1 fevereiro, 2010 as 13:17
Categoria Campeonato Carioca+ Estadual do RN+ Futebol Nacional
Foi como acordei hoje.
A derrota do Potiguar para o Baraúnas por 3 a 1 é pra deixar a diretoria e comissão técnica do “Time Macho”, mais do que alerta. A torcida já está com os nervos à flor da pele e o treinador Erandi Montenegro já está mais pra lá do que pra cá.
Derrota em clássico costuma ter conseqüências catastróficas, a começar pela atual posição da equipe na tabela de classificação que é desoladora. Oitavo colocado (entre dez) e beirando a zona de rebaixamento.
A reação tem que vir de imediato ou teremos mais uma vez a eliminação precoce do Potiguar no Campeonato Estadual.
A tristeza pela derrota do meu “Potiguarzão do Coração” foi um pouco amenizada pela espetacular virada do Flamengo em cima do Fluminense. Eu bem que avisei, torcida tricolor: Cuca será sempre Cuca. O treinador mais pé frio e sem brilho do Brasil.
Foi mais uma ótima atuação da dupla “Império do Amor”, principalmente no segundo tempo, já que o Flamengo não existiu no primeiro tempo e os 3 a 1 saíram barato.
Apesar da alegria, a preocupação. Petkovic se desentendeu mais uma vez com o diretor Marcos Braz e o seu futuro na Gávea deve ser decidido hoje à tarde.
Eu sou fã incondicional de Pet e é inquestionável a sua participação decisiva na conquista do hexa. Eu e mais uma nação inteira vamos ser-lhe eternamente gratos. Mas desde o início da temporada percebe-se que ele ainda não está na forma ideal para disputar uma partida completa e ainda mais um clássico em que o Fluminense vinha com toda pinta de favorito, com uma defesa virgem até o momento. Nada, no entanto, justifica o seu destempero ao ser substituído. Ele foi no mínimo deselegante e injusto com Andrade, que desde esse seu polêmico retorno à Gávea acreditou no seu futebol, a despeito de Kleber Leite, Cuca e sua turma que queriam vê-lo pelas costas.
O Flamengo fez um primeiro tempo tenebroso e Petkovic afundou junto. Só não acho que ele tenha sido o único culpado por aquela atuação bisonha. A defesa do Flamengo continua uma peneira (a dupla Álvaro e Angelim parece que nunca jogou junta) e os volantes não marcam ninguém. Fernando, que vinha de boas atuações, de repente cismou de fazer mais gols do que seu irmão mais famoso do Vasco e a todo momento se lançava ao ataque deixando um rombo lá atrás. Toró… Bem vocês já conhecem a minha opinião sobre Toró.
Se Andrade agiu certo ao substituir o craque do Brasileirão 2009, isso é outra questão. Eu não teria feito essa alteração. Mas a verdade é que ele tinha que fazer alguma coisa para evitar um vexame maior, o que para mim já parecia definitivo tamanha a superioridade do Fluminense na partida. Mas o “danado” é que as entradas de Vínicius Pacheco e Willians deram tão certo, que o treinador não só evitou um vexame histórico no Maracanã, como foi protagonista de uma das viradas mais espetaculares da história desse clássico.
Nem a injusta expulsão de Álvaro, abalou a performance avassaladora do Flamengo em busca da vitória. Talvez se Petkovic permanecesse no Maracanã para assistir ao restante do jogo, tivesse entrado no clima de euforia que tomou conta dos jogadores ao seu final e esse arranca-rabo infrutífero tivesse sido evitado.
Vamos esperar que o bom sendo prevaleça nessa reunião de logo mais e Pet e o Flamengo voltem às boas. Um precisa muito do outro. E a torcida dos dois.
Por tulio
9 dezembro, 2009 as 10:39
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
Todo mundo já fez sua seleção, elegeu os seus melhores e piores, revelações, etc. Agora é a vez do blog mais “invocado” da rede contribuir com o seu “Balanço do Brasileirão”.
- SELEÇÃO DO CAMPEONATO – MELHORES
Goleiro: Bruno (Flamengo). Começou muito mal, mas se recuperou na reta final com defesas importantes, principalmente nos pênaltis contra Botafogo e Santos.
Lateral-Direito: Vítor (Goiás). Ótimo no apoio e ainda marcou um golaço naquele 4 a 2 em cima do São Paulo. Léo Moura subiu muito de produção na reta final do campeonato, mas não o suficiente pra entrar na minha seleção.
Zagueiro-central: Álvaro (Flamengo). Chegou e arrumou a casa. Não precisa dizer mais nada.
Quarto-zagueiro: Ronaldo Angelim (Flamengo). De uma regularidade incrível formou uma dupla perfeita com Álvaro. E fez o gol do hexa. Só isso!
Lateral-esquerdo: Cléber (Internacional). Ninguém brilhou nessa posição. Então fico com o mais regular.
Primeiro-volante: Guiñazu (Internacional). Esse argentino é o “cão virado em gente”. Esse eu queria no meu time.
Segundo-volante: Maldonado (Flamengo). Outro que chegou pra resolver. Pena que ficou fora da reta final do campeonato por causa de uma contusão boba num amistoso do Chile. Vai ser fundamental na disputa da Libertadores.
Meia-esquerda: D´Alessandro (Internacional). Outro argentino infernal. Joga demais o baixinho.
Ponta de lança: Petkovic (Flamengo). O craque do Brasileirão! Eu preciso escrever mais alguma coisa sobre o Pet?!
Atacante: Jobson (Botafogo). Salvou o Botafogo do rebaixamento. Formaria uma dupla perfeita com Adriano. Mas já foi para o Cruzeiro. Zé Roberto fez ótimas partidas, alguns gols importantes, mas em outras vezes só faltou matar o torcedor de raiva. Por isso não está aqui.
Centro-avante: Adriano (Flamengo). Artilheiro do Brasileirão ao lado de Diego Tardelli, poderia ter feito mais gols se não tivesse caído de produção nos últimos jogos e se não fosse a famosa bolha no pé. Mas está bem acima dos outros atacantes que disputaram o Brasileirão.
PS: Essa minha seleção não poderia disputar o Campeonato Brasileiro. Tem quatro “gringos” no meio de campo. E eu ainda levaria Conca de lambuja.
AMANHÃ TEM MAIS.
Por tulio
25 novembro, 2009 as 11:22
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões
Quem me conhece aqui do blog ou do meu dia dia de discussões sobre futebol, principalmente quando envolvem o Flamengo, sabe que eu sou um torcedor chato e irritante. A linha que me separa do elogio exagerado, apaixonado, exaltado, exacerbado e o esculacho crítico é quase invisível. Praticamente não existe.
Eu poderia muito bem me enquadrar na parte da torcida que está “p… da vida” e que acha que faltou raça – no que eu não concordo – no jogo que poderia dar a “Nação Rubronegra” um título de Campeão Brasileiro depois de 17 anos. Poderia estar aqui espinafrando alguns jogadores que tiveram atuações pífias nesse jogo decisivo. Poderia estar colocando toda a culpa em Andrade que foi pouco exigente com sua equipe.
Mas eu não vejo a atual situação do Flamengo no Brasileirão por esse lado. Se não for campeão ou ficar até de fora da Libertadores, não terá sido por causa desse empate contra o Goiás. O Flamengo está onde está – na vice-liderança e pelo bem ou pelo mal, a apenas um ponto do líder – por puro acaso. E se for campeão, também o será por puro acaso.
O Flamengo terminou o Campeonato Carioca, sabendo que não contaria com Fábio Luciano para o Campeonato Brasileiro. Ao invés de procurar um zagueiro experiente para suprir a saída do capitão, a comissão técnica preferiu apostar nos pratas da casa Welliton e Fabrício (dois destrambelhados) e na contratação do desconhecido David, com passagem obscura pelo Palmeiras. Foi preciso a equipe tomar goleadas seguidas de times inexpressivos, para a diretoria se mexer e contratar os rodados Maldonado e Álvaro que chegaram e arrumaram a defesa. Desde o final do ano passado, que se sabia que Íbson não chegaria nem ao fim do primeiro turno do Brasileiro. Que no meio do ano iria embora. Nenhuma providência foi tomada. Por um acaso, o quase aposentado Petkovic chegou e deu o toque de qualidade que faltava ao meio de campo do Flamengo, se transformando aos 37 anos no “Craque do Brasileirão”. Vale salientar que ele quase foi enxotado da Gávea por Cuca e Kléber Leite.
Adriano, o artilheiro do campeonato, também é um acaso. Foi preciso um sumiço depois de uma convocação para a Seleção Brasileira, ameaça de suicídio, abandonar a Inter de Milão, para que ele viesse parar no Flamengo na tentativa de salvar a sua carreira. Nem o mais otimista dos torcedores – eu incluso – poderia imaginar que ele voltaria a jogar um futebol de alto nível como o vem fazendo.
Andrade é o eterno tapa buraco, o eterno interino. Também está lá por acaso. O “Mengão” conseguiu essa arrancada espetacular com Andrade, então “vivas” para Andrade. Mas será que ele continua como treinador do Flamengo em 2010? Ninguém sabe. Se o Flamengo de Cuca não tivesse empatado com o Barueri em pleno Maracanã, talvez o “tapado” ainda estivesse por aí “empentelhando” todo mundo e se contentando com Sulamericana, no máximo. E talvez a gente estivesse sofrendo menos.
Portanto, muita calma nessa hora. Se tiver que dá, dá. Se não… não dá. Mas o que não podemos, é tirar os méritos dessa equipe que nos proporcionou momentos de êxtase em partidas memoráveis, praticando o clássico “Futebol Bonito” como há muito não se via em campeonatos brasileiros. O quase hepta e pragmático São Paulo que o diga.
Por tulio
23 outubro, 2009 as 11:01
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional+ Opiniões
Muito desse “renascimento” do Flamengo, se deve a excelente fase de Petkovic e Adriano e as chegadas de Álvaro e Maldonado.
Realmente Petkovic tem tido uma seqüência espetacular de boas atuações e com Adriano – depois de “séculos” – o Flamengo pode fazer o artilheiro do Campeonato Brasileiro.
Álvaro e Maldonado, caíram como uma luva e deram um jeito naquele sistema defensivo cheio de destrambelhados como: Wellinton, Fabrício, Willians, Toró, Lennon, Aírton e afins. A certa altura, o Flamengo chegou a ter a defesa mais vazada do campeonato. O coitado do Ronaldo Angelim, acostumado a ter como parceiro Fábio Luciano, chegou às raias do desespero.
Mas será que essa reviravolta de expectativas – de brigar pra não cair a brigar pelo título – teria acontecido se não fosse Andrade o comandante da nau rubro negra? Acho muito difícil. Com o tapado do Cuca (a torcida tricolor anda eufórica com seu treinador), o Flamengo continuaria por ali, patinando entre décimo e décimo sexto colocado, até o fim do campeonato.
O grande mérito de Andrade – que apesar de efetivado como treinador nunca abandona aquele seu ar de interino – foi recuperar alguns jogadores que já estavam desmotivados e sem maiores perspectivas dentro do elenco. Exemplos de Léo Moura, que só era titular absoluto por não ter um reserva à altura e Everton, que substituiu Juan com eficiência (embora não seja o jogador “dos meus sonhos”), durante o seu período de inatividade por contusão. Aliás, Juan é outro que precisa do comandante para voltar a jogar bem. Ainda está devendo nesse seu retorno.
Com a chegada de Álvaro, Aírton voltou para a sua verdadeira posição de primeiro volante, parou de fazer faltas desclassificáveis e hoje sem dúvida nenhuma, está entre os cinco melhores de sua posição no Brasil. Até Willians, o recordista de cartões no Brasileirão, deu uma melhorada. O problema é que sua fama já está consolidada e os árbitros não perdem uma oportunidade de “amarelá-lo” ou “avermelhá-lo”. Contra o Palmeiras, ele só fez uma falta (e sem nenhuma violência), mas tomou o amarelo que o deixa fora do clássico contra o Botafogo.
Zé Roberto é outro que recuperou a alegria de jogar nas mãos de Andrade. De mera moeda de troca (e o pior é que nem um clube o aceitou), se transformou em titular absoluto, vem jogando bem e tem feito gols decisivos para essa arrancada do Flamengo.
No campo tático, é nítida a transformação na maneira de jogar do time de uns três ou quatro anos atrás para o atual. O Flamengo era aquele time em que os treinadores adversários quando iam enfrentá-lo já tinham o discurso na ponta da língua: “É só marcar os laterais Léo Moura e Juan que eles não jogam”. Joel Santana foi o criador do esquema e Caio Júnior e Cuca, os seus sucessores, não tiveram a mínima competência ou preocupação em modificá-lo ou pelo menos aperfeiçoá-lo. Hoje é visível a variação de jogadas, para que a bola chegue aos atacantes rubronegros em condições de marcar.
O Flamengo de Andrade fez renascer nos gramados brasileiros a antiga, a esquecida, mas bela, linda e maravilhosa “tabelinha”. Como é bonito um gol fruto de uma “tabelinha”!
Vamos parando por aqui e prá cima dos “home” Mengão, que eu já tô quase chorando com saudades daquele meio de campo com Andrade, Adílio e Zico!
Por tulio
28 agosto, 2009 as 09:41
Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional
O Flamengo contratou para solução dos seus problemas até o fim do campeonato (bem no estilo “Organizações Tabajara”), “Maldanado” e Álvaro, ex Internacional.
Agora ao lado de Willians e Airton, eles vão formar o “Quarteto Parada Dura” rubronegro.
Atenção adversários! Reforcem as caneleiras, tornozeleiras, coloquem os capacetes e os coletes a prova de bala, que o “pau vai cantar na casa de Noca”!.
Agora vai, Neto Falcão!
Por tulio