JOGAR MAL E GANHAR: RECEITA PRA SER CAMPEÃO

Por tulio em 11 julho, 2011 as 16:40

O Fluminense vai passar o resto do Brasileirão – quiçá dos seus dias – reclamando dos gols perdidos, da arbitragem, de Felipe, da sorte, do estado do gramado do Engenhão, do “diabo” a quatro, questiúnculas irrisórias que impediram a sua vitória contra o Flamengo. Algo que não acontece há séculos.

E olhe que até que chegou a assustar no começo do jogo. Ciro, o jovem atacante oriundo do Sport que estava doido para jogar no Flamengo e “Dona” Patrícia deixou escapar, aplicou um suadouro desgraçado no “tio” Angelim e quase abre o placar não fosse a boa fase de Felipe.

Depois que Aírton arrumou a cozinha, organizando a cobertura aos laterais e enquadrando os “tricoflores” mais afoitos com aquela sua gentileza e sutileza peculiares (Souza que o diga), o jogo voltou ao normal. Esse time do “Florminense” com esse monte de jogadorzinho (Carlinhos, Edinho, Diguinho, Marquinho, Rodriguinho) é realmente um “timinho”. Dizer o quê de um time que consegue perder com um gol de cabeça de Willians? O Flamengo bateu todos os recordes de erros de passes (237 de 337 no jogo) e cometeu 180 faltas. Léo Moura não jogou absolutamente nada. Aliás, o que não é nenhuma novidade nos últimos jogos. Que será que tá acontecendo com o melhor lateral do Brasil? Será que é “mulé” de novo?! Wellinton continua matando o torcedor de susto a cada antecipação para tentar o desarme ou interceptar uma bola por cima ou por baixo. Já Ronaldo Angelim, mesmo com o sufoco inicial, conseguiu se recuperar dentro da partida e sua experiência acabou sendo fundamental no momento em que o Fluminense partiu para o abafa final. Júnior César não foi brilhante (apoiou muito pouco), mas também não comprometeu. Willians errou todos os passes que tentou (esse número é verídico: fez oito desarmes e errou oito passes), mas fez o inédito gol da vitória. Fazer o quê?!

Airton é muito bom jogador. Veio realmente pra resolver o problema de cobertura a zaga e foi o melhor do Flamengo no jogo. Mas tem que recolher as armas ou vai viver pendurado ou cumprindo suspensão. Se aquele “soprador de apito” não é tão banana, a coisa podia ter se complicado ontem. Renato Abreu não entrou em campo. Segunda partida que ele não joga nada. Segunda partida que é escalado pelo “profexô” como armador. Thiago Neves continua infectado pelo “Selectovírus” que adquiriu após uma convocação estapafúrdia do agente transmissor “Manoctus Meneziptus” e parece longe da cura. Ainda bem que as duas únicas jogadas que ele acertou nos últimos dois jogos, resultaram nos gols das vitórias: contra o São Paulo, o corta luz magistral para o gol de Botinelli e ontem o cruzamento – ou lançamento, não sei como identificar aquele lance – perfeito para o gol de Willians.

Ronaldinho Gaúcho voltou a se isolar na esquerda e muito bem marcado produziu bem menos do que nas partidas anteriores. Ainda assim foi quem tentou alguma coisa no ataque, porque Deivid… vai te catar Deivid!!!

Negueba mais uma vez entrou muito bem. Diego Maurício não teve tempo nem oportunidade de mostrar muita coisa nesse seu retorno e Botinelli quase faz um gol de falta e só. E esse foi o resumo desse Fla-Flu de público ridículo. Esse Engenhão é uma porcaria mesmo!

Jogo ruim. Arbitragem péssima. Recorde de faltas e passes errados. Mas o “Mengão” venceu e é o que importa nesse Brasileirão em que – repito – não tem ninguém sobrando.

E time que joga mal e vence, continua nas cabeças.

Se jogar bem, goleia.

PS.: E não esqueçam: o Flamengo é o segundo colocado no campeonato. Vice é coisa do Vasco.

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Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

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