SEMPRE NO SUFOCO
Quem tem Jailton e Caio Júnior não tem jogo fácil. Se quiser, pode incluir Bruno aí também. O goleirão do Flamengo só pode estar com problema “nas vista”. Chutou de longe, ele aceita.
No jogo de ontem contra o Figueirense, o time e o torcedor rubro-negros tinham tudo para ter uma noite tranqüila. Depois da pressão inicial e costumeira do time da casa, o Flamengo tomou conta do jogo, terminou o primeiro tempo ganhando de 2 a 0 e poderia ter feito mais. Kleberson, Ibson, Everton, Léo Moura, Marcelinho Paraíba, Angelim e Fábio Luciano, jogavam com tranqüilidade e facilidade. Bruno, pouco incomodado, não comprometia. Destoando dos demais, Jailton – com sempre –, Luizinho, totalmente desorientado na lateral esquerda e Max, que muito bem marcado e apanhando mais do que “couro de amassar fumo” não conseguia produzir muita coisa.
O primeiro tempo terminou assim, com prenúncio de mais gols para o segundo.
Mas Caio Júnior não podia aceitar esse fato com tanta tranqüilidade. De cara, inventou uma contusão – uma tal de “indisposição no músculo adutor da coxa” – em Kleberson e pra fechar mais o meio de campo, colocou Airton. Aí, o jogo mudou de cara. Airton e o sempre horroroso Jailton começaram a bater cabeça, Ibson teve que voltar para ajudar na marcação e parou de criar no ataque que por conseqüência parou de produzir qualquer coisa de útil. Bruno aceitou mais um chute de fora da área, comprovando sua má fase - ou cegueira - logo aos cinco minutos e o Figueirense foi pra cima e por pouco não empata. Uma vitória fácil, de repente se transformou num jogo dramático e o 2 a 1 já passava a ser um excelente resultado “diante das circunstâncias”. Mas como o time do falante PC Gusmão realmente é uma lástima, aos poucos foi diminuindo o ímpeto e tomou o terceiro gol num bate-rebate de cabeça – inédito – dentro da área. Agora sim, um tranqüilo 3 a 1 e prenúncio de goleada.
Mas como já disse anteriormente, quem tem Jailton, não tem sossego nunca. Depois de perder duas vezes a bola no mesmo lance e ser driblado pelo atacante adversário com a maior facilidade, permitiu o segundo gol do “Figueira” e mais alguns minutos de sufoco.
Valeu pela vitória e pela ultrapassagem em cima do São Paulo, que só empatou com o Atlético (1 a 1) no Mineirão.
Mas se pode complicar, pra quê facilitar, “né” não, Caio Júnior?
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