O MAIOR “SECADOR” DO MUNDO.
Por tulio em 28 outubro, 2011 as 09:12
Que Mick Jagger ou Marco Túlio que nada! O maior pé frio, agourento, praguejador, “secador” ou algo que o valha do mundo, é o programa “Bem Amigos” da Sportv idealizado e comandado por “Babão Bueno” (na maioria das vezes é substituído por seu alter ego, Luiz Roberto, outro azarento). Todo treinador que passou por lá durante esse Brasileirão, se deu mal depois. Algumas vítimas do “Bem Amigos”. Mui amigos!
- Renê Simões: andou tendo alguns brilharecos com o Bahia no começo do campeonato e foi logo convidado para explicar como conseguira colocar Ricardinho, Carlos Alberto e Jobson nos eixos. Arrotou um monte de filosofia de boca de túnel e encantou os convidados. Não ganhou mais uma e foi demitido. Jobson aprontou e já se escafedeu, e Ricardinho e Carlos Alberto só vivem no “chinelinho”. E o Bahia ainda corre riscos de rebaixamento.
- Wagner Mancini: exaltado pela boa campanha do Ceará no início do campeonato, também virou estrela do programa. Foi explicar como conseguira fazer um time com orçamento limitadíssimo encarar os grandes do futebol brasileiro com seguidas vitórias em casa. Falou de táticas, técnicas, revelações de jogadores, união do grupo e outras baboseiras do gênero. Embasbacados, os convidados chegaram a vê-lo como um dos melhores treinadores da nova geração, com chances inclusive de um dia chegar a Seleção Brasileira. De lá pra cá, a “Carroça Cearense” empacou, começou a perder pra todo mundo e ex-futuro técnico da seleção foi demitido. O Ceará foi parar na zona.
- Vandemburgo Luxerlei: o “Sujeitinho Asqueroso” também foi se vangloriar de sua capacidade como técnico no “Bem Amigos”. Quando esteve por lá, o Flamengo estava invicto no Brasileirão e era favorito ao título. Depois daquele espetáculo bizarro de auto-elogios, o Flamengo passou 11 jogos sem vencer. O “profexô” chegou a ter o seu cargo ameaçado. O rubronegro vem se recuperando aos poucos, mas aquela fase negra (nada rubra) diminuiu bastante as chances de título.
- Caio Júnior: após a vitória sobre o Corinthians fora de casa, o comandante do “Chorafogo” foi saudado como o treinador mais revolucionário do futebol brasileiro. Questionado por entrevistadores extasiados sobre como conseguira fazer o seu time praticar o futebol mais vistoso e eficiente do Campeonato Brasileiro, ele não se conteve: “O futebol é uma ciência que tem que ser minuciosamente praticada para chegarmos a um resultado positivo dentro de campo”. “Eu monto as minhas equipes de acordo com o perfil técnico e tático de cada jogador do elenco. Os titulares são eventuais dependendo do adversário”. “O torcedor deveria analisar melhor a parte tática das partidas. Às vezes o time perde, mas consegue cumprir rigorosamente a tática implantada pelo treinador e mesmo perdendo foi superior”. O resto vocês já sabem: duas derrotas seguidas no Brasileirão e uma eliminação vexatória para a o Santa Fé da Colômbia com direito a um sonoro 4 a 1 e gritos de olé da torcida colombiana. Mas com um detalhe: o “Chorafogo” foi infinitamente superior taticamente aos adversários nessas três partidas. O “Rei das Táticas” ainda não está ameaçado. Mas os “chorafoguenses” já estão doidos pra comer seu fígado.
- Cristovão Borges: Esse é o exemplo clássico de como a maré anda boa pras bandas de São Januário. Vejam só: dia 25/09 o Vasco meteu 3 a 0 no Cruzeiro fora de casa, com show particular de Diego Souza que fez o três gols. Cristovão se transformou no novo treinador da moda. No dia 26/09 foi o convidado do “Bem Amigos”. Eu gosto desse interino (será?) do Vasco. Sujeito tranqüilo, fala mansa, quando inventa logo corrige (as tentativas de colocar Felipe de volta na lateral esquerda), sem nenhum “deslumbre”. Mas depois que passou pelo fatídico programa, acompanhem o que aconteceu: 02/10 – O Vasco deixou o Corinthians empatar um jogo praticamente ganho (2 a 2); 05/10 – Conseguiu perder para o Ô Ô Ô Ô Aurora por 3 a 1 pela Sulamericana; 08/10 – Tomou um sapeca do Internacional de 3 a 0; 13/10 – Empatou a duras penas (2 a 2) contra um rebaixado Atlético Paranaense depois de escapar de uma goleada no primeiro tempo. Parecia o fim da fase espetacular de Cristovão e ele começava a ser questionado pela torcida e pela imprensa. Mas que nada. A “ziquizira” só durou esses quatro jogos. Depois disso vieram duas vitórias seguidas por 2 a 0 no Brasileirão (Atlético Mineiro e Bahia) e a liderança isolada e uma enxovalhada em cima do Ô Ô Ô Ô Aurora (8 a 3 é placar de pelada) e é o único brasileiro na Sulamericana. E o único que não precisa, já que já está na Libertadores. Volta lá no “Bem Amigos” Cristovão! Outra seqüência ruim de três ou quatro jogos no Brasileirão e o título vai pro espaço.
Depois eu volto com mais vítimas do “Bem Amigos”.
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