E AGORA ANDRADE?
19 abril, 2010 as 13:39 Categoria Campeonato Carioca+ Futebol Nacional
Andrade já declarou que chegou ao seu meio de campo ideal quando escalou Toró, Maldonado e Willians juntos. Confesso que senti calafrios quando li essa notícia. A primeira vez que isso aconteceu foi no segundo tempo do empate contra o Universidade do Chile. Não sei o que foi que ele viu de tão extraordinário nessa formação. Por infeliz coincidência, foi logo após a entrada do chileno, que o Flamengo começou a ser pressionado depois de conseguir a virada e acabou cedendo o empate. Não que Maldonado possa ser responsabilizado por esse resultado desastroso. Muito pelo contrário. Repito: dos três ele é o único com capacidade de ser titular no Flamengo.
Essas declarações e essas escalações estapafúrdias, só servem para fortalecer a idéia de que Andrade tá “perdidinho da silva” com essa situação imposta pela diretoria rubronegra, de não contar com Petkovic como titular absoluto do seu time.
Ele repetiu essa formação (sempre variando o quarto homem entre Michael, Vinícius Pacheco e Petkovic) nos jogos contra o Vasco – uma vitória que não convenceu ninguém – e contra o Universidad Católica, naquela vergonha que já entrou para a história dos grandes vexames do Flamengo em Libertadores.
E ontem contra o Botafogo ele insistiu com esse seu “meio de campo ideal”. Foi necessário que o Flamengo começasse o jogo sendo dominado pelo limitadíssimo time de Joel Santana até sofrer o primeiro gol (pênalti inexplicavelmente cometido por Angelim), para ele tomar a atitude mais ousada de sua carreira de treinador: trocar o inútil Toró por Vinícius Pacheco ainda aos vinte e cinco minutos. Que ousadia!
O Flamengo melhorou, pressionou um pouco mais e acabou chegando ao empate no final do primeiro tempo. Empate merecido.
E poderia ter chegado à virada no segundo tempo. Mas o “Império dos Privilégios Amorosos” não funcionou e em mais um cruzamento na área, Maldonado – também inexplicavelmente – cometeu pênalti e ainda foi expulso. O Botafogo fez 2 a 1 e se fechou definitivamente explorando os contra-ataques. Em um desses, o xodó de Joel, Caio, poderia ter definido o jogo. Perdeu um gol feito. O castigo pelo gol perdido, quase viria logo depois, quando o juiz marcou outro pênalti em agarra-agarra dentro da área. Pra ficar ainda melhor, Herrera por pouco não agrediu o juiz após a marcação do pênalti e acabou sendo expulso. Era só empatar e partir para a virada, agora que as duas equipes estavam iguais em número de jogadores. Mas prá fechar com chave de ouro a sua atuação discretíssima, Adriano perdeu o primeiro pênalti de sua carreira. Realmente era o dia do Botafogo.
Sobrou agora para esse Flamengo completamente sem comando e seu desarvorado treinador, brigar já nessa quarta-feira por uma vaga na próxima fase da Libertadores contra o inexpressivo Caracas. Uma vitória por dois gols de diferença já é suficiente. Não pensem que vai ser moleza. Com esse “meio de campo ideal” de Andrade, não tem jogo fácil.
Por tulio 2 comentários
