengo no Maraca), pode perder a passada. O ideal é que o Flu o derrube, e eles arranquem pontos do São Paulo.

O CRUZEIRO perde pontos irrecuperáveis em Ipatinga (o que aumenta o peso da nossa vitória no Ipatingão) e tem 3 compromissos duros até a 15ª: clássico contra o Galo, Grêmio e Flu fora. Se fizermos os 32 pontos, eles ficarão distantes. Um que pode ameaçar ou nos ajudar é o GRÊMIO, que continua a -5, mas recebe Palmeiras e Cruzeiro, além de sair pra Ilha e Orlando Scarpelli. O Grêmio joga mal fora de casa, e tal defeito simplesmente torna impossível um título. Luta por Libertadores, e com esse calendário não irá ameaçar o Fla com 32 pontos, razão pela qual podemos torcer por eles contra nossos rivais diretos. Mas recebe a Portuguesa domingo, tropeço sempre é bom.

O PALMEIRAS e SÂO PAULO são constantemente apontados como favoritos. O alviverde está a -5, o tricolor a -9. A situação do São Paulo já está cinzenta: precisa de 61 pontos em 28 jogos, mais ou menos a campanha do Flamengo até agora, o que não é fácil. E tem jogos duros pela frente: Barradão e Beira-rio. Um empate domingo seria ótimo para segurar os dois e, dependendo dos resultados do Flamengo, uma eliminação do São Paulo poderá ser realidade em poucas rodadas. O pior resultado é a vitória do Palmeiras, que tem jogos duros, mas em casa; exceção feita ao jogo fora contra o Grêmio. Pela tabela, rovavelmente será o vice-líder após a 15ª rodada, portanto a diferença entre Fla e Palmeiras é o termômetro a se medir esse trecho do campeonato. (e qual o jogo da décima-sexta rodada? Palmeiras e Flamengo em São Paulo).

O empate é o resultado ideal porque tira 4 pontos (2 de cada) de adversários diretos; apesar do Palmeiras estar mais próximo, a vitória do São Paulo não é exatamente o ideal porque só temos um jogo contra eles, e no Morumbi.

O INTERNACIONAL continua na sua situação delicada, agora acompanhado pelo São Paulo,ambos a -9 da liderança. Muitos dizem que “ bastam algumas vitórias e se entra no bolo”. Isso não é verdade. A linha do líder sobe, em média, 2 pontos por jogo. Pode ficar parada por duas rodadas, pode o líder vencer 3 seguidas (como o Fla já fez 2 vezes esse ano); mas a média é de 2 pontos a mais por jogo.

Por isso, um clube que está a -9 da liderança tem que vencer 9 vezes seguidas para nela chegar. Isso em média. É claro que se pensa “ bom, mas se o Flamengo perder 3 e o Inter ganhar 3?”. Em primeiro lugar, isso é improvável. Mas pode acontecer. Mas aí o Flamengo não seria mais líder, perdendo as 3: Vitória, Grêmio,outro clube assumiria a liderança e a pontuação do líder subiria mesmo assim.

Por que essa explicação? Porque o Inter venceu duas seguidas e continua muito longe: em duas rodadas saiu de -11 e chegou a -9. Duas vitórias, tirou dois pontos. São Paulo está nessa mesma situação agora. Mas o Inter tem calendário mais acessível que o tricolor, pode chegar. Felizmente, teremos um confronto direto entre os 2 em 4 rodadas: se o Flamengo tiver pontuado bem, teremos um jogo praticamente eliminatório na 14ª rodada; isso se ambos não tiverem perdido mais pontos antes mesmo disso.

É claro que ambos lutam claramente por Libertadores, mas o título não está fácil. Inter agora vai a Baixada, sua derrota combinada com a vitória do Fla o deixaria a -12, precisando de aproximadamente 12 vitórias seguidas para disputar a liderança a partir do último terço do campeonato (mesmo caso do São Paulo).

Se é preciso para levar o título 4 pontos a cada duas rodadas, a Libertadores já está mais perto do Fla: bastam agora 3 pontos a cada duas rodadas. Vencendo um jogo e perdendo o seguinte, o Fla estará na Libertadores com 2 rodadas de antecipação.

Faltam 53 pontos para o título (média de 1.89 por jogo), 41 pontos para a Libertadores (média de 1.49 por jogo), 28 pontos para a Sulamericana (1 por jogo) e 20 pontos para a Serie A 2009 (média de 0.74 por jogo). A campanha atual do Flamengo é de 2.30 pontos por jogo.

O Fla já conquistou 31% do hexa, 36% da vaga para a Libertadores 2009, 42% da Sulamericana 2009 e 54% da permanência na Serie A.

texto retirado da comunidade do Flamengo no orkut.

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