O QUE FOI AQUILO, GENTE?!

24 outubro, 2008 as 14:09 Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

O jogo começou como têm sido os últimos jogos do Flamengo nesse Brasileirão. Muitos erros de passe, defesa desarrumada, meio de campo sem nenhuma criatividade, Léo Moura dispersivo na lateral direita e Luizinho terrível na esquerda.

Aos nove minutos o Coritiba teve duas oportunidades no mesmo lance de abrir o marcador. Bruno salvou.

Aos treze aconteceu um lance que começou a definir o que seria o jogo dali pra frente. Obina cabeceou com estilo uma bola na trave do Coritiba e mostrou que estava no jogo, e o mais importante, muito a fim de jogo.

Pouco depois, Jailton tentou um passe em profundidade – e bote profundidade nisso – para o “xodó” rubro-negro, e só ele mesmo para acreditar num lance daqueles. O zagueiro estava a uns três passos da bola, Obina a uns trinta. Mesmo assim ele conseguiu se antecipar e chegar primeiro e o zagueiro atônito acabou fazendo o pênalti. O aniversariante do dia Léo Moura, foi para a cobrança, bateu mal, mas conseguiu completar para o gol no rebote do goleiro.

A partir daí o Coritiba se abriu completamente e ofereceu o contra-ataque ao Flamengo que teve chances de liquidar a partida, mas continuava errando muitos passes. Finalmente em um bem encaixado por Kleberson, ele serviu Obina – “o craaaaaaaaaqueeeee do jogo!” como diria o ótimo Gerson da Rádio Globo – que ajeitou com um pé e chutou com o outro para fazer um golaço e dar seqüência a sua noite gloriosa no Maracanã.

O jogo que parecia dificílimo – e esse blogueiro já alertava e temia por isso – começou a ficar fácil, até porque inexplicavelmente o Coritiba perdeu qualquer poder de reação até o final do primeiro tempo.

Na volta para o segundo, eles ainda esboçaram uma pressão pra cima do Flamengo e o seu melhor jogador, Keirrison, chegou a perder um gol cara a cara com Bruno. Caio Júnior, começou a mexer na equipe e dessa vez as mudanças surtiram efeito. Fernando por Luizinho não mudou muita coisa já que os dois são muito fraquinhos. Max no lugar de Marcelinho Paraíba e Fierro no de Kleberson, deram uma nova cara ao ataque do Flamengo, que até então vivia única e exclusivamente do show particular de Obina. Ibson começou a se soltar no jogo e numa tabelinha perfeita – como há muito não se via no Flamengo – com Fierro, fez outro golaço, o terceiro, pra liquidar de vez a fatura.

Em outro contra-ataque, Obina, sempre ele, já aos 34 minutos, teve gás pra deixar dois adversários na saudade e tocar com maestria para o baixinho Max fazer o quarto. Pouco depois o argentino teve uma oportunidade de ouro para devolver o presente ao dono do jogo, mas foi fominha e ao invés de lhe passar a bola, chutou fraquinho para a defesa do goleiro.

Já nos acréscimos, numa confusão dentro da área, Ibson, que fez um ótimo segundo tempo e tem tudo para voltar às boas com a “Nação Rubro-negra”, foi derrubado na área. Pênalti, que muito humildemente Obina pediu para bater. Mas a torcida pediu Bruno, e o craque modesto, deixou o goleiro cobrar. Bruno esbanjou categoria na cobrança e fechou o caixão do “Coxa”.

5 a 0. Placar surpreendente e inusitado, mas que deve ser encarado com cautela. Os pontos perdidos no final do primeiro turno, naquela seqüência horrorosa de apenas três conquistados em vinte e um possíveis, não podem mais ser recuperados e os confrontos diretos contra Palmeiras e Cruzeiro, devem definir a sorte do “Mengão” no campeonato. Pena que São Paulo e Grêmio venceram os seus jogos em casa – com muita dificuldade, é bom que se frise – e o Flamengo não deve mudar muito de posição nessa rodada, a não ser que o Fluminense vença o seu jogo contra o Palmeiras.

Ainda tem muita pedreira pela frente e o campeonato continua completamente aberto entre os cinco que estão na dianteira.

Vamos pra frente e torcendo para que o “Tapado” Júnior continue acertando mais e errando menos, como aconteceu na bela goleada de ontem.

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ESSE JOGA NO MEU TIME!

3 julho, 2008 as 13:30 Categoria Futebol Internacional+ Libertadores

GUERRON, o craque da LDU e da decisão da Libertadores.

Vestiu a camisa do Flamengo nos momentos que antecederam a decisão, mas depois pediu desculpas a torcida tricolor, justificando desconhecer o tamanho da rivalidade entre os dois clubes cariocas. Gesto de educação. Depois, ao converter o seu pênalti fez um gesto – desnecessário – para o torcida do Flu se calar e tomou cartão amarelo. Mas aí já fazia parte da festa.

Na sua primeira jogada, entortou o zagueiro do Fluminense e deu o passe para o gol da LDU. E depois de correr o jogo todo, defendendo e atacando com precisão, no último minuto da prorrogação ainda teve fôlego para dar um pique do seu campo em direção a área tricolor e só foi parado por Luiz Alberto – expulso no lance – com falta. Se não fosse a falta de Luiz Alberto (que saiu rindo e comentando que aquele havia sido “o pênalti do título”), o “invocado” jogador da LDU teria encerrado a decisão ali mesmo.

Está indo jogar no Getafe da Espanha. Mas quem sabe um dia ele não veste a camisa do “Mengão” de verdade?

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