Pra quem gosta de futebol na TV, a noite de ontem foi um prato cheio. Pena que todos os jogos foram quase no mesmo horário. E é que não sou assinante da SKY.
Na ESPN, Fluminense e Águia. Na Bandeirantes, Santos e CSA. Na Globo, Sport e Colo-Colo. Na Fox, São Paulo e América de Cali (único jogo que não dei “cabimento”) e na ESPN Brasil, Santos e CSA.
Comecei com Sport e Colo-Colo, jogo chato de doer.
Então fui secar o Fluminense. O Águia poderia ter despachado o time de Parreira ainda no primeiro tempo. Passei por São Paulo e América, mas era um jogo difícil de assistir e desisti na primeira passagem.
Mudei para Santos e CSA no momento em que o “azulão nordestino” fazia 1 a 0 e um dos finalistas do Paulistão entrava em parafuso. Fiquei por lá mesmo. Adoro ver time grande se descabelando contra time pequeno quando toma um gol. E o CSA suportou “direitinho” a pressão atabalhoada do Santos. O goleirão pegou tudo e aquele tal de Neymar, “a revelação do século”, é um “pipoqueiro” sem tamanho. Se não agüenta o tranco de uma partida bem disputada, que vá terminar de crescer e ganhar corpo de gente grande.
No intervalo voltei para Sport e Colo-Colo. Logo no início do segundo tempo, o Colo-Colo fez 1 a 0. Fiquei “puto e fui ver o sofrimento do Fluminense, que voltou pressionando mais, mas sempre correndo riscos nos contra-ataques do Águia. Porém numa jogada individual aos 12 minutos, o garoto Maicon que estava no banco abriu o placar para o tricolor. Era o começo do fim dos sonhos “marabaenses”. Voltei para Sport e Colo-Colo a tempo de ver o “Leão” empatar, mas o jogo continuava uma chatice só. Então fui outra vez para Santos e CSA. O desespero santista aumentava a cada gol perdido e a cada grande defesa do goleiro Jeferson. Fiquei até o fim torcendo pelo CSA, ao mesmo tempo em que era informado do segundo e terceiro gols do Fluminense e da virada do Sport.
O Santos deu adeus a Copa do Brasil a exemplo do Botafogo, o Fluminense segue pra enfrentar o Goiás – e dessa vez não escapa da eliminação – e o Sport está classificado para a próxima fase da Libertadores.
Ah! Mais cedo, pelo rádio, vi, isto é, ouvi, a derrota do ABC para o Atlético Paranaense. Deve ter sido culpa do gramado, do tamanho do campo, da arbitragem… né Heriberto? Copa do Brasil? Nem nesse e nem no próximo ano, “magote de bosteiro”!
Eu não sei onde estou com a cabeça, que fico me metendo a escrever sobre futebol nesse blog.
Ontem assisti o jogo Flamengo e Remo pela ESPN, com comentários de Paulo Vinícus Coelho. Pense num cara chato! O sujeito passou o jogo todo elogiando a atuação de Willians: “preciso nos desarmes, apesar dos erros de passes”, “a sua ótima atuação foi premiada com um gol”.
Quando chego em casa que ligo na Rádio Globo, tá lá o conceituadíssimo Luiz Mendes, uma lenda viva da crônica esportiva brasileira, elegendo Willians como um dos destaques da partida. Só não foi o melhor, por causa da convincente atuação do atacante Emerson, o craque do jogo segundo o veterano comentarista.
Depois dessas, cheguei a triste conclusão que não entendo porcaria nenhuma de futebol. Logo eu que cheguei a me auto-proclamar (ainda tem tracinho?) perante os amigos, leitores e familiares como o “cara que mais entende de futebol no mundo”.
Pra mim o pior jogador do jogo Remo e Flamengo foi exatamente aquela “baranga” do Willians. Apesar do gol.
Fui dormir meio confuso, apesar de só ter tomado umas cinco latinhas durante o jogo.
Ontem à noite eu voltei a sentir um forte orgulho e a grande alegria de ser rubronegro.
Jogando na Argentina contra o time argentino do Quimsa, o basquete do Flamengo conquistou o título da Liga Sulamericana.
Foi um jogo pra quem tem nervos fortes. Eu infelizmente não tenho. Na hora do sufoco mudava de canal (a ESPN Brasil transmitiu o campeonato). Os segundos finais foram uma eternidade. Mas afinal veio a vitória – contra o ótimo time argentino, a “catimba” e a torcida – e o título inédito para o “Mengão”.
Marcelinho o nome do jogo e do quadrangular final, desabafou após a conquista: “Estamos jogando com salários atrasados, ouvindo promessas e mais promessas, e todos aqui mostraram caráter e profissionalismo. A melhor coisa que poderia acontecer era esse título, foi uma enorme recompensa a todos nós”. “Só nós sabemos tudo o que estamos passando. Agora, somos o melhor time da América do Sul. Esse título coroa um trabalho muito bem feito, marcado pelo empenho, pela raça, pela superação e, principalmente, pelo companheirismo e pelo comprometimento que nós temos com essa equipe”.
Pois é Marcelinho. Você, os demais jogadores e a comissão técnica mostraram caráter, profissionalismo, comprometimento e principalmente amor ao “Manto Sagrado Rubronegro”. Sentimentos que faltam aos dois “picaretas” que comandam o Flamengo, Márcio “Clodôbraga” e Kléber “Megalomaníaco” Leite, que no início do ano ameaçaram acabar com o departamento de basquete do clube.
Mas esses dois, com certeza, vão querer usufruir dos louros da vitória. Devem estar preparando uma mega festa numa churrascaria “chiquerrézima” do Rio de Janeiro, regada a champagne francês e carnes nobres e já devem ter prometido aos jogadores que no máximo em quinze dias (esse é o prazo preferido deles) o problema com atraso de salários estará resolvido.
Ao final da partida de ontem, o comentarista Vlamir Marques da ESPN desabafou emocionado: “Eu não sei se o momento é propício ou se eu tenho alguma coisa a ver com isso. Mas atenção diretoria do Flamengo, vamos resolver o problema desses meninos”.
Eu me lembrei de quando o vôlei feminino foi campeão da Liga Nacional na época de Edmundo Santos Silva e as “meninas” estavam nessa mesma situação dos meninos do basquete – ou pior – e a atacante Leila que comandava aquela equipe ao lado de Virna, gritou em meio a comemoração: “Alô Edmundo! Agora vê se paga os nossos salários”. No outro dia tornou-se “persona non grata” na Gávea.
É provável que agora a diretoria rubronegra proíba os jogadores do Flamengo de dar entrevista na emissora em que Vlamir trabalha.
Valeu “Mengão”!
PS: Neto, não são três e sim quatro meses de salários atrasados.
De acordo com o tira teima da ESPN, o tão famoso penalti em cima de Diego Tardelli no jogo Cruzeiro 3×2 Flamengo não existiu.
Diego Tardelli tropeçou na bola dentro da área, o árbitro Simon não deu penalti então Kleber Leite fez a maior “zuada” e entrou com uma ação contra o juiz. Veja o vídeo abaixo: