O PROBLEMA NÃO É NA FRENTE. É ATRÁS.
Por tulio em 1 julho, 2011 as 11:28
O Flamengo continua atrás de um camisa nove. Um centroavante de respeito, tipo Adriano em 2009. Vágner Love continua sendo um sonho antigo. Parecia tudo certo, mas não deu. As negociações com André, ex-Santos (que eu não acho que seja a solução) já estiveram bem adiantadas, mas esfriaram de vez. A bola da vez agora é Kleber, que vive em pé de guerra com a diretoria do Palmeiras e em lua de mel com Felipão, que ameaça abandonar o barco caso o centroavante seja negociado. Ontem, quando completaria sua sétima partida no campeonato e ficaria impossibilitado de se transferir para qualquer outra equipe da Série A do Brasileirão, Kleber não jogou alegando uma contusão que o acompanha desde o ano passado. Coincidência? A verdade é que o Flamengo ganhou mais uma semana para tentar tirar o “Gladiador” do Parque Antártica. Nesse eu boto fé.
Mas será que é tão urgente assim a contratação de um novo centroavante?
Depois de quase um século, o Flamengo começa um Campeonato Brasileiro ostentando a posição de melhor ataque. Os dois jogadores mais contestados há não mais de uma semana, hoje são artilheiro e vice da competição: Ronaldinho Gaúcho com cinco gols e Deivid com quatro (em três jogos).
Em compensação, a defesa segue tomando gols ridículos. Wellinton continua imexível, mas não fica a dever um centavo em termos de ruindade explícita, em relação a David Braz que foi sacado do time.
Contra times medíocres como os mineiros Atlético (tomou outro “sapeca” ontem”) e América, até que se consegue reagir depois de tomar gols como os últimos três sofridos: três balões para dentro da área e os zagueiros batendo cabeça ou nem isso. Simplesmente assistindo a bola entrar.
Airton, jogando à frente da zaga e auxiliado por Maldonado, foi fundamental na conquista do Hexa em 2009 e está de volta, podendo inclusive re-estrear contra o São Paulo na próxima quarta-feira. Esse esquema poderia voltar a funcionar agora com Renato fazendo o papel de Maldonado, machucado e sem previsão de volta. O problema é que Willians não pode sair do time. Essa sua “imexibilidade” e essa fama de maior roubador de bola do Brasil (e também o maior “devolvedor”) vem destruindo o sistema defensivo rubronegro. Willians é adorado pela torcida pela sua garra e entrega em campo. Mas não sobe uma “gilette” (é um a menos nas bolas cruzadas na área, na defesa ou no ataque), erra muitos passes, é “amarelado” ou “avermelhado” em todos os jogos e apesar de ter diminuído a violência continua fazendo faltas desnecessárias que sempre levam perigo a defesa.
Com o nível técnico baixíssimo que temos visto nestas sete primeiras rodadas do Brasileirão e que promete ser a tônica das próximas trinta e uma, com a cozinha bem arrumada (sem tomar os gols inacreditáveis que vem tomando) e na frente com alguns lampejos de craque de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves e umas três ou quatro bolas chegando ao centroavante da vez em condições de finalizar, o Flamengo consegue manter essa média de gols (dois e pouco por partida) e dá pra sonhar com vôos mais altos esse ano.
Repito: se o “profexô” não inventar muito.
Que venham os “bambis”!
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Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

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