MUITA GRANA PARA POUCO CÉREBRO

Por tulio em 17 setembro, 2010 as 10:55

A categoria dos super treinadores, aqueles que ganham super salários, que fogem até do limite da compreensão de um cidadão comum, tamanha a exorbitância e falta de lógica, continuam aprontando e disparando suas pérolas de conhecimento nesse Campeonato Brasileiro.

Vamos nos ater aos três mais badalados. Um está no topo da tabela, outro no meio e outro na rabeira.

Muricy do Fluminense, se justificando após a derrota para o Corinthians – quando seu time simplesmente não entrou em campo – ao responder a uma repórter se Emerson (atacante ex-Flamengo) fez muita falta: “É, com Emerson nós jogamos no 4-4-2 com ele mais aberto e Washington centralizado. Sem ele nós jogamos no 3-5-2 com Conca (ficou esquisito, “conconca”) chegando mais no ataque”. Sensacional, né não? Não deu certo no primeiro tempo, quando saiu perdendo por 1 a 0 e ele voltou para o segundo com um atacante no lugar de um dos zagueiros. Rendeu-se ao tradicional 4-4-2, que também não deu certo e emplacou a terceira derrota em cinco jogos. Quinhentos mil (ou mais, talvez) por mês por esse brilhante e criativo raciocínio tático?

Felipão chegou ao Palmeiras com uma proposta de ser campeão brasileiro. Depois de alguns vexames, esculachou o seu elenco, soltou os cachorros para cima da imprensa e passou a ter pretensões mais modestas. Quando o treinador começa a dar declarações que tem um projeto para o futuro meu caro torcedor/leitor, esqueça título. Esse futuro não chega nunca.

Aqui acolá, ele ganha um jogo. E isso só acontece quando Marcos Assunção – até então esquecido pelos grandes clubes brasileiros e que veio do Grêmio Barueri pra tapar buraco – joga e faz um ou dois gols de falta. Aí tudo é alegria. A imprensa “babona” já começa a ver o Palmeiras com a “cara” de Felipão, o Palmeiras já pode sonhar com o G-4, e por aí vai. Toda essa badalação só dura até a próxima derrota, que via de regra já acontece na rodada seguinte. Oitocentos mil (ou mais talvez) por essa “regularíssima” irregularidade?

Por fim, “Vandemburgo Luxerley” e seu pacote de um milhão de reais por mês. O Atlético Mineiro gastou o que tinha e o que não tinha para bancar o “boçal” e o seu “projeto a longo prazo” e está seriamente ameaçado de novo rebaixamento. E olhe que o Atlético formou um elenco de respeito para esse Brasileirão. Time pra brigar pelo título. Estão lá: Fábio Costa, Ricardinho, Diego Souza, Daniel Carvalho, Rever, Diego Tardelli e outro menos cotados. “Vandemburgo” já se desentendeu com as estrelas do elenco, já resolveu apostar na garotada, muda o time a cada jogo e nada. Quem é que ainda resolve? O bom e simpático Obina, que se transformou no dono do time e tem feito gols a torto e a direito.

Mas o “Rei das Manicures” se mostra um homem de palavra. Prometeu a diretoria e ao torcedor atleticano, que se o “Galo” for rebaixado, ele vai treinar o time na segunda divisão. Um milhão de reais por uma promessa singela e emocionante dessas?!

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Categoria Brasileirão+ Futebol Nacional

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