ECOS DA FINAL DO MUNDIAL DE CLUBES
Por tulio em 22 dezembro, 2011 as 10:20
Ainda repercute nos meios futebolísticos nacionais, o passeio do Barcelona em cima do Santos na final do Mundial de Clubes. E vai repercutir muito ainda.
Teses, teorias, opiniões, estudos, análises nem sempre bem fundamentadas, surgem aos montes e de todos os lugares.
Uma coisa é certa. Por mais paradoxal que possa parecer, o melhor time do mundo joga um futebol das antigas. Segundo a maioria dos nossos “profexores-treinadores”, ultrapassado. Como bem frisou Guardiola na entrevista coletiva pós “vareio”: “Eu peço para o time jogar como meus pais e avós diziam que os brasileiros jogavam antigamente”.
O futebol brasileiro perdeu o rumo a partir da Copa de 86, quando a melhor geração de jogadores depois da de 1970, não conseguiu ser campeã em duas tentativas (1982 e 1986). A partir daí os “revolucionários do futebol brasileiro” concluíram que o futebol do país do futebol estava ultrapassado e que tínhamos que combater os europeus com as mesmas armas: força, velocidade e ruindade. E ganhamos de presente, Lazaroni em 1990. Em 1994, com uma conquista completamente sem brilho, Parreira provou ao mundo, que o “gol é apenas um detalhe” ao fazer do Brasil o primeiro campeão mundial numa disputa nos pênaltis e ainda por cima depois de mais de 120 minutos de futebol sem um golzinho sequer. Em 1998, foi aquele vexame da “geração Dunga” com direito a “piti” do melhor jogador na final. E felizmente não foi necessário ninguém “engolir” Zagallo.
O Brasil voltou a ganhar uma copa em 2002, com a “família Felipão”. A seleção só mostrou algo parecido com o verdadeiro futebol brasileiro, na final. Até chegar a ela, contou com uma grande ajuda da sorte e da arbitragem.
Volta Parreira em 2006 com o famoso “Quarteto Fantástico”: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo “Fenômeno”. Esse time era tão bom, que não precisava nem treinar. E essa seria a copa mais fácil de se ganhar. Deu no que deu. O fiasco de Parreira ficou marcado pelo “meião” de Roberto Carlos na derrota para a França ainda nas quartas de final.
Mas o melhor – ou pior – ainda estava por vir. Numa jogada de rara inteligência (isso é ironia, viu gente), o dono da Seleção Brasileira Ricardo Teixeira, resolve radicalizar e ressuscita a malfadada filosofia da geração Dunga (com o seu mentor dessa vez como treinador) para tentar reconquistar a hegemonia do futebol mundial na Copa de 2010. O novo conceito agora é do “volante, volante”, caracterizado na figura assombrosa de Felipe Mello. O alterego de Dunga na seleção. E o Brasil mergulhou definitivamente na idade das trevas ludopédica, de onde não deve emergir tão cedo.
Já tivemos até o ineditismo de um treinador recusando convite para treinar a seleção. E o que aceitou, até agora não tem uma equipe base, não tem um esquema, não tem inteligência. A única coisa que ele tem é medo de perder o emprego.
Que o torcedor brasileiro se prepare para pagar mico em casa em 2014.
PS.: Enquanto Guardiola no Barcelona se preocupa com a técnica e prioriza os jogadores da base, a prioridade do “Sujeitinho Asqueroso” para o Flamengo na pré-Libertadores em 2012 é a contratação do quase assassino Bolívar do Internacional. Aliás, esse era o assunto principal desse comentário, mas acabei mudando de rumo.
Tags:AINDAO SOBRE SANTOS E BARCELONA, FLAMENGO NA PRÉ-LIBERTADORES, FUTEBOL BRASILEIRA ESTÁ DECADENTE, O FUTEBOL BRASILEIRO NÃO É MAIS O MESMO, SANTOS E BARCELONA, SUJEITINHO ASQUEROSO, VANDERLEI LUXEMBURGO PEDE A CONTRATAÇÃO DE BOLÍVAR
Categoria Brasileirão+ Futebol Internacional+ Futebol Nacional+ Mundial de Clubes do Japão

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